MEMBRO   FENPROF | CGTP
  spn.pt  |  Revista  |  Superior  |  WebMail  |  Reuniões  |  Vencimentos  |  Protocolos  |  Contactos
  
SPN    Superior    Arquivo    FUTURO das ESE's
Imprimir
Abrir como PDF

Partilhar:

|


MENU

FENPROF.pt/superior
 
SUPNOTÍCIAS

EDIÇÃO DE ABRIL 2013 | MENSAL
versão PDF | ler online

edições anteriores
março 2013 PDF online
fevereiro 2012 PDF online
dezembro 2012 PDF online
novembro 2012 PDF online
setembro 2012 PDF online
julho 2012 PDF
online
junho 2012 PDF online
maio 2012 PDF online
abril 2012 PDF online
março 2012 PDF online
fevereiro 2012 PDF online

 


FUTURO das ESE's

Sindicato dos Professores do Norte / FENPROF

Posição da FENPROF sobre o futuro das ESEs

O Ministro ameaça o futuro das
Escolas Superiores de Educação
Posição da FENPROF

· A FENPROF alerta para o eventual favorecimento das instituições privadas de formação de professores resultante da eliminação de cursos no Ensino Superior Público
· A FENPROF exige um debate sério e participado, um estudo bem fundamentado sobre as necessidades futuras de professores e educadores, e a celebração de contratos de desenvolvimento com as ESEs

O Ministro da Ciência e do Ensino Superior, numa entrevista que recentemente concedeu ao Diário de Notícias, sobre questões importantes relativas ao Sistema do Ensino Superior Público, referiu-se ao futuro da formação de professores e, concretamente, da formação que se realiza nas Escolas Superiores de Educação (ESEs), tendo insinuado, com alguma ligeireza, que as instituições do Politécnico iriam perder a formação de professores.
Este tipo de actuação do Ministro de lançar na praça pública intenções políticas, mais ou menos vagas, à laia de sondagens para medir o nível reacção que poderá vir a encontrar na sua eventual aplicação, ou para abrir caminho a medidas que ofendem a autonomia das instituições, é um procedimento inaceitável.
Deixou, assim, o Ministro Pedro Lynce, a pender sobre as ESEs e sobre todos quantos nelas trabalham e estudam, uma autêntica ?Espada de Damocles?, sem previamente ter ouvido os representantes das instituições e os seus docentes, alunos e funcionários não-docentes, e também dos sindicatos, sobre as melhores soluções para o desenvolvimento futuro das ESEs, tendo em atenção as necessidades do País e os recursos humanos e materiais de que dispõem.
Quando combinada com a intenção expressa da extinção de cursos de formação de professores, permitida pela aprovação da Lei do Regime Jurídico do Desenvolvimento e da Qualidade do Ensino Superior, esta posição do Ministro pode ainda significar um favorecimento inaceitável das instituições privadas desta área de formação.
A FENPROF vem assim a público rejeitar este comportamento do Ministro e apresentar um conjunto de propostas visando contribuir para uma abordagem séria e adequadamente fundamentada da problemática que afecta a formação de professores, em particular a que se ministra nas ESEs.
Como contribuição para este tipo de debate, a FENPROF elaborou o documento anexo que irá pôr à discussão dos docentes, dos não-docentes e dos estudantes das Escolas Superiores de Educação, bem como, dos respectivos representantes institucionais, que contém um conjunto de propostas para a actuação do Governo e do MCES, entre as quais avultam:
a) a realização inadiável de um estudo adequadamente fundamentado das necessidades futuras de professores e de educadores para o sistema educativo, tendo em conta os imperativos do desenvolvimento e da aproximação ao nível médio dos países da União Europeia;
b) a indispensabilidade de uma urgente aprovação dos perfis profissionais dos docentes, da educação pré-escolar ao secundário, e uma rigorosa avaliação dos currículos de formação, tanto nas instituições públicas, como nas privadas;
c) a necessidade de que a formação contínua e as pós-graduações, a par da formação inicial, sejam consideradas como serviço lectivo normal, contando assim também para o número de horas lectivas semanais que os docentes têm que leccionar, de acordo com o estabelecido nos estatutos de carreira;
d) a reclamação do estabelecimento de Contratos-Programa e Contratos de Desenvolvimento com as ESEs, de modo a que seja realizado, no interesse do País, o melhor aproveitamento possível dos recursos humanos e materiais de que dispõem, respeitando as expectativas de carreira dos seus docentes.


O Secretariado Nacional