<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Políticas educativas e curriculares</title><link>https://www.spn.pt:443/Pasta/pafc-autonomia-e-flexibilidade-curricular</link><description>Políticas educativas e curriculares</description><item><title>Greve às atividades das provas-ensaio e ModA</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/greve-as-atividades-das-provas-ensaio-e-moda</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;13 de abril de 2026&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Fenprof convocou greve a todas as atividades relacionadas com as provas-ensaio e com as provas de Monitoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Aprendizagem (ModA), na sequ&amp;ecirc;ncia da desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho docente e da imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de procedimentos que agravam as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho nas escolas. Estas provas acrescentam uma sobrecarga burocr&amp;aacute;tica e organizativa inaceit&amp;aacute;vel, desviando os docentes da sua fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o central, o trabalho pedag&amp;oacute;gico com os alunos, e contribuindo para a intensifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho sem o devido reconhecimento.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/71000/100/50/6/faq_greve_moda2026.pdf" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt; &lt;img width="60%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/5eedd666/faqModaA_b.jpg?v=638832952844153543"&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;h4 style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/71000/100/50/6/faq_greve_moda2026.pdf" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Consultar as FAQ (Fenprof)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h4 style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fenprof.pt/media/download/8E69A5E16694FBD4C37D80E89768B75C/faq_greve_moda2026.pdf"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas provas assenta em orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es pouco claras, frequentemente alteradas, e desconsidera a realidade concreta das escolas, criando perturba&amp;ccedil;&amp;otilde;es no normal funcionamento das atividades letivas. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o reafirma a sua oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a um modelo de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o que privilegia a l&amp;oacute;gica de testagem em detrimento de uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua, formativa e contextualizada, defendendo solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es que respeitem a autonomia pedag&amp;oacute;gica das escolas e valorizem o papel dos docentes. Com esta greve, a Fenprof exige do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) um processo negocial s&amp;eacute;rio que responda aos problemas reais das escolas e dos professores e afirma que continuar&amp;aacute; a intervir e a lutar por condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho dignas, pelo respeito pela profiss&amp;atilde;o docente e por uma Escola P&amp;uacute;blica de qualidade.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 22:31:30 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/greve-as-atividades-das-provas-ensaio-e-moda</guid></item><item><title>Fenprof pronuncia-se sobre as aprendizagens essenciais</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/reorganizacao-dos-ciclos-de-ensino</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;28 de abril de 2026&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Termina hoje (28/abr) a consulta p&amp;uacute;blica das aprendizagens essenciais das disciplinas dos ensinos b&amp;aacute;sico e secund&amp;aacute;rio, promovido pelo Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI). A Fenprof enviou a &lt;a href="/Media/Default/Info/69000/700/50/2/Fenprof%20—%20Parececer%20sobre%20as%20aprendizagens%20essenciais.pdf" target="_blank"&gt;sua aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o global &amp;agrave;s propostas apresentadas&lt;/a&gt;. Sem pretender desempenhar um papel que compete &amp;agrave;s associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es profissionais e cient&amp;iacute;ficas, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode deixar de fazer algumas considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es globais &amp;agrave;s propostas em discuss&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, tendo em conta o conte&amp;uacute;do e o contexto atual, particularmente no que concerne ao programa, declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es e medidas tomadas pelo MECI.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em s&amp;iacute;ntese, para a Fenprof &amp;ldquo;o que est&amp;aacute; em causa configura uma inflex&amp;atilde;o relevante no paradigma curricular: passa-se de um modelo aberto, que reconhecia os seus pr&amp;oacute;prios limites e criava espa&amp;ccedil;o efetivo para o exerc&amp;iacute;cio da autonomia pedag&amp;oacute;gica, para um modelo mais prescritivo, fortemente orientado para a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, assente numa intensifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pr&amp;aacute;ticas e com refor&amp;ccedil;ada capacidade de regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o trabalho docente&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;ldquo;esta mudan&amp;ccedil;a n&amp;atilde;o &amp;eacute; neutra: a centralidade atribu&amp;iacute;da &amp;agrave; avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o tende a estreitar o curr&amp;iacute;culo e a induzir pr&amp;aacute;ticas de ensino mais instrumentais; a aposta numa digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o precoce, sem evid&amp;ecirc;ncia consolidada dos seus benef&amp;iacute;cios, pode comprometer processos de aprendizagem fundamentais e condicionar o desenvolvimento cognitivo; e o refor&amp;ccedil;o dos mecanismos de controlo colide com a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de respostas pedag&amp;oacute;gicas contextualizadas. Sem um debate p&amp;uacute;blico consistente, sem investimento nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho nas escolas e sem garantias efetivas de autonomia pedag&amp;oacute;gica, esta evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o arrisca n&amp;atilde;o s&amp;oacute; n&amp;atilde;o resolver problemas estruturais, como aprofund&amp;aacute;-los, afastando-se de uma melhoria sustentada da qualidade da Escola P&amp;uacute;blica&amp;rdquo;, conclui o parecer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof regista, ainda, a inexist&amp;ecirc;ncia de orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es espec&amp;iacute;ficas para o grupo de recrutamento 360 - L&amp;iacute;ngua Gestual Portuguesa: &amp;ldquo;uma omiss&amp;atilde;o que suscita interroga&amp;ccedil;&amp;otilde;es quanto ao lugar atribu&amp;iacute;do a esta disciplina no quadro das pol&amp;iacute;ticas educativas nacionais, sobretudo num contexto em que se afirma a import&amp;acirc;ncia da inclus&amp;atilde;o, da diversidade lingu&amp;iacute;stica e do direito &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de equidade&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/69000/700/50/2/ciclosdeensino.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/f6ba5054/ciclosdeensino.jpg?v=639129962526469501"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;foto: freepik, download gratuito&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;31 de mar&amp;ccedil;o de 2026&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o curricular s&amp;oacute; com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Finalmente, o governo divulgou a revis&amp;atilde;o das aprendizagens essenciais, enquanto se multiplicam an&amp;uacute;ncios de inten&amp;ccedil;&amp;otilde;es no dom&amp;iacute;nio da reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o curricular. Sem que seja conhecida qualquer avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) afirma que esta revis&amp;atilde;o integra a experi&amp;ecirc;ncia da sua implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas escolas, algo que, contudo, n&amp;atilde;o &amp;eacute; devidamente explicitado. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais uma vez, num processo que n&amp;atilde;o envolveu os docentes na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das atuais aprendizagens essenciais, surgem novos documentos curriculares. Simultaneamente, o governo assumiu a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de rever a matriz curricular. Ora, por um lado, as aprendizagens essenciais avan&amp;ccedil;aram em projetos-piloto sem uma discuss&amp;atilde;o alargada e participada e, por outro lado, n&amp;atilde;o assentam numa matriz curricular devidamente estruturada com a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara da carga hor&amp;aacute;ria de cada disciplina. Pretende-se agora &amp;ldquo;flexibilizar as cargas letivas obrigat&amp;oacute;rias nos v&amp;aacute;rios n&amp;iacute;veis de escolaridade&amp;rdquo;, precisamente num contexto marcado pela escassez de professores?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acresce, ainda, a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de promover uma reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o curricular atrav&amp;eacute;s da fus&amp;atilde;o de ciclos. Trata-se de uma proposta recorrente, cujos objetivos permanecem pouco claros, levantando s&amp;eacute;rias d&amp;uacute;vidas quanto &amp;agrave; sua natureza: estaremos perante uma reflex&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica e curricular consistente, ou, pelo contr&amp;aacute;rio, uma medida condicionada por crit&amp;eacute;rios economicistas e pela falta de professores? Importa sublinhar que qualquer altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o na estrutura dos ciclos de ensino implicar&amp;aacute;, inevitavelmente, a revis&amp;atilde;o da Lei de Bases do Sistema Educativo, um processo que encerra riscos significativos, sobretudo face &amp;agrave;s op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas da agenda neoliberal do governo e &amp;agrave;s suas consequ&amp;ecirc;ncias nefastas para a Escola P&amp;uacute;blica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof reafirma que o futuro da Escola P&amp;uacute;blica e da profiss&amp;atilde;o docente n&amp;atilde;o pode ser decidido sem a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva dos professores. &amp;Eacute; indispens&amp;aacute;vel um debate s&amp;eacute;rio, transparente e amplamente participado, que valorize o conhecimento e a experi&amp;ecirc;ncia de quem todos os dias constr&amp;oacute;i a Escola P&amp;uacute;blica. Esse debate &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio, urgente e inadi&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/69000/700/50/2/reformacurricular.jpg" target="_blank"&gt; &lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/f6ba5054/reformacurricular.jpg?v=639105964153219426"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h6 style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Foto: Freepik, download gratuito&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;29 de janeiro de 2026&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ciclos exige envolvimento dos professores!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Est&amp;aacute; em curso um debate sobre a reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ciclos de ensino que exige a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o envolvimento de toda a comunidade educativa, da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;-escolar ao ensino superior. Para a Fenprof n&amp;atilde;o se trata de uma discuss&amp;atilde;o meramente t&amp;eacute;cnica ou neutra: O que est&amp;aacute; em causa &amp;eacute; o futuro da Escola P&amp;uacute;blica, a coer&amp;ecirc;ncia pedag&amp;oacute;gica do sistema educativo, a garantia do direito &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com qualidade e&amp;nbsp;equidade&amp;nbsp;e o papel do Estado na sua responsabilidade indeclin&amp;aacute;vel.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O an&amp;uacute;ncio recente da inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) e do governo de avan&amp;ccedil;ar com uma reformula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema educativo, j&amp;aacute; em 2027, surge sem o efetivo envolvimento da comunidade educativa, sem uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o rigorosa das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es existentes e sem um debate p&amp;uacute;blico esclarecido sobre as consequ&amp;ecirc;ncias pedag&amp;oacute;gicas, organizacionais e sociais de uma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o desta natureza. Sob argumentos de &amp;ldquo;moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; ou &amp;ldquo;flexibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, podem estar a ser equacionadas solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es que fragilizam percursos educativos, aprofundam desigualdades e desestruturam modelos pedag&amp;oacute;gicos consolidados, com impactos diretos na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das escolas e nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho docente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Do ponto de vista laboral e profissional, a reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ciclos pode traduzir-se em maior instabilidade, polival&amp;ecirc;ncia for&amp;ccedil;ada, desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o espec&amp;iacute;fica, mobilidade acrescida e precariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho docente. Assiste-se ao s&amp;eacute;rio risco de, assim, utilizar esta reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o como resposta errada &amp;agrave; falta de professores &amp;mdash; um problema estrutural que resulta de anos de desinvestimento, desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carreira e degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho &amp;mdash;, n&amp;atilde;o tendo por base os crit&amp;eacute;rios pedag&amp;oacute;gicos e de melhoria do sistema educativo que deveriam estar por detr&amp;aacute;s da proposta. Em vez de resolver as causas, o MECI/governo adapta o sistema &amp;agrave; escassez, com preju&amp;iacute;zo para a qualidade do ensino e para os direitos dos profissionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante este cen&amp;aacute;rio, a Fenprof alerta para o facto de os professores n&amp;atilde;o poderem ser meros espetadores. T&amp;ecirc;m o direito, e o dever, de intervir no debate p&amp;uacute;blico, de exigir participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva nos processos de decis&amp;atilde;o e de recusar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es impostas sem di&amp;aacute;logo. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sublinha, ainda, que qualquer altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ciclos de ensino implicar&amp;aacute;, necessariamente, uma revis&amp;atilde;o da Lei de Bases do Sistema Educativo, processo que encerra riscos significativos face &amp;agrave; agenda neoliberal do governo e &amp;agrave;s suas consequ&amp;ecirc;ncias para a Escola P&amp;uacute;blica. O futuro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da profiss&amp;atilde;o docente n&amp;atilde;o pode ser decidido &amp;agrave; margem de quem nela trabalha todos os dias. O debate alargado &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio, urgente e inadi&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 29 Jan 2026 20:20:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/reorganizacao-dos-ciclos-de-ensino</guid></item><item><title>CNE — Relatório Estado da Educação 2024</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/cne-relatorio-estado-da-educacao-2024</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;12 de dezembro de 2025&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2024 (EE/2024) &amp;eacute; nome do relat&amp;oacute;rio anual do Conselho Nacional da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (CNE), &amp;ldquo;desenvolvido para proporcionar informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o considerada relevante acerca de uma diversidade de quest&amp;otilde;es do dom&amp;iacute;nio da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, com a finalidade de &amp;ldquo;suscitar an&amp;aacute;lises e reflex&amp;otilde;es que, de algum modo, possam enriquecer o espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O EE/2024 apresenta &amp;ldquo;um conjunto de s&amp;iacute;nteses estat&amp;iacute;sticas referente a dom&amp;iacute;nios reconhecidamente importantes para fazer um ponto de situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o acerca do estado das coisas da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;: a) Condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o; b) Popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o Discente; e c) Resultados do Sistema. Inclui quatro textos de natureza ensa&amp;iacute;stica e prospetiva: a) Inclus&amp;atilde;o: Ningu&amp;eacute;m Pode Ficar Invis&amp;iacute;vel; b) Aprender ao Longo da Vida para uma Sociedade Mais Democr&amp;aacute;tica e Competente; c) Uma Escola com Futuro; e d) As Autarquias e a Transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Escola e da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;Cita&amp;ccedil;&amp;otilde;es da introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;[clicar na imagem]&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/69000/700/30/6/CNE%20—%20EE2024.pdf" target="_blank"&gt;&lt;em&gt; &lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/81582ac2/cnre_relatório.jpg?v=639052266475705380"&gt; &lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 28 Jan 2026 19:49:36 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/cne-relatorio-estado-da-educacao-2024</guid></item><item><title>2025 — ModA: Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes!</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/professores-classificadores-solidarios-a-forca</link><description>&lt;h6&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6 style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="https://www.fenprof.pt/realizacao-e-correcao-das-provas-moda-abrangidas-pelos-pre-avisos-de-greve" target="_blank"&gt;Todos os pr&amp;eacute;-avisos de greve.&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6 style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;02 de junho de 2025&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Perante a evidente perturba&amp;ccedil;&amp;atilde;o do funcionamento das escolas, a aus&amp;ecirc;ncia de equidade na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a injusti&amp;ccedil;a para com os alunos e a falta de credibilidade dos resultados obtidos, coloca-se a quest&amp;atilde;o central &amp;mdash; porque insiste o MECI em manter a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas a todos os alunos a qualquer custo? Tudo indica que as provas ModA s&amp;atilde;o exames encapotados, cuja verdadeira finalidade ser&amp;aacute; gerar dados estat&amp;iacute;sticos para alimentar&amp;nbsp;&lt;/em&gt;rankings&lt;em&gt;. Porque esta inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; inadmiss&amp;iacute;vel, a Fenprof manter&amp;aacute; a greve &amp;agrave;s tarefas relacionadas com as provas, enquanto se mantiver esta imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o injusta e pedagogicamente desastrosa e os professores e as escolas continuarem a suportar as consequ&amp;ecirc;ncias de decis&amp;otilde;es erradas e da teimosia da tutela.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pormenorizando nos problemas que marcaram a segunda semana, cujos constrangimentos incidiram nas provas orais de Ingl&amp;ecirc;s no 1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico (1.&amp;ordm; CEB), destacam-se os seguintes aspetos:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;a suspens&amp;atilde;o das aulas de Ingl&amp;ecirc;s do 1.&amp;ordm; CEB, e de algumas noutros ciclos, devido ao destacamento dos docentes para a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conte&amp;uacute;dos ainda n&amp;atilde;o lecionados, uma vez que o ano letivo do 1.&amp;ordm; CEB decorre at&amp;eacute; ao final de junho;um processo moroso e excessivamente burocratizado de entrada e sa&amp;iacute;da de alunos e uso de credenciais, nunca ensaiado antes, que provocou ansiedade nas crian&amp;ccedil;as;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a inclus&amp;atilde;o de componentes na prova 45 que colidem com as pr&amp;aacute;ticas pedag&amp;oacute;gicas recomendadas para alunos Young Learners (n&amp;iacute;vel A1);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o indiferenciada a alunos com necessidades espec&amp;iacute;ficas, ignorando por completo os apoios ou adapta&amp;ccedil;&amp;otilde;es que deveriam estar previstos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a exist&amp;ecirc;ncia de muitos alunos que est&amp;atilde;o a ser sujeitos a estas provas sem nunca terem tido aulas regulares de Ingl&amp;ecirc;s, devido &amp;agrave; cr&amp;oacute;nica falta de professores nesta disciplina.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Esta realidade torna evidente a falta de justi&amp;ccedil;a e de sentido pedag&amp;oacute;gico na aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas ModA. Como &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel submeter crian&amp;ccedil;as a uma prova de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Ingl&amp;ecirc;s quando, em muitos casos, n&amp;atilde;o tiveram um professor da disciplina durante grande parte do ano?!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O impacto as provas &amp;eacute; cada vez mais vis&amp;iacute;vel &amp;mdash; escolas desorganizadas, hor&amp;aacute;rios comprometidos, professores sobrecarregados e alunos expostos a situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es injustas e desadequadas &amp;agrave; sua idade.&amp;nbsp;Perante este cen&amp;aacute;rio, cresce, um pouco por todo o pa&amp;iacute;s, o n&amp;uacute;mero de docentes que aderem &amp;agrave; greve decretada pela Fenprof, com destaque para a Grande Lisboa (concelhos de Sintra, Oeiras, Amadora e Lisboa).&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;26 de maio de 2025&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Provas ModA n&amp;atilde;o podem prolongar ano letivo!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tal como a Fenprof previra, as Provas de Monotoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Aprendizagens (ModA), a decorrer entre 19 de maio e 7 de junho, revelam-se contraproducentes e perturbadoras da vida das escolas. E n&amp;atilde;o pode o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) pensar que servem para prolongar as atividades no final do ano letivo, como forma de repor aulas que n&amp;atilde;o aconteceram em virtude da realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;strong&gt;Prolongamento do ano letivo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A realidade veio provar que as&amp;nbsp;provas ModA s&amp;atilde;o fator de forte perturba&amp;ccedil;&amp;atilde;o no funcionamento das escolas, al&amp;eacute;m de acrescentarem aos docentes uma enorme sobrecarga de trabalho, j&amp;aacute; de si sujeitos a hor&amp;aacute;rios que ultrapassam, em muito, os limites legalmente estabelecidos. Obrigam, ainda, &amp;agrave; suspens&amp;atilde;o&amp;nbsp;de muitas atividades, incluindo letivas, para garantir a sua realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sobre toda a desorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que as provas ModA introduziram nas escolas, vem, agora, o MECI informar as escolas de que as aulas n&amp;atilde;o dadas devido &amp;agrave; realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas ter&amp;atilde;o de ser compensadas, o que poder&amp;aacute; implicar, em muitas escolas, o prolongamento do ano letivo para al&amp;eacute;m do limite previsto no calend&amp;aacute;rio escolar e a eventual sobreposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;o letivo, corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o de provas, conselhos de turma e servi&amp;ccedil;o de exames. O MECI prepara-se, assim, para introduzir ainda mais perturba&amp;ccedil;&amp;atilde;o e imprevisibilidade no funcionamento das escolas, sobrecarregando os docentes e adiando as atividades relacionadas com a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o o que interferir&amp;aacute;, por certo, com as f&amp;eacute;rias de alguns docentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;strong&gt;A Fenprof contesta, ainda, o prolongamento for&amp;ccedil;ado das aulas para os alunos que considera contraindicado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recorde-se que este calend&amp;aacute;rio escolar &amp;eacute; plurianual&amp;nbsp;e foi imposto sem o processo negocial que seria obrigat&amp;oacute;rio, dada a natureza da mat&amp;eacute;ria e as implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho nas escolas e da vida profissional e pessoal dos seus trabalhadores. Esta forma de agir, com remendo sobre remendo e sem qualquer ausculta&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos envolvidos no processo, denota a falta de preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tutela na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um projeto consistente de funcionamento da Escola P&amp;uacute;blica e a falta de respeito pelos docentes e demais trabalhadores das escolas. Se j&amp;aacute; havia raz&amp;otilde;es para p&amp;ocirc;r em causa as provas ModA, a desorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que elas provocam na vida das escolas &amp;eacute; mais um motivo para que elas sejam repensadas e, se se pretende promover um processo de aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema e das aprendizagens dos alunos, ent&amp;atilde;o, h&amp;aacute; que encontrar um modelo completamente diferente. Se tal n&amp;atilde;o acontecer, o ano letivo ter&amp;aacute; in&amp;iacute;cio em data prevista, mas o final passar&amp;aacute; a ser&amp;nbsp;&lt;em&gt;&amp;agrave; la carte&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;23 de maio de 2025&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;A Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma moda!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Terminada&amp;nbsp;a primeira semana de aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Provas de Monitoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Aprendizagens (ModA), dirigidas aos alunos dos 4.&amp;ordm; e 6.&amp;ordm; anos de escolaridade. Do levantamento efetuado pela Fenprof, junto das escolas, sobressai uma constata&amp;ccedil;&amp;atilde;o preocupante: desde que as provas se realizem, tudo parece estar bem.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em jeito de balan&amp;ccedil;o, dir-se-&amp;aacute; que pouco importa se:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;os professores s&amp;atilde;o ainda mais sobrecarregados;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;h&amp;aacute; aulas e outras atividades anuladas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;as provas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o aplicadas em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de igualdade;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;n&amp;atilde;o ocorrem simultaneamente;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o prevista n&amp;atilde;o &amp;eacute; respeitada;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;os equipamentos n&amp;atilde;o funcionam;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;o sinal de rede &amp;eacute; insuficiente.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A meio da semana, a Fenprof alertou para os in&amp;uacute;meros abusos, sobrecargas e ilegalidades impostos pela administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa nos hor&amp;aacute;rios e nas tarefas atribu&amp;iacute;das aos docentes. Infelizmente, sucessivas equipas ministeriais t&amp;ecirc;m optado por ignorar a desregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o instalada, permitindo a press&amp;atilde;o crescente sobre os profissionais. Estas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;ecirc;m um objetivo claro: desvalorizar e embaratecer o trabalho docente, independentemente das consequ&amp;ecirc;ncias para a qualidade da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As provas ModA representam mais uma etapa neste caminho que conduz ao desgaste, ao cansa&amp;ccedil;o e &amp;agrave; perda de dignidade profissional. A greve &amp;agrave;s tarefas relacionadas com estas provas junta-se &amp;agrave;s que constam de pr&amp;eacute;-avisos abrangendo o sobretrabalho, a componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento e o servi&amp;ccedil;o extraordin&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Resultados do levantamento em 175 escolas (114 do 1.&amp;ordm; CEB):&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;em&amp;nbsp;30% das escolas do 1.&amp;ordm; CEB, a greve de professores impediu a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;muitos agrupamentos de escolas&amp;nbsp; reagendaram ou emitiram&amp;nbsp;novas convocat&amp;oacute;rias&amp;nbsp;por&amp;nbsp;falta de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;foram feitas convocat&amp;oacute;rias massivas, sem distinguir&amp;nbsp;entre vigilantes efetivos e suplentes e sem atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;via de turma ou sala;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;verificaram-se press&amp;otilde;es e convoca&amp;ccedil;&amp;otilde;es informais para garantir a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;em&amp;nbsp;32,5% das escolas houve suspens&amp;atilde;o de aulas e outras atividades para viabilizar a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;os problemas t&amp;eacute;cnicos foram recorrentes: c&amp;oacute;digos de acesso inv&amp;aacute;lidos, computadores inoperacionais e falhas de rede;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;em casos extremos, as provas foram aplicadas em corredores por inexist&amp;ecirc;ncia de rede nas salas de aula.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alunos com Necessidades Espec&amp;iacute;ficas: uma discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o inaceit&amp;aacute;vel&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Particularmente grave &amp;eacute; a falta de adapta&amp;ccedil;&amp;otilde;es para os alunos com Necessidades Espec&amp;iacute;ficas (NE). Alunos com dislexia, por exemplo, n&amp;atilde;o tiveram acesso a ferramentas essenciais, como:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;destaque de assuntos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;sublinhados nas partes importantes dos textos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;anota&amp;ccedil;&amp;otilde;es adaptadas, que mesmo o formato digital permitiria.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Apesar de a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o prever uma educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva, a realidade demonstra uma total aus&amp;ecirc;ncia de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o e equidade. Nos pr&amp;oacute;prios guias de apoio das provas ModA n&amp;atilde;o est&amp;aacute; prevista qualquer toler&amp;acirc;ncia regulamentar para estes alunos, revelando uma falha inaceit&amp;aacute;vel em termos de justi&amp;ccedil;a e inclus&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conclus&amp;atilde;o: o que j&amp;aacute; se sabe antes do fim&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Faltando ainda duas semanas de provas, corre&amp;ccedil;&amp;otilde;es e classifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, &amp;eacute; j&amp;aacute; clara:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;a sobrecarga sobre os docentes;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a perturba&amp;ccedil;&amp;atilde;o do funcionamento normal das escolas num momento crucial do ano;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a falta de equidade na aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a falta de credibilidade dos resultados que delas resultar&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof reafirma:&amp;nbsp;a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode ser gerida como uma moda ou uma opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o estat&amp;iacute;stica mal concebida. O respeito pelos alunos e pelos professores exige mais &amp;mdash; muito mais &amp;mdash; do que aquilo que o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem vindo a oferecer.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/64000/500/50/3/FAQ_greve_provas%20ModA%202025.pdf" target="_blank"&gt;&lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/5eedd666/faqModaA_b.jpg?v=638832952844153543"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;20 de maio de 2025&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre a greve &amp;agrave;s provas ModA (a partir de 19/mai)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;De 19 de maio a 6 de junho, decorrem as Provas de Monitoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Aprendizagens (ModA). Com o prop&amp;oacute;sito de garantir aos professores prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o contra uma acrescida sobrecarga de trabalho e evitar mais perturba&amp;ccedil;&amp;otilde;es no funcionamento&amp;nbsp;das escolas, a Fenprof convocou greve a todas as tarefas relacionadas com aquelas provas, designadamente &amp;agrave;s de secretariado, vigil&amp;acirc;ncia e classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas ModA.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde h&amp;aacute; anos, a Fenprof tem combatido os m&amp;uacute;ltiplos abusos, sobrecargas e ilegalidades que a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa promove nos hor&amp;aacute;rios de trabalho dos docentes e com as tarefas que lhes s&amp;atilde;o acrescentadas. As equipas ministeriais, ao contr&amp;aacute;rio do que seria justo e necess&amp;aacute;rio, t&amp;ecirc;m feito vista grossa &amp;agrave; desregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a permitir a press&amp;atilde;o e o desgaste dos docentes, ou n&amp;atilde;o se trate de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es que visam, independentemente das consequ&amp;ecirc;ncias, o embaratecimento do trabalho dos professores e educadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As provas ModA s&amp;atilde;o a mais recente etapa deste percurso que leva ao cansa&amp;ccedil;o e &amp;agrave; exaust&amp;atilde;o, que compromete a qualidade do trabalho e a dignidade com que ele deve ser feito. A greve &amp;agrave;s tarefas das provas ModA junta-se &amp;agrave; que vem constando de pr&amp;eacute;-avisos que abrangem o sobretrabalho, a componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento e o servi&amp;ccedil;o extraordin&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar de serem poucas as provas realizadas no primeiro dia (19/mai), foram chegando aos Sindicatos que constituem a Fenprof relatos de v&amp;aacute;rios abusos e ilegalidades, estando estes a reunir informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para efetuar um balan&amp;ccedil;o da primeira semana de realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas provas e, caso se justifique, proceder a eventuais den&amp;uacute;ncias ou queixas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Do levantamento realizado,&amp;nbsp;&amp;eacute; poss&amp;iacute;vel afirmar&amp;nbsp;a exist&amp;ecirc;ncia de escolas onde:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;as provas n&amp;atilde;o foram aplicadas por greve de professores;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;houve reagendamento de provas com novas convocat&amp;oacute;rias;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;foram publicadas convocat&amp;oacute;rias massivas de professores, sem distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre vigilantes efetivos e suplentes, nem pr&amp;eacute;via atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o espec&amp;iacute;fica de turma ou sala por professor;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;existiram press&amp;otilde;es para garantir a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas e convoca&amp;ccedil;&amp;otilde;es informais;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;foram suspensas outras atividades, incluindo aulas, para garantir a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;ocorreram problemas com os c&amp;oacute;digos de acesso &amp;agrave;s provas, impedindo alunos de as realizarem;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;os computadores e/ou a rede n&amp;atilde;o funcionaram adequadamente, pondo em causa a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de igualdade entre todos os alunos do pa&amp;iacute;s e a pr&amp;oacute;pria credibilidade dos resultados.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof n&amp;atilde;o deixar&amp;aacute; de recorrer a quem de direito para combater os abusos e as ilegalidades cometidos e apela aos professores para que os denunciem atrav&amp;eacute;s do endere&amp;ccedil;o de correio eletr&amp;oacute;nico&amp;nbsp;&lt;a href="mailto:fenprof@fenprof.pt" target="_blank"&gt;fenprof@fenprof.pt&lt;/a&gt;. Dever&amp;atilde;o, igualmente,&amp;nbsp;consultar as&amp;nbsp;&lt;a href="/Media/Default/Info/64000/500/50/3/FAQ_greve_provas%20ModA%202025.pdf" target="_blank"&gt;FAQ espec&amp;iacute;ficas&lt;/a&gt; para melhor se inteirarem dos contornos desta greve.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/64000/500/50/3/FAQ_greve_provas%20ModA%202025.pdf" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/64000/500/50/3/FAQ_greve_provas%20ModA%202025.pdf" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;12 de maio de 2024&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;A greve das provas ModA&amp;nbsp; (a partir de 19/mai)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Fenprof sempre assumiu uma postura muito cr&amp;iacute;tica das provas finais de ciclo e denuncia a sua imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sobretudo pela forma como a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o as encara, conferindo-lhes car&amp;aacute;ter de exame. E porque basta de atentados &amp;agrave; dignidade dos professores, a Fenprof decidiu integrar a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas de Monitoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Aprendizagem (ModA) nas atividades contempladas nos pelos pr&amp;eacute;-avisos de greve ao sobretrabalho, a partir do dia 16 de maio.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No in&amp;iacute;cio de 2025, a senda atentat&amp;oacute;ria da dignidade docente e das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o conheceu mais um lament&amp;aacute;vel desenvolvimento, com uma descabida e abusiva interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do J&amp;uacute;ri Nacional de Exames, no &amp;acirc;mbito da realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das designadas provas-ensaio, realizadas no m&amp;ecirc;s de fevereiro, como suposta prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a posterior realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas de final de ciclo (4.&amp;ordm;, 6.&amp;ordm; e 9.&amp;ordm; anos de escolaridade), a que foi dado um evidente cariz de exame, tendo as escolas de constituir &amp;ldquo;secretariado de exames&amp;rdquo; e indicar vigilantes e classificadores. Estas provas serviram, ainda, de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o para uma novidade a introduzir em 2024/2025, a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas de ModA, em substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas de aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que se realizam entre os dias 19 de maio e 6 de junho, e a aplicar em todos os agrupamentos de escolas. &amp;Agrave; semelhan&amp;ccedil;a das provas-ensaio, estas provas realizar-se-&amp;atilde;o de acordo com um calend&amp;aacute;rio flex&amp;iacute;vel, que possibilita a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o das datas espec&amp;iacute;ficas para as disciplinas abrangidas por cada escola ou agrupamento disciplina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof, que sempre assumiu uma forte cr&amp;iacute;tica &amp;agrave;s provas finais de ciclo, n&amp;atilde;o pode deixar de condenar a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas provas adicionais, sobretudo pela forma como a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa as imp&amp;otilde;e, designadamente pela sua generaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas tamb&amp;eacute;m pelas perturba&amp;ccedil;&amp;otilde;es que tais provas introduzem na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho nas escolas e dos professores envolvidos. O desinteresse e a ina&amp;ccedil;&amp;atilde;o, at&amp;eacute; agora revelados pela tutela, e o comprometimento da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa com as pr&amp;aacute;ticas em crise obrigam a prosseguir com processos de luta, de exig&amp;ecirc;ncia e de salvaguarda dos docentes.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;12 de fevereiro de 2025&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Provas ModA &amp;mdash; Problemas t&amp;eacute;cnicos refor&amp;ccedil;am d&amp;uacute;vidas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas-ensaio (ModA) est&amp;aacute; longe de ser um sucesso, apesar do otimismo demonstrado pelo secret&amp;aacute;rio de Estado Adjunto e da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Os relatos que chegam de muitas escolas revelam um cen&amp;aacute;rio com dificuldades t&amp;eacute;cnicas e operacionais que comprometem a fiabilidade do processo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;S&amp;atilde;o muitos e de diversa &amp;iacute;ndole os problemas que se podem encontrar: h&amp;aacute; alunos que s&amp;atilde;o obrigados a mudar de sala, porque os computadores n&amp;atilde;o funcionam ou est&amp;atilde;o bloqueados; auscultadores avariados ou que funcionam com um som muito baixo, impedindo a audi&amp;ccedil;&amp;atilde;o adequada dos &amp;aacute;udios, sem possibilidade de repeti&amp;ccedil;&amp;atilde;o; nem todas as salas t&amp;ecirc;m&amp;nbsp;&lt;em&gt;routers&lt;/em&gt;, cuja instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o deveria estar a ser feita de forma gradual, mas que est&amp;aacute; longe de terminada; se existem salas onde &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio desligar o ar condicionado&amp;nbsp;para que os computadores funcionem, pois&amp;nbsp;a rede el&amp;eacute;trica n&amp;atilde;o suporta o uso simult&amp;acirc;neo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas tamb&amp;eacute;m os h&amp;aacute; de outro tipo, como a exist&amp;ecirc;ncia de muitos alunos que ainda n&amp;atilde;o receberam os computadores do &lt;em&gt;Kit Escola Digital&lt;/em&gt;, seja porque n&amp;atilde;o lhes foram atribu&amp;iacute;dos, seja porque os pais recusaram receb&amp;ecirc;-los por n&amp;atilde;o estarem dispon&amp;iacute;veis para assumir os riscos da ced&amp;ecirc;ncia desse equipamento. Para agravar a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, muitos dos equipamentos perderam a garantia e, quando avariam, v&amp;atilde;o ficando amontoados pelas escolas, sem manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, porque n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m capacidade de assegurar, transformando-se em lixo tecnol&amp;oacute;gico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para al&amp;eacute;m das quest&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicas, h&amp;aacute; outra fundamental: estas provas v&amp;atilde;o avaliar verdadeiramente as compet&amp;ecirc;ncias cient&amp;iacute;ficas dos alunos ou apenas a sua capacidade de lidar com as dificuldades impostas pelos equipamentos? As diferen&amp;ccedil;as individuais no dom&amp;iacute;nio das ferramentas digitais podem distorcer significativamente os resultados, tornando as provas menos fi&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As escolas t&amp;ecirc;m um parque inform&amp;aacute;tico com dezenas&amp;nbsp;de computadores e outros equipamentos avariados e n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m t&amp;eacute;cnicos para a sua manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Trata-se de um sistema que vai funcionando assente na&amp;nbsp;dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e no abuso do sobretrabalho de professores e funcion&amp;aacute;rios. Neste contexto, os problemas verificados nas provas ModA s&amp;atilde;o um alerta, pois demonstram que est&amp;atilde;o criadas as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que os resultados finais sejam tudo menos fi&amp;aacute;veis e representativos da realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes da sua aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a Fenprof havia denunciado a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas provas adicionais a meio do ano letivo e a forma como a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa pretendia implement&amp;aacute;-las. Face a mais uma frente em que o MECI n&amp;atilde;o tem em conta a sobrecarga existente e a necessidade de adequar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, a Fenprof entregou pr&amp;eacute;-avisos de greve abrangendo todas as atividades associadas &amp;agrave;s provas-ensaio, incluindo secretariado de exames, vigil&amp;acirc;ncia e classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas provas sem a garantia das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicas e pedag&amp;oacute;gicas m&amp;iacute;nimas &amp;eacute;, manifestamente, critic&amp;aacute;vel e representa mais um fator de sobrecarga injustificada para alunos e professores.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/64000/500/50/3/still-life-books-versus-technology_23-2150062920.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/5eedd666/still-life-books-versus-technology_23-2150062920.jpg?v=638739399828403696"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Foto: freepik, download gratuito&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;07 de fevereiro de 2025&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;Provas-ensaio &amp;mdash; Fenprof entrega pr&amp;eacute;-avisos de greve&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os professores convocados para as provas-ensaio (secretariado, vigil&amp;acirc;ncia e classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o) poder&amp;atilde;o fazer greve, a partir de 10 de fevereiro. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;Eacute; a resposta da Fenprof a mais este atentado perpetrado pela Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Educativa &amp;agrave; dignidade do exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o docente que vem sofrendo crescentes abusos que sobrecarregam, sistematicamente, os hor&amp;aacute;rios de trabalho. Assim, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entregou pr&amp;eacute;-avisos de greve que abrangem todas as atividades (secretariado de exames, vigil&amp;acirc;ncia e classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o) relacionadas com estas provas-ensaio.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As provas-ensaio que o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) promove a partir de 10/fev, n&amp;atilde;o merecem o acordo da Fenprof, por v&amp;aacute;rios motivos. Desde logo por se destinarem a ensaiar um novo modelo de provas de aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que, na verdade, pelo seu formato, s&amp;atilde;o a recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas de final de ciclo que vigoraram no mandato de Nuno Crato e que, na verdade, mais n&amp;atilde;o eram do que verdadeiros exames nos 4.&amp;ordm;, 6.&amp;ordm; e 9.&amp;ordm; anos de escolaridade. Destas, mantiveram-se as de 9.&amp;ordm; ano, que o ministro Tiago Brand&amp;atilde;o Rodrigues (assim como, mais tarde, Jo&amp;atilde;o Costa), nunca teve &amp;nbsp;coragem de eliminar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se d&amp;uacute;vidas existissem sobre o objetivo do governo, bastaria reler o que, a esse prop&amp;oacute;sito, refere o programa do atual governo no ponto 7.1.6., que, para al&amp;eacute;m de explicitar que s&amp;atilde;o aplicadas no final de cada ciclo do ensino b&amp;aacute;sico ter&amp;atilde;o os seus resultados publicados a n&amp;iacute;vel nacional, o que faz supor a posterior divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de&amp;nbsp;rankings,&amp;nbsp;o que parece merecer o apoio dos respons&amp;aacute;veis da Confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o (CNEF) e, em nome de uma alegada transpar&amp;ecirc;ncia, dos respons&amp;aacute;veis do MECI.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas provas-ensaio vieram confirmar que a senda atentat&amp;oacute;ria da dignidade docente e das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o continua viva.&amp;nbsp;Prova disso foi o envio &amp;agrave;s escolas de um documento do J&amp;uacute;ri Nacional de Exames (JNE), designado &amp;ldquo;Guia para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas-ensaio&amp;rdquo;, a que &amp;eacute; dado um evidente cariz de exame, tendo as escolas de constituir &amp;ldquo;secretariado de exames&amp;rdquo; e indicar vigilantes e classificadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof condena a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas provas adicionais, a meio do ano letivo, e denuncia a forma como a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa pretende lev&amp;aacute;-las a cabo, uma vez que, no ponto 9.4 do citado guia, consta esta p&amp;eacute;rola: &amp;ldquo;A classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos itens das provas-ensaio compete &amp;agrave;&amp;nbsp;bolsa solid&amp;aacute;ria de professores classificadores, organizada em cada agrupamento do JNE e&amp;nbsp;constitu&amp;iacute;da pelos professores previamente indicados pelos diretores&amp;nbsp;dos agrupamentos de escolas, escolas n&amp;atilde;o agrupadas e estabelecimentos do ensino particular e cooperativo e que estejam a lecionar o ano de escolaridade em que se aplica a prova-ensaio&amp;rdquo; [destaques nossos].&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;31 de janeiro de 2025&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;Provas de ensaio inclu&amp;iacute;das na greve ao sobretrabalho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas de ensaio passam a estar abrangidas pelos pr&amp;eacute;-avisos de greve ao sobretrabalho. &amp;Eacute; esta a resposta da Fenprof ao mais recente atentado da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa &amp;agrave; dignidade do exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o docente, atrav&amp;eacute;s do J&amp;uacute;ri Nacional de Exames. Assim, a Fenprof alargou o &amp;acirc;mbito dos pr&amp;eacute;-avisos de greve ao sobretrabalho, horas extraordin&amp;aacute;rias e componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento, de modo a que estes abranjam igualmente a&amp;nbsp;realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o das designadas provas-ensaio, bem como outras eventuais tarefas diretamente decorrentes das mesmas.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A&amp;nbsp;senda atentat&amp;oacute;ria da dignidade docente e das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o conheceu mais um lament&amp;aacute;vel desenvolvimento, com o envio para os agrupamentos de escolas e escolas n&amp;atilde;o agrupadas de um documento emanado do J&amp;uacute;ri Nacional de Exames, um &amp;ldquo;Guia para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas-ensaio&amp;rdquo;, a realizar entre os dias 10 e 28 de fevereiro, que visar&amp;atilde;o uma suposta prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a posterior realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas de final de ciclo (4.&amp;ordm;, 6.&amp;ordm; e 9.&amp;ordm; anos) e a que &amp;eacute; dado um evidente cariz de exame, tendo as escolas de constituir &amp;ldquo;secretariado de exames&amp;rdquo; e indicar vigilantes e classificadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof, que sempre assumiu uma forte cr&amp;iacute;tica &amp;agrave;s provas finais de ciclo, n&amp;atilde;o pode deixar de condenar a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas provas adicionais, a meio do ano letivo, sobretudo pela forma como a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa pretende lev&amp;aacute;-las a cabo, atrav&amp;eacute;s de &amp;ldquo;volunt&amp;aacute;rios [&amp;hellip;] previamente indicados pelos diretores&amp;rdquo;.&amp;nbsp;Ora, pretender impor obrigatoriamente, por designa&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior, uma suposta&amp;nbsp;&lt;em&gt;solidariedade&lt;/em&gt;&amp;nbsp;constitui um completo absurdo e, acima de tudo, um desrespeito inadmiss&amp;iacute;vel pela dignidade dos professores.&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;em&gt;24 de janeiro de 2025&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Professores classificadores solid&amp;aacute;rios &amp;agrave; for&amp;ccedil;a!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de provas-ensaio no&amp;nbsp;&lt;span&gt;4.&amp;ordm;, 6.&amp;ordm; e 9.&amp;ordm; anos&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&amp;mdash;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; das quais a Fenprof discorda profundamente &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&amp;mdash;,&lt;strong&gt;&lt;em&gt; que constam no programa do governo, ter&amp;aacute; como classificadores uma &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;ldquo;bolsa solid&amp;aacute;ria de professores [&amp;hellip;] previamente indicados pelos diretores&amp;rdquo;. &lt;em&gt;Ora, por se tratar de uma atividade que nada tem de solid&amp;aacute;rio e tem tudo de trabalho for&amp;ccedil;ado, a Fenprof ir&amp;aacute; acrescentar esta atividade &amp;agrave; lista das que integram os pr&amp;eacute;-avisos di&amp;aacute;rios da greve ao sobretrabalho.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI), concretizando um dos aspetos que consta no programa do governo, vai avan&amp;ccedil;ar com a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de provas de final de ciclo (4.&amp;ordm;, 6.&amp;ordm; e 9.&amp;ordm; anos). Assim, durante o m&amp;ecirc;s de fevereiro, realizar-se-&amp;atilde;o provas-ensaio &amp;agrave;s quais &amp;eacute; dado um cariz de exame, com o J&amp;uacute;ri Nacional de Exames (JNE) a enviar &amp;agrave;s escolas as normas de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e estas a terem de constituir &amp;ldquo;secretariado de exames&amp;rdquo; e indicar vigilantes e classificadores. E o mais curioso, digamos caricato, &amp;eacute; o que consta do ponto 9.4 do &amp;ldquo;Guia para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas-ensaio&amp;rdquo;, enviado pelo JNE &amp;agrave;s escolas:&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;&amp;ldquo;&lt;em&gt;A classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos itens das provas-ensaio compete &amp;agrave; bolsa solid&amp;aacute;ria de professores&amp;nbsp;classificadores, organizada em cada agrupamento do JNE e constitu&amp;iacute;da pelos&amp;nbsp;professores previamente indicados pelos diretores dos agrupamentos de escolas,&amp;nbsp;escolas n&amp;atilde;o agrupadas e estabelecimentos do ensino particular e cooperativo e que&amp;nbsp;estejam a lecionar o ano de escolaridade em que se aplica a prova-ensaio&lt;/em&gt;&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Trabalho solid&amp;aacute;rio ou trabalho for&amp;ccedil;ado?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora, estando em curso o ano letivo, o JNE, certamente com o aval do MECI, vem dizer que haver&amp;aacute; uma &amp;ldquo;bolsa solid&amp;aacute;ria de professores classificadores&amp;rdquo; que foram &amp;ldquo;previamente indicados pelos diretores&amp;rdquo;. N&amp;atilde;o se trata, portanto, de uma atividade em que os professores se apresentam voluntariamente (o que j&amp;aacute; seria critic&amp;aacute;vel), mas de uma tarefa (mais uma!) que &amp;eacute; atribu&amp;iacute;da aos docentes em cima de todo o trabalho que j&amp;aacute; t&amp;ecirc;m. Ainda assim, deveria ser considerado trabalho extraordin&amp;aacute;rio, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute;. Embora indicados pelos diretores, estes professores classificadores integrar&amp;atilde;o uma bolsa solid&amp;aacute;ria, mas&amp;hellip; solid&amp;aacute;ria com quem ou com qu&amp;ecirc;? Com as pol&amp;iacute;ticas e a obstina&amp;ccedil;&amp;atilde;o do governo em realizar provas e exames desde o 1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Face a esta verdadeira aberra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a Fenprof ir&amp;aacute;, naturalmente, acrescentar mais esta atividade que nada tem de solid&amp;aacute;rio e tem tudo de trabalho for&amp;ccedil;ado, &amp;agrave; lista de atividades que, ao longo do m&amp;ecirc;s de fevereiro, faz parte dos pr&amp;eacute;-avisos &amp;agrave; greve ao sobretrabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando se fala em respeito pelos professores, fala-se da carreira, das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, mas tamb&amp;eacute;m se fala destes abusos a que os professores continuam sujeitos, face a uma tutela que n&amp;atilde;o respeita o trabalho dos profissionais!&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/64000/500/50/3/senior-woman-paying-attention-class.jpg" target="_blank"&gt; &lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/5eedd666/senior-woman-paying-attention-class.jpg?v=638733252762169006"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h6 style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Foto: Freepik, donwload gratuito&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;</description><pubDate>Fri, 24 Jan 2025 14:20:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/professores-classificadores-solidarios-a-forca</guid></item><item><title>CNE — Relatório Estado da Educação 2023</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/cne-publica-relatorio-estado-da-educacao-2023</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;04 de dezembro de 2024&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2023 foi pensado e preparado no ano em que celebramos os 50 anos da instaura&amp;ccedil;&amp;atilde;o da liberdade no nosso pa&amp;iacute;s que nos permitiu iniciar a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema democr&amp;aacute;tico de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Desde ent&amp;atilde;o fizemos um percurso que nos permitiu tirar o pa&amp;iacute;s da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o calamitosa em que se encontrava no in&amp;iacute;cio dos anos 70 do s&amp;eacute;culo passado.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nessa &amp;eacute;poca, em cada grupo de 100 alunos que conseguia chegar &amp;agrave; ent&amp;atilde;o designada 4.&amp;ordf; classe do ensino prim&amp;aacute;rio, 70 eram aprovados ap&amp;oacute;s o exame. Destes, 18 prosseguiam estudos para o n&amp;iacute;vel secund&amp;aacute;rio dos quais 5 completavam este n&amp;iacute;vel de escolaridade e apenas 2 conclu&amp;iacute;am a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior. Estes s&amp;atilde;o dados que ilustram bem o que, ent&amp;atilde;o, era a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Portugal e n&amp;atilde;o mais esqueci esta sequ&amp;ecirc;ncia de n&amp;uacute;meros: 100-70-18-5-2! Refira-se, como exemplo, que t&amp;iacute;nhamos nesse tempo cerca de dois milh&amp;otilde;es de analfabetos (25,7%), hoje esta percentagem &amp;eacute; inferior a 3%; uma taxa real de escolariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o na educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o secund&amp;aacute;ria de 5%, contra perto de 90% nos dias de hoje; e apenas 3% da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com um diploma da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior quando agora temos 23%. Se restringirmos a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; faixa et&amp;aacute;ria dos 25 aos 34 anos, verificamos que 40% &amp;eacute; possuidora de um diploma de n&amp;iacute;vel superior.&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2023 &amp;eacute; constitu&amp;iacute;do por duas partes. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;Na primeira &amp;mdash; Uma Panor&amp;acirc;mica do Sistema Educativo &amp;mdash; apresentam-se os principais indicadores da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Portugal, tecendo considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de natureza anal&amp;iacute;tica e interpretando o seu significado no &amp;acirc;mbito das pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Principalmente a partir de dados disponibilizados pelos organismos do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o que produzem estat&amp;iacute;sticas e estudos, percorrem-se os seguintes dom&amp;iacute;nios: condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o discente e resultados do sistema. Cada um &amp;eacute; objeto de uma s&amp;iacute;ntese que reflete tend&amp;ecirc;ncias evidenciadas pelos dados e suas implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;A segunda parte &amp;mdash; Reflex&amp;otilde;es para o Desenvolvimento das Pol&amp;iacute;ticas Educativas &amp;mdash; aborda quatro temas candentes da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Portugal: Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos 0 aos 12 anos, Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Secund&amp;aacute;ria, Portugu&amp;ecirc;s como L&amp;iacute;ngua N&amp;atilde;o Materna e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pedag&amp;oacute;gica no Ensino Superior. Estes decorrem do acompanhamento e debate que o Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o desenvolve, seguindo f&amp;oacute;runs nacionais e internacionais, no &amp;acirc;mbito da sua interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o no espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;[Clicar na imagem.]&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="CNE%20publica relat&amp;oacute;rio &amp;laquo;Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2023&amp;raquo;" target="_blank"&gt; &lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/462a6be5/EE_2023_Com_data.jpg?v=638788676627857061"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 04 Dec 2024 17:42:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/cne-publica-relatorio-estado-da-educacao-2023</guid></item><item><title>CNE — Relatório Estado da Educação 2022</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/cne-relatorio-sobre-o-estado-da-educacao-2022</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;27 de fevereiro de 2024&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O relat&amp;oacute;rio do Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (CNE) confirma problemas e levanta preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que a Fenprof acompanha. Valorizar a profiss&amp;atilde;o docente e investir na Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o exig&amp;ecirc;ncias imediatas. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe width="800" height="450" src="//www.youtube.com/embed/dYxUdLxrJUE"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;Entre outros dados importantes, o relat&amp;oacute;rio sobre o &amp;ldquo;&lt;a href="/Media/Default/Info/60000/0/0/7/CNE%20—%20Estado%20da%20Educação%202022.pdf" target="_blank"&gt;Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2022&lt;/a&gt;&amp;rdquo;, divulgado pelo CNE, confirma que:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li style="text-align: left;"&gt;O envelhecimento da profiss&amp;atilde;o docente continua a aumentar, com 53% dos profissionais acima dos 50 anos, sendo o 2.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico o setor em que h&amp;aacute; mais (59%); &amp;eacute; de salientar que s&amp;atilde;o j&amp;aacute; acima de 30&amp;nbsp;000 os docentes com mais de 60 anos, portanto, perto de deixarem a profiss&amp;atilde;o por via da aposenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li style="text-align: left;"&gt;&amp;Eacute; quase residual o n&amp;uacute;mero de docentes at&amp;eacute; aos 30 anos, variando entre os 2% no Ensino Secund&amp;aacute;rio e os 3,1% na Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pr&amp;eacute;-Escolar.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li style="text-align: left;"&gt;A falta de professores &amp;eacute; um problema que tamb&amp;eacute;m est&amp;aacute; em crescimento, tendo, em 2022, continuado a ser mais elevado o n&amp;uacute;mero dos que se aposentaram do que o dos que terminaram os cursos de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial. Recorda-se que em 2023 o problema agravou-se com o aumento das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es em mais de 44% e, em 2024, no primeiro trimestre, esse n&amp;uacute;mero ultrapassa mesmo o que era o m&amp;aacute;ximo verificado no mil&amp;eacute;nio, em 2013. De imediato, para mitigar o problema, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio recuperar os milhares de docentes que abandonaram a profiss&amp;atilde;o, o que imp&amp;otilde;e a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o em dom&amp;iacute;nios como o salarial, a carreira e as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho. Essas s&amp;atilde;o, igualmente, condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para atrair jovens para os cursos de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de professores. Se a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o tiver lugar, a escassez vai agravar-se de forma irremedi&amp;aacute;vel por longos anos.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li style="text-align: left;"&gt;A falta de docentes &amp;eacute; maior nas escolas que e encontram em concelhos da &amp;Aacute;rea Metropolitana de Lisboa e os grupos de recrutamento mais afetados s&amp;atilde;o: Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial, Portugu&amp;ecirc;s, Inform&amp;aacute;tica, 1.&amp;ordm; Ciclo de Ensino B&amp;aacute;sico, Ingl&amp;ecirc;s, Geografia e Matem&amp;aacute;tica.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li style="text-align: left;"&gt;O subfinanciamento da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; o problema que est&amp;aacute; na origem de todos os outros. Como se pode verificar neste relat&amp;oacute;rio, o financiamento da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o b&amp;aacute;sica, secund&amp;aacute;ria e superior e, ainda, da ci&amp;ecirc;ncia e tecnologia foi de 10&amp;nbsp;626,28 milh&amp;otilde;es de euros, ou seja, 4,38% do Produto Interno Bruto (PIB). Consensualmente, as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es internacionais que atuam no dom&amp;iacute;nio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (Unesco, Internacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e outras) consideram que os estados dever&amp;atilde;o disponibilizar verbas no valor de 6% do PIB para a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Portugal est&amp;aacute; longe desse valor no que, genericamente, toca &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o; e, desdobrando os dois dom&amp;iacute;nios aqui considerados, foi de apenas 3% no que genericamente se considera ensino n&amp;atilde;o superior, e apenas de 1,3% para ci&amp;ecirc;ncia, tecnologia e ensino superior, menos de metade do recomendado para estas &amp;aacute;reas.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;Os dados que o relat&amp;oacute;rio apresenta confirmam que Portugal &amp;mdash; embora seja um dos estados subscritores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&amp;aacute;vel (ODS), aprovados por unanimidade na ONU, no &amp;acirc;mbito da Agenda 2030, e apesar de ter considerado a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade como prioridade &amp;mdash; est&amp;aacute; longe de confirmar, de facto, tais des&amp;iacute;gnios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Relat&amp;oacute;rio do CNE elege, ainda, cinco dom&amp;iacute;nios problem&amp;aacute;ticos que dever&amp;atilde;o ser considerados no &amp;acirc;mbito das pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas. A Fenprof considera que esses s&amp;atilde;o, efetivamente, desafios que o pr&amp;oacute;ximo governo ter&amp;aacute; de enfrentar, recusando o caminho mais simples que seria ignor&amp;aacute;-los:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li style="text-align: left;"&gt;a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do 2.&amp;ordm; CEB e os regimes de doc&amp;ecirc;ncia desse e do 1.&amp;ordm; CEB dever&amp;atilde;o ser discutidos e revistos;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li style="text-align: left;"&gt;a intelig&amp;ecirc;ncia artificial n&amp;atilde;o ir&amp;aacute; substituir os professores, mas &amp;eacute; algo que n&amp;atilde;o poder&amp;aacute; ser ignorado pela escola;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li style="text-align: left;"&gt;o ensino art&amp;iacute;stico especializado dever&amp;aacute; ser valorizado, n&amp;atilde;o apenas com uma rede nacional adequada, mas com uma rede p&amp;uacute;blica que hoje &amp;eacute; escassa e limitada a algumas cidades do litoral do pa&amp;iacute;s;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li style="text-align: left;"&gt;o ensino profissional dever&amp;aacute; ser devidamente valorizado e n&amp;atilde;o, na verdade, uma via percecionada como de valor inferior &amp;agrave; cient&amp;iacute;fico-human&amp;iacute;stica;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li style="text-align: left;"&gt;as novas demografias s&amp;atilde;o uma realidade, com a chegada de muitos imigrantes ao nosso pa&amp;iacute;s, sendo necess&amp;aacute;rio dar as respostas indispens&amp;aacute;veis, a come&amp;ccedil;ar pela cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do grupo de recrutamento de Portugu&amp;ecirc;s L&amp;iacute;ngua N&amp;atilde;o Materna (PLNM) e a coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes qualificados para apoiar as crian&amp;ccedil;as e os jovens que chegam ao nosso pa&amp;iacute;s e n&amp;atilde;o conhecem a l&amp;iacute;ngua portuguesa.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/60000/0/0/7/CNE%20—%20Estado%20da%20Educação%202022.pdf" target="_blank"&gt; &lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/2d4bf0d4/relatoriocnecapa.jpg?v=638446766815222931"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 28 Feb 2024 00:23:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/cne-relatorio-sobre-o-estado-da-educacao-2022</guid></item><item><title>CNE — Relatório Estado da Educação 2021</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/cne-publica-relatorio-estado-da-educacao-2021</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;27 de janeiro de 2023&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (CNE) publicou o relat&amp;oacute;rio &amp;laquo;Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2021&amp;raquo;.&amp;nbsp;No essencial, percebe-se que os educadores e professores t&amp;ecirc;m motivos para reivindicar e muitas raz&amp;otilde;es para lutar!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A import&amp;acirc;ncia deste documento incide, principalmente, no facto de refletir muitos dos problemas que a Fenprof tem levantado e de sugerir a necessidade de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es que garantam as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho e de vida necess&amp;aacute;rias para a qualidade da escola p&amp;uacute;blica e para o seu exerc&amp;iacute;cio profissional.&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/53000/200/90/6/estado-da-educacao-2021-ed-2022.pdf" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;[Clicar na imagem para ter acesso ao relat&amp;oacute;rio]&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/53000/200/90/6/estado-da-educacao-2021-ed-2022.pdf" target="_blank"&gt;&lt;em&gt; &lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/6459ce88/CNE2022_capa.png?v=638104419372891969"&gt; &lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 27 Jan 2023 18:45:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/cne-publica-relatorio-estado-da-educacao-2021</guid></item><item><title>CNE — Relatório Estado da Educação 2020</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/cne-publica-relatorio-estado-da-educacao-2020</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;2 de fevereiro de 2022&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;O Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (CNE) publicou o relat&amp;oacute;rio &amp;laquo;Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2020&amp;raquo;.&amp;nbsp;A pandemia &amp;eacute;, naturalmente, o tema central do relat&amp;oacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode ler-se:&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;Mas se esta op&amp;ccedil;&amp;atilde;o era quase inevit&amp;aacute;vel pelas propor&amp;ccedil;&amp;otilde;es que a pandemia teve nas nossas vidas e na educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ela &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m uma op&amp;ccedil;&amp;atilde;o intencional, j&amp;aacute; que vivemos, em 2020, uma experi&amp;ecirc;ncia singular, em tempo real, que permitiu testar a resili&amp;ecirc;ncia do sistema educativo, mas cujos contornos tender&amp;atilde;o a esbater-se com o passar dos tempos e da pandemia&amp;rdquo;. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute;, pois, com a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de registar muito do que foi a pandemia, que o CNE pretendeu &amp;ldquo;recolher o m&amp;aacute;ximo de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o poss&amp;iacute;vel, de diferentes perspetivas e protagonistas, e refletir, partilhar e divulgar essa informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;. F&amp;ecirc;-lo em duas partes: Testemunhos e Reflex&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o CNE, &amp;ldquo;Houve pandemia. N&amp;atilde;o houve pandem&amp;oacute;nio.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/45000/200/40/3/CNE_-_Estado_da_Educacao_2020.pdf" target="_blank"&gt;[Clicar na imagem para ter acesso ao relat&amp;oacute;rio]&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/45000/200/40/3/CNE_-_Estado_da_Educacao_2020.pdf" target="_blank"&gt;&lt;em&gt; &lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/f4bf1b45/Estado%20da%20educação_2020_capa.jpg?v=637795072517818550"&gt; &lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;</description><pubDate>Thu, 03 Feb 2022 17:47:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/cne-publica-relatorio-estado-da-educacao-2020</guid></item><item><title>2021 — ME deve valorizar CNE e professores </title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/me-deve-valorizar-cne-e-professores</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;30 de mar&amp;ccedil;o de 2021&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de estrat&amp;eacute;gias para recuperar aprendizagens e superar d&amp;eacute;fices provocados pela pandemia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;. &lt;strong&gt;Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (ME) deveria valorizar o Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (CNE) e confiar nas escolas e na sua autonomia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O relat&amp;oacute;rio divulgado no dia 29 de mar&amp;ccedil;o pelo Instituto de Avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o Educativa (IAVE) confirma que houve quebras significativas nas aprendizagens provocadas pelo recurso a ensino remoto, no ano letivo passado, como solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emerg&amp;ecirc;ncia face &amp;agrave; grave situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o epidemiol&amp;oacute;gica vivida pelo nosso pa&amp;iacute;s. Esse problema, que j&amp;aacute; tinha sido identificado pela Fenprof, na sequ&amp;ecirc;ncia de um inqu&amp;eacute;rito ent&amp;atilde;o promovido junto dos professores, levou, mesmo, &amp;agrave; apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas junto do ME que sempre recusou qualquer discuss&amp;atilde;o das medidas a adotar. Estas propostas passavam pelo refor&amp;ccedil;o de professores nas escolas, por mais apoios aos alunos ou pela redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero de alunos por turma, criando condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para um trabalho mais personalizado com estes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Procurando uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que n&amp;atilde;o exigisse investimento, o ME limitou-se a inscrever nas orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es enviadas &amp;agrave;s escolas que as primeiras cinco semanas do ano letivo deveriam ser dedicadas a recuperar dos d&amp;eacute;fices de aprendizagens, revelando pouca considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela capacidade das escolas e do seu corpo docente para implementarem as medidas que, em cada caso, se considerassem mais adequadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora, o primeiro per&amp;iacute;odo do presente ano letivo foi acidentado,&amp;nbsp;com muitos alunos e professores temporariamente afastados das salas de aula, por se encontrarem em isolamento profil&amp;aacute;tico ou em quarentena. O segundo per&amp;iacute;odo ficou marcado por uma inesperada pausa letiva, decorrente do agravamento epid&amp;eacute;mico, e pelo posterior regresso ao ensino remoto. Como tal, est&amp;aacute; hoje claro que os d&amp;eacute;fices do ano letivo transato n&amp;atilde;o s&amp;oacute; n&amp;atilde;o foram superados, como a eles se acumulam os do ano em curso, sendo irrealista admitir que o terceiro per&amp;iacute;odo letivo seja suficiente para a desej&amp;aacute;vel recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Face ao quadro que est&amp;aacute; criado, o &lt;strong&gt;ME decidiu criar um grupo de trabalho destinado a apresentar um plano para a recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das aprendizagens com incid&amp;ecirc;ncia no pr&amp;oacute;ximo ano letivo&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Relativamente a esta solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a Fenprof considera:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Sendo o CNE um &amp;oacute;rg&amp;atilde;o independente, com fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es consultivas, a quem compete emitir opini&amp;otilde;es, pareceres e recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre todas as quest&amp;otilde;es relativas &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, designadamente por solicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o do governo, n&amp;atilde;o o deveria ter &amp;ldquo;substitu&amp;iacute;do&amp;rdquo; por um grupo de trabalho constitu&amp;iacute;do por pessoas nomeadas por si e pouco representativo da comunidade educativa. Para a Fenprof, o CNE poder&amp;aacute; ter um papel preponderante na defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o das medidas necess&amp;aacute;rias para fazer face a esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Os docentes de cada escola/agrupamento n&amp;atilde;o devem ser desvalorizados neste processo, pois s&amp;atilde;o quem, como ningu&amp;eacute;m, conhece as dificuldades e necessidades dos seus alunos, sabe quais os recursos de que disp&amp;otilde;em e os que est&amp;atilde;o em falta e pode definir, adequadamente, as estrat&amp;eacute;gias a seguir e as medidas a tomar. S&amp;oacute; que, confirma-se de novo, autonomia &amp;eacute; palavra v&amp;atilde; e a falta de confian&amp;ccedil;a nos docentes &amp;eacute; j&amp;aacute; um &amp;lsquo;tra&amp;ccedil;o de personalidade&amp;rsquo; do ME.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Lamenta-se, por isso, o caminho adotado pelo ME, que deveria valorizar o CNE e confiar nas escolas, nos professores e na sua autonomia, se quisesse que as estrat&amp;eacute;gias para recuperar aprendizagens e superar d&amp;eacute;fices provocados pela pandemia fossem, efetivamente, bem-sucedidas.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 30 Mar 2021 15:07:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/me-deve-valorizar-cne-e-professores</guid></item><item><title>CNE — Relatório Estado da Educação 2019</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/cne-publica-relatorio-estado-da-educacao-2019</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;24 de dezembro de 2020&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p style="font-weight: 400;"&gt;O Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (CNE) publicou, no dia 23 de dezembro, o relat&amp;oacute;rio do &amp;laquo;Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2019&amp;raquo;, um documento que tra&amp;ccedil;a um retrato do sistema educativo portugu&amp;ecirc;s at&amp;eacute; 2018/2019, evidenciando a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que se registou nos &amp;uacute;ltimos dez anos. Das &lt;span&gt;principais&amp;nbsp;&lt;/span&gt;conclus&amp;otilde;es, numa promeira abordagem, o destaque vai para as preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do CNE com a falta de atratividade e o envelhecimento da profiss&amp;atilde;o docente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h6 style="font-weight: 400; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="https://www.cnedu.pt/content/edicoes/estado_da_educacao/EE2019_Digital_Site.pdf" target="_blank"&gt;[Clicar na imagem para ter acesso ao relat&amp;oacute;rio]&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p style="font-weight: 400; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://www.cnedu.pt/content/edicoes/estado_da_educacao/EE2019_Digital_Site.pdf" target="_blank"&gt; &lt;img width="891" height="725" alt="" src="/Media/Default/_Profiles/3586fe0a/f2ec3d7a/capa_site.png?v=637447558527400712"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="font-weight: 400;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 28 Dec 2020 12:36:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/cne-publica-relatorio-estado-da-educacao-2019</guid></item><item><title>CNE — Relatório Estado da Educação 2018</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/o-estado-da-educacao</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;02 de dezembro de 2019&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;em&gt;O Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que n&amp;atilde;o nos deixa mentir...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Foi divulgado pelo Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (CNE)&amp;nbsp;o relat&amp;oacute;rio&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.cnedu.pt/pt/noticias/cne/1496-estado-da-educacao-2018" target="_blank"&gt;Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2018&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;(Edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2019), nele se encontrando dados muitos importantes e atualizados sobre as escolas e os professores. Infelizmente, diz-nos a experi&amp;ecirc;ncia, as conclus&amp;otilde;es que deles se retiram n&amp;atilde;o ter&amp;atilde;o impacto na pol&amp;iacute;tica educativa, como tem acontecido com a maioria dos pareceres e recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es aprovados pelo CNE, desde logo o relativo &amp;agrave; designada descentraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estes dados, que dever&amp;atilde;o deixar-nos preocupados, confirmam a necessidade de, urgentemente, serem negociadas medidas que ainda permitam evitar alguns problemas e, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos que j&amp;aacute; se declararam, dar-lhes combate. Os dados que se encontram&amp;nbsp;neste documento do CNE tamb&amp;eacute;m demonstram que v&amp;aacute;rias das afirma&amp;ccedil;&amp;otilde;es, algumas acusat&amp;oacute;rias, feitas aos professores por governantes e comentadores s&amp;atilde;o feias mentiras destinadas a manipular a opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica.&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;QUEBRA NO FINANCIAMENTO DA EDUCA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;Fator determinante para a qualidade da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; o seu&amp;nbsp;&lt;strong&gt;financiamento p&amp;uacute;blico&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;e este, entre 2009 e 2018, diminuiu. A redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi de 12%, que corresponde a 867 milh&amp;otilde;es de euros. Uma enormidade muito sentida pelas escolas e pelos professores!&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;REDU&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DO N&amp;Uacute;MERO DE DOCENTES QUASE DUPLICA A DE ALUNOS&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;Tamb&amp;eacute;m em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos docentes, cai a mentira de que apesar do decr&amp;eacute;scimo de alunos, o n&amp;uacute;mero de professores aumentou. Na verdade, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;n&amp;uacute;mero de professores&lt;/strong&gt;, quase duplicou a de alunos. Entre 2009 e 2018 houve uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 190.374 alunos (10,9%); quanto aos docentes, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi de 33.126 (18,4%). Se considerarmos o ensino profissional esta aumenta para 34.313. Como &amp;eacute; evidente, parte da redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero de docentes s&amp;oacute; foi poss&amp;iacute;vel sobrecarregando os que continuam a trabalhar nas escolas, ou seja, impondo-lhes&amp;nbsp;&lt;em&gt;sobretrabalho&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;CARREIRAS DESVALORIZADAS, PELO ROUBO E PELOS BLOQUEIOS&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;As informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre os professores, que confirmam tudo o que tem vindo a ser denunciado pela FENPROF (e negado pelos governantes), tamb&amp;eacute;m referem que&amp;nbsp;&lt;strong&gt;a profiss&amp;atilde;o tem vindo a desvalorizar-se no plano material&lt;/strong&gt;, principalmente devido ao ign&amp;oacute;bil roubo de tempo de servi&amp;ccedil;o imposto pelo governo e aos bloqueamentos &amp;agrave; progress&amp;atilde;o que existem nos 4.&amp;ordm; e 6.&amp;ordm; escal&amp;otilde;es. Repare-se:&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&amp;mdash; 46,9% dos docentes tem mais de 50 anos (que poder&amp;atilde;o ser 53%, segundo outro documento divulgado pelo CNE dois dias antes); todavia, 58% dos professores ainda se encontram nos 4 primeiros escal&amp;otilde;es;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&amp;mdash; O 1.&amp;ordm; escal&amp;atilde;o da carreira tem a dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 4 anos; contudo, a m&amp;eacute;dia de tempo de servi&amp;ccedil;o dos que nele se encontram &amp;eacute; de 16,5 anos, sendo a idade m&amp;eacute;dia de 43,4 anos;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&amp;mdash; Cerca de 15% dos docentes tem 60 ou mais anos; no entanto, apesar de a carreira docente ter dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 34 anos (das mais longas na UE), s&amp;oacute; 0,02% se encontram no escal&amp;atilde;o de topo (10.&amp;ordm;).&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;PRECARIEDADE POR RESOLVER&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;Lembremo-nos, ainda, que o grave problema da&amp;nbsp;&lt;strong&gt;precariedade&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;est&amp;aacute; muito longe de ser resolvido. Esta m&amp;aacute; realidade &amp;eacute; confirmada pelo facto de, em 2019, os 542 docentes que vincularam terem, em m&amp;eacute;dia, 15,5 de tempo de servi&amp;ccedil;o e mais de 44 anos de idade.&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;A IRRESPONS&amp;Aacute;VEL POL&amp;Iacute;TICA QUE IMP&amp;Otilde;E O ENVELHECIMENTO&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;Por &amp;uacute;ltimo, temos o grav&amp;iacute;ssimo problema do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;envelhecimento dos professores&lt;/strong&gt;. A recusa do governo em negociar um regime espec&amp;iacute;fico de aposenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o impedimento de acesso &amp;agrave; pr&amp;eacute;-reforma imp&amp;ocirc;s um forte envelhecimento dos profissionais, prevendo-se que quase 60% venha a sair ao longo da d&amp;eacute;cada de 20, por atingirem a idade de se aposentarem sem penaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O in&amp;iacute;cio dessa grande debandada j&amp;aacute; se deu com os 1.406 docentes que, at&amp;eacute; final de 2019, se aposentam, superando em 41% os 995 previstos pelo governo. Em 2018 aposentaram-se 669 professores, o que traduz um aumento de 110% de um ano para o outro.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;A par desta sa&amp;iacute;da, temos a irrespons&amp;aacute;vel postura de um governo que insiste em retirar atratividade &amp;agrave; profiss&amp;atilde;o e &amp;agrave; carreira docente, levando a que, a muito breve prazo, a falta de professores qualificados seja mais um grave problema com repercuss&amp;atilde;o direta na qualidade do ensino em Portugal. Para evitar que isso aconte&amp;ccedil;a, urge atrair os jovens para os cursos de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes, e, ao mesmo tempo, recuperar para a profiss&amp;atilde;o os milhares que a abandonaram nos &amp;uacute;ltimos anos.&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;DUAS &amp;Uacute;LTIMAS NOTAS&amp;hellip;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;&amp;hellip;sobre aspetos para que o Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, agora divulgado, tamb&amp;eacute;m nos remete, quando revela que, apesar dos progressos, Portugal ainda continua abaixo da m&amp;eacute;dia europeia no que respeita &amp;agrave;s taxas de insucesso escolar, abandono escolar e abandono escolar precoce.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;1)&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O&amp;nbsp;&lt;strong&gt;fim das reten&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;!&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;Se as palavras n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o neutras, acabar com as reten&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o quer dizer a mesma coisa que acabar ou reduzir o insucesso escolar. A n&amp;atilde;o ser que o governo tamb&amp;eacute;m j&amp;aacute; tenha entrado em modo&amp;nbsp;&lt;em&gt;simplex&lt;/em&gt;&amp;nbsp;nas afirma&amp;ccedil;&amp;otilde;es, n&amp;atilde;o cuidando de evitar equ&amp;iacute;vocos ou, ent&amp;atilde;o, querendo provoc&amp;aacute;-los. Enquanto a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do insucesso &amp;eacute; algo que poder&amp;aacute; decorrer de um investimento, traduzido em aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, medidas e recursos, j&amp;aacute; o fim das reten&amp;ccedil;&amp;otilde;es tem um car&amp;aacute;ter eminentemente administrativo: ningu&amp;eacute;m ficar&amp;aacute; retido!&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;Sejamos, por&amp;eacute;m, benevolentes, admitamos que foi um lapso e, ent&amp;atilde;o, perguntemos: que projetos est&amp;atilde;o a conseguir construir as escolas para combaterem o insucesso? Quais os recursos financeiros acrescidos a que t&amp;ecirc;m acesso? E quanto aos recursos humanos, o ME admite o seu refor&amp;ccedil;o para a concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos projetos? Perante todos os obst&amp;aacute;culos que dificultam a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos projetos (s&amp;oacute; poss&amp;iacute;veis de contornar com um acr&amp;eacute;scimo de sobrecarga hor&amp;aacute;ria e de trabalho dos docentes), &amp;nbsp;o que j&amp;aacute; invade as escolas s&amp;atilde;o projetos que resultam da corrida aos fundos comunit&amp;aacute;rios por parte das autarquias, via comunidades intermunicipais (CIM), ou de empresas, que n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o propriamente conhecidas pelo seu elevado grau de altru&amp;iacute;smo: Galp, Delloite Consultores, Santander Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Altice, Microsoft, Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Tempos Brilhantes, Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Aga Khan, Teach for Portugal ou Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Teresa e Francisco Soares dos Santos, entre v&amp;aacute;rias outras&amp;hellip;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;O que resta para as escolas, face &amp;agrave;s dificuldades que encontram? Muito pouco. Por um lado, porque a complexidade das candidaturas e a elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o frequente dos relat&amp;oacute;rios de acompanhamento esbarra na falta de trabalhadores qualificados para o efeito ou, simplesmente, trabalhadores; por outro lado, porque, mesmo quando isso &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel, a verba n&amp;atilde;o vai diretamente para quem promove os projetos e fica retida no IGeFE (Instituto de Gest&amp;atilde;o Financeira da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, IP) durante meses&amp;hellip;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;2)&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A&amp;nbsp;&lt;strong&gt;op&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo ensino profissional&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;Esta tem sido apresentada como prioridade da governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (desta e de anteriores). N&amp;atilde;o ser&amp;aacute;, decerto, s&amp;oacute; porque os governantes est&amp;atilde;o convictamente certos da op&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas porque quanto maior for o n&amp;uacute;mero de alunos a optar por essa via, maior ser&amp;aacute; o volume de verba transferido do Or&amp;ccedil;amento do Estado para fundos comunit&amp;aacute;rios. Mas se, independentemente do motivo, esta &amp;eacute; op&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como se compaginar&amp;aacute; com o facto de as escolas com cursos profissionais (em algumas secund&amp;aacute;rias, j&amp;aacute; correspondem &amp;agrave; maioria das turmas), quase no final do 1.&amp;ordm; per&amp;iacute;odo letivo, ainda n&amp;atilde;o terem recebido qualquer verba para o funcionamento destes cursos? Como se pode afirmar que o ensino profissional &amp;eacute; op&amp;ccedil;&amp;atilde;o e, simultaneamente, retirar apoios financeiros espec&amp;iacute;ficos a alunos com necessidades educativas especiais ou deixar de pagar as desloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos docentes aos locais de trabalho onde os alunos desenvolvem est&amp;aacute;gios?&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;A EDUCA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O PARECE N&amp;Atilde;O SER A PRAIA DO MINISTRO&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;O ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do XXII governo constitucional ainda n&amp;atilde;o deu sinais de vida pol&amp;iacute;tica. S&amp;atilde;o, realmente, problemas a mais e de excessiva complexidade que, eventualmente, levar&amp;atilde;o o ministro a preferir dedicar-se ao desporto.&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;M&amp;aacute;rio Nogueira, secret&amp;aacute;rio-geral da Fenprof e membro do Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.cnedu.pt/pt/noticias/cne/1496-estado-da-educacao-2018" target="_blank"&gt;&lt;img width="70%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/c0e258c4/EE2018.png?v=637109227569163046" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 02 Dec 2019 22:31:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/o-estado-da-educacao</guid></item><item><title>Despacho estabelece medidas administrativas a adotar pelas escolas (2019)</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/despacho-estabelece-medidas-administrativas-a-adotar-pelas-escolas</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;23 de agosto de 2019&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Respeito pela identidade de g&amp;eacute;nero na Escola n&amp;atilde;o pode ficar-se pelo seu reconhecimento legal&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Despacho publicado um ano ap&amp;oacute;s a entrada em vigor da lei, responde a uma realidade que n&amp;atilde;o pode continuar a ser ignorada e s&amp;oacute; peca por tardio, carecendo, agora, de refor&amp;ccedil;o de meios e de recursos.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A prop&amp;oacute;sito da recente pol&amp;eacute;mica, lan&amp;ccedil;ada por PSD e CDS, sobre o &lt;strong&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/28000/800/80/9/Despacho%20n.º%207247_2019.pdf" target="_blank"&gt;Despacho n.&amp;ordm; 7247/2019, de 16 de agosto&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, que estabelece medidas administrativas a adotar pelas escolas, de forma a ser respeitado o direito &amp;agrave; autodetermina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da identidade de g&amp;eacute;nero e express&amp;atilde;o de g&amp;eacute;nero e o direito &amp;agrave; prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o das carater&amp;iacute;sticas sexuais de cada pessoa, a FENPROF considera que o mesmo s&amp;oacute; pecou por tardio &amp;ndash; um ano depois da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lei, em pleno per&amp;iacute;odo de f&amp;eacute;rias e a duas semanas do rein&amp;iacute;cio da atividade das escolas &amp;ndash; e aparentemente disfar&amp;ccedil;ado pelo ru&amp;iacute;do da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das listas de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes. Merecia outro destaque, pois trata-se de um despacho que d&amp;aacute; resposta ao disposto na Lei n.&amp;ordm; 38/2018, de 7 de agosto, e que, mais importante do que a quest&amp;atilde;o estritamente legal, dever&amp;aacute; dar resposta a uma realidade que n&amp;atilde;o pode ser ignorada e a que, em algumas escolas, professores e os seus &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de gest&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m procurado dar a devida aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, apesar, at&amp;eacute; agora, de n&amp;atilde;o terem tido o necess&amp;aacute;rio apoio.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; verdade que a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste despacho potencie fen&amp;oacute;menos de&amp;nbsp;&lt;em&gt;bullying&lt;/em&gt;, eles s&amp;atilde;o potenciados, isso sim, quando a sociedade ou a escola ignoram a realidade, deixando mais expostas, logo, mais fragilizadas as minorias, sejam elas quais forem. Acresce que, ao contr&amp;aacute;rio de um, infelizmente, grande n&amp;uacute;mero de adultos, as crian&amp;ccedil;as e jovens est&amp;atilde;o muito mais habilitados a lidar com a diferen&amp;ccedil;a, sabendo, n&amp;atilde;o apenas, integrar, mas incluir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ali&amp;aacute;s, sobre quest&amp;otilde;es de g&amp;eacute;nero, a escola portuguesa tem ainda um grande caminho a percorrer. Isso &amp;eacute; v&amp;aacute;lido em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos alunos, mas, tamb&amp;eacute;m, ao pessoal docente e n&amp;atilde;o docente. &amp;Eacute;, pois, importante que sejam dados os primeiros novos e significativos passos, n&amp;atilde;o podendo deixar de se questionar sobre o que pretende o CDS quando, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a esta mat&amp;eacute;ria, afirma que o despacho obriga as escolas a prosseguir um caminho limitando a possibilidade de ter o seu pr&amp;oacute;prio projeto educativo. Entender&amp;aacute; aquele partido que, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a uma quest&amp;atilde;o destas, a escola dever&amp;aacute; poder discriminar e/ou excluir como, ali&amp;aacute;s, fazem alguns col&amp;eacute;gios, por exemplo, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a determinadas realidades?&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, n&amp;atilde;o basta publicar o despacho e atribuir &amp;agrave;s escolas a responsabilidade de o cumprir. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio criar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que o mesmo se cumpra, o que, como o pr&amp;oacute;prio despacho estabelece, passa por: prevenir e promover a n&amp;atilde;o discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o; detetar e intervir sobre situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de risco; proteger adequadamente a identidade de g&amp;eacute;nero, express&amp;atilde;o de g&amp;eacute;nero e das carater&amp;iacute;sticas sexuais das crian&amp;ccedil;as e dos jovens; promover forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o para docentes e demais profissionais das escolas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para que tudo isto possa acontecer s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rias medidas que compete ao Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ter em conta, tais como a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tempos espec&amp;iacute;ficos para a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o (indispens&amp;aacute;vel) que n&amp;atilde;o aumentem ainda mais a sobrecarga hor&amp;aacute;ria dos docentes, bem como refor&amp;ccedil;ar o n&amp;uacute;mero de assistentes operacionais (devidamente qualificados) e, em muitos casos, refor&amp;ccedil;ar outros recursos, designadamente f&amp;iacute;sicos, das escolas. A n&amp;atilde;o ser assim, como habitualmente, se algo correr mal, o dedo ser&amp;aacute; apontado aos professores e aos respons&amp;aacute;veis das escolas, o que seria absolutamente injusto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 26 Aug 2019 18:14:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/despacho-estabelece-medidas-administrativas-a-adotar-pelas-escolas</guid></item><item><title>CNE — Relatório Estado da Educação 2017</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/cne-publica-relatorio-estado-da-educacao-2017</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;04 de mar&amp;ccedil;o de 2019&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (CNE) publicou o relat&amp;oacute;rio &amp;laquo;Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2017&amp;raquo;.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;O ano de 2017 foi um ano especialmente paradoxal: Portugal entrava triunfalmente na modernidade, acumulava vit&amp;oacute;rias, pr&amp;eacute;mios e visibilidade internacional (da Eurovis&amp;atilde;o ao futebol, da visita do Papa ao Web Summit). Mas, ao mesmo tempo que a consci&amp;ecirc;ncia da acelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do presente e da proximidade do futuro parecia ocupar obsessivamente a vida intelectual portuguesa, o interior em chamas veio recordar-nos as assimetrias territoriais que perduram e se acentuam, as diferentes velocidades a que Portugal evolui e o temor de que a perten&amp;ccedil;a e viv&amp;ecirc;ncia em determinada regi&amp;atilde;o possa comprometer a igualdade de oportunidades e a cidadania de todos.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;[Clicar na imagem.]&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/66000/0/0/7/CNE%20—%20Estado%20da%20Educação%202017.pdf" target="_blank"&gt; &lt;img width="74%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/18f50b6/CNE%20—%20EE2017%20capa-1.png?v=638788663114646117" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;</description><pubDate>Mon, 04 Mar 2019 17:25:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/cne-publica-relatorio-estado-da-educacao-2017</guid></item><item><title>2019 — Seminário em Vizela sobre flexibilidade (16/mar)</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/seminario-em-vizela</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;18 de mar&amp;ccedil;o de 2019&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;12 anos de escolaridade: Flexibilidade curricular e cidadania.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Manuela Esteves, Sofia Santos e Manuela Mendon&amp;ccedil;a, moderadas pelo Abel Macedo, debateram a Flexibilidade e a Cidadania, em Vizela&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.spn.pt/Imagens/rf-hb-seminario-em-vizela-16-mar-19" target="_blank"&gt; &lt;img width="30%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/b92fe6c4/vizela%20(28).jpg?v=636885615572557537"&gt; &lt;img width="30%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/b92fe6c4/vizela%20(01).jpg?v=636885615573927737"&gt; &lt;img width="30%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/b92fe6c4/vizela%20(47).jpg?v=636885615575647990"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://www.spn.pt/Imagens/rf-hb-seminario-em-vizela-16-mar-19" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Ver reportagem fotogr&amp;aacute;fica de HB&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.spn.pt/Imagens/rf-hb-seminario-em-vizela-16-mar-19" target="_blank"&gt;&lt;em&gt; &lt;img width="30%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/b92fe6c4/vizela%20(03).jpg?v=636885615577058158"&gt; &lt;img width="30%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/b92fe6c4/vizela%20(32).jpg?v=636885615578528367"&gt; &lt;img width="30%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/b92fe6c4/vizela%20(56).jpg?v=636885615579928479"&gt; &lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;27&amp;nbsp;de fevereiro de 2019&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;INSCRI&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES ONLINE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;Delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o de&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.spn.pt/Pasta/guimaraes" target="_blank"&gt;Guimar&amp;atilde;es&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Inscri&amp;ccedil;&amp;otilde;es abertas&amp;nbsp;a todos os&amp;nbsp;professores&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;com prioridade ao s&amp;oacute;cios.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;A&amp;ccedil;&amp;atilde;o acreditada ao abrigo do despacho 5741/2015,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;de 29 de maio (4 horas).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt; &lt;img width="90%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/b92fe6c4/Seminário_Vizela.jpg?v=636868754081889282"&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class="tag-box tag-box-v3"&gt;
&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;
&lt;script&gt;// &lt;![CDATA[
iFrameResize({log:true})
// ]]&gt;&lt;/script&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 27 Feb 2019 14:41:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/seminario-em-vizela</guid></item><item><title>2019 — Seminário de Mirandela sobre flexibilidade (26/jan)</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/seminario-em-mirandela-26-jan</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;28 de janeiro de 2019&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4 style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.facebook.com/www.canaln.tv/videos/309992342982282/" target="_blank"&gt;CANAL NTV&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;h6 style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;(ter&amp;ccedil;a-feira, 29 de janeiro de 2019)&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;div class="_39k2"&gt;
&lt;h4 class="_4lmk _2vxa autofocus _5s6c" tabindex="-1"&gt;&lt;a href="https://www.facebook.com/www.canaln.tv/videos/309992342982282/" target="_blank"&gt; &lt;img width="490" height="275" src="/Media/Default/_Profiles/6e7f19bf/b2654444/ntv.jpg?v=636844565466922627" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;h4 class="_4lmk _2vxa autofocus _5s6c" tabindex="-1"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h4 id="js_26f" class="_4lmk _2vxa autofocus _5s6c" style="text-align: center;" tabindex="-1"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.facebook.com/notes/r%C3%A1dio-terra-quente-fm/spn-promove-semin%C3%A1rio-sobre-cidadania-e-flexibilidade-curricular/2282298328684396/" target="_blank"&gt;R&amp;Aacute;DIO TERRA QUENTE FM&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;h6 style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;(segunda-feira, 28 de janeiro de 2019)&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4 class="_4lmk _2vxa autofocus _5s6c" style="text-align: center;" tabindex="-1"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;SPN promove semin&amp;aacute;rio sobre &amp;ldquo;Cidadania e Flexibilidade Curricular&amp;rdquo;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span color="#800000" style="color: #800000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;audio controls="controls" src="https://www.spn.pt/Media/Default/Info/24000/600/70/2/SPN_semin%C3%A1rio_r%C3%A1dio%20terra%20quente.mp3"&gt;&lt;/audio&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class="_2yud clearfix" direction="left"&gt;
&lt;div class="_ohe lfloat"&gt;
&lt;div class="_2yuf img _8o _8r" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="_39k5 _5s6c"&gt;
&lt;div class="_2cuy _3dgx _2vxa"&gt;&amp;ldquo;Os professores precisam de mais tempo para cargos de coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o e trabalho corporativo&amp;rdquo;, pelo que &amp;ldquo;n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o preparados para as reformas que est&amp;atilde;o a ser implementadas pelo Minist&amp;eacute;rio de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, como &amp;eacute; o caso da maior autonomia para gerir os curr&amp;iacute;culos de ensino e aprendizagem dos alunos.&lt;/div&gt;
&lt;div class="_2cuy _3dgx _2vxa"&gt;Quem o diz &amp;eacute; Manuela Mendon&amp;ccedil;a, coordenadora do SPN, Sindicato dos Professores do Norte. &amp;ldquo;Um estudo da FENPROF indica que os professores n&amp;atilde;o trabalham as 35 horas, mas em m&amp;eacute;dia atingem as 46 horas por semana, pelo que tudo o que venha ainda a constituir uma sobrecarga dos professores, num contexto em que j&amp;aacute; est&amp;atilde;o muito cansados, &amp;eacute; muito prejudicial. J&amp;aacute; atingimos o limite do suport&amp;aacute;vel e tem de haver a consci&amp;ecirc;ncia de que &amp;eacute; preciso que os professores tenham tempo para fazer aquilo que &amp;eacute; essencial do seu trabalho, que &amp;eacute; o trabalho com os seus alunos&amp;rdquo;.&lt;/div&gt;
&lt;div class="_2cuy _3dgx _2vxa"&gt;Uma ideia defendida, em Mirandela, no passado s&amp;aacute;bado, durante o semin&amp;aacute;rio sobre o tema: &amp;ldquo;Cidadania e Flexibilidade Curricular: Que perspectivas?&amp;rdquo;, que juntou docentes de v&amp;aacute;rios distritos do Norte do Pa&amp;iacute;s. Ana Paula Ma&amp;ccedil;aira, coordenadora da delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o do SPN de Mirandela, explica o que se pretendeu com esta iniciativa: &amp;ldquo;Discutir medidas curriculares que a atual equipa ministerial pretende que as escolas implementem durante este ano, e tamb&amp;eacute;m as nossas quest&amp;otilde;es sobre a carreira e que muitos nos preocupam&amp;rdquo;.&lt;/div&gt;
&lt;div class="_2cuy _3dgx _2vxa"&gt;Para Manuela Esteves, do Instituto de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Universidade de Lisboa, este semin&amp;aacute;rio trouxe novas partilhas de opini&amp;otilde;es sobre um modelo inovador para perceber o que ainda tem de ser feito para melhorar. &amp;ldquo;&amp;Eacute; sempre uma oportunidade interessante, porque o modo como se ensina e como se aprende, varia, em parte, em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do contexto onde n&amp;oacute;s estamos. N&amp;atilde;o &amp;eacute; a mesma coisa ensinar numa escola de uma grande cidade e ensinar numa periferia urbana ou no meio rural, pelo que &amp;eacute; muito importante perceber que efeito &amp;eacute; que o contexto - social, econ&amp;oacute;mico e cultural - tem sobre o modo como n&amp;oacute;s temos de trabalhar nas escolas para que elas sirvam de facto os nosso alunos&amp;rdquo;, contou.&lt;/div&gt;
&lt;div class="_2cuy _3dgx _2vxa"&gt;O Semin&amp;aacute;rio, com o tema: &amp;ldquo;Cidadania e Flexibilidade Curricular: Que perspectivas?&amp;rdquo; decorreu, no audit&amp;oacute;rio da Escola Superior de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Turismo de Mirandela.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.spn.pt/Imagens/rf-hb-flexibilidade-curricular_mirandela-26-jan-19" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt; &lt;img width="30%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/b2654444/pafc_mirandela%20(15).jpg?v=636842824386920098"&gt;&amp;nbsp;&lt;img width="30%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/b2654444/pafc_mirandela%20(01).jpg?v=636842824388660318"&gt; &lt;img width="30%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/b2654444/pafc_mirandela%20(09).jpg?v=636842824389890472"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.spn.pt/Imagens/rf-hb-flexibilidade-curricular_mirandela-26-jan-19" target="_blank"&gt;Ver reportagem fotogr&amp;aacute;fica de HB&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.spn.pt/Imagens/rf-hb-flexibilidade-curricular_mirandela-26-jan-19" target="_blank"&gt;&lt;img width="30%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/b2654444/pafc_mirandela%20(20).jpg?v=636842824390960582"&gt; &lt;img width="30%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/b2654444/pafc_mirandela%20(02).jpg?v=636842824391890680"&gt; &lt;img width="30%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/b2654444/pafc_mirandela%20(82).jpg?v=636842824393030818"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Agradecimento&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A todos os participantes no Semin&amp;aacute;rio &amp;ldquo;Cidadania e Flexiblidade Curricular: Que Perspetivas?&amp;rdquo;, promovido pelo Sindicatos dos Professores do Norte, Delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mirandela, quero agradecer pela sua participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ativa. Muito obrigado a todos.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br&gt;Foi um prazer e alegria conseguir uma sala cheia, com professores e educadoras de diferentes agrupamentos de escolas do distrito de Bragan&amp;ccedil;a, Vila Real, Guimar&amp;atilde;es, e Santa Maria da Feira, num dia de descanso!&lt;br&gt;Aos oradores, Manuela Esteves, A&lt;span&gt;nt&amp;oacute;nio Santos e Lu&amp;iacute;s Gon&amp;ccedil;alves um agradecimento especial pelo seu empenho em partilharem, a sua reflex&amp;atilde;o critica e trabalho realizado em mat&amp;eacute;ria de elevada import&amp;acirc;ncia.&amp;nbsp;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Uma iniciativa excelente, onde conseguimos articular a discuss&amp;atilde;o de politicas com iniciativas culturais. Iniciamos com um momento musical oferecido pelo violoncelista, Jos&amp;eacute; Pereira, da escola profissional de artes de Mirandela e uma visita ao museu do azeite.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Obrigada a todos que contribu&amp;iacute;ram na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o semin&amp;aacute;rio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ana Paula Tom&amp;eacute;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;14 de janeiro de 2019&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;INSCRI&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES ONLINE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o de&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.spn.pt/Pasta/mirandela" target="_blank"&gt;Mirandela&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Inscri&amp;ccedil;&amp;otilde;es abertas&amp;nbsp;a todos os&amp;nbsp;professores&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;com prioridade ao s&amp;oacute;cios&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;A&amp;ccedil;&amp;atilde;o acreditada ao abrigo do despacho 5741/2015,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;de 29 de maio (4 horas)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt; &lt;img width="90%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/b2654444/seminário_Mirandela_2019.jpg?v=636830686217853207"&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class="tag-box tag-box-v3"&gt;
&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;script&gt;// &lt;![CDATA[
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// ]]&gt;&lt;/script&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Mon, 14 Jan 2019 13:15:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/seminario-em-mirandela-26-jan</guid></item><item><title>2018 — Municipalização: Fenprof congratula-se com recomendações do CNE </title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/municipalizacao-fenprof-congratula-se-com-recomendacoes-do-cne</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;21 de novembro de 2018&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprovou uma Recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a transfer&amp;ecirc;ncia de compet&amp;ecirc;ncias para os munic&amp;iacute;pios, que critica de forma adequada o processo em curso, chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o efeito negativo de algumas medidas previstas na Lei 50/2018 e aponta para caminhos alternativos que o governo deveria seguir.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o critica, &amp;agrave; cabe&amp;ccedil;a, a aus&amp;ecirc;ncia de procura de consenso alargado para este processo, afirmando que &amp;ldquo;seria, de facto, desej&amp;aacute;vel a procura de equil&amp;iacute;brio entre o necess&amp;aacute;rio refor&amp;ccedil;o das compet&amp;ecirc;ncias das escolas e a transfer&amp;ecirc;ncia de compet&amp;ecirc;ncias para os munic&amp;iacute;pios e entidades intermunicipais&amp;rdquo;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No documento aprovado pelo CNE, constam as seguintes recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;A&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;gest&amp;atilde;o das ofertas p&amp;uacute;blicas de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;dever&amp;aacute; ser prioritariamente atribu&amp;iacute;da &amp;agrave;s escolas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A transfer&amp;ecirc;ncia de compet&amp;ecirc;ncias para os munic&amp;iacute;pios&amp;nbsp;n&amp;atilde;o se pode traduzir numa rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o hier&amp;aacute;rquica&amp;nbsp;destes sobre os &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de gest&amp;atilde;o das escolas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O exerc&amp;iacute;cio de compet&amp;ecirc;ncias transferidas&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;s&amp;oacute; dever&amp;aacute; ter lugar quando os munic&amp;iacute;pios dispuserem de recursos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;financeiros e humanos adequados;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;apetrechamento das escolas&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;com equipamentos dever&amp;aacute; corresponder ao que os &amp;oacute;rg&amp;atilde;os das escolas considerem explicitamente relevante;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;or&amp;ccedil;amento das escolas&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;dever&amp;aacute; contemplar os encargos com bens consum&amp;iacute;veis para o seu regular funcionamento;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos espa&amp;ccedil;os das escolas&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;fora do per&amp;iacute;odo de atividades escolares dever&amp;aacute; ser decis&amp;atilde;o dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de gest&amp;atilde;o das escolas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;compet&amp;ecirc;ncia sobre o pessoal n&amp;atilde;o docente&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;dever&amp;aacute; manter-se nas escolas, sendo exercida pelos seus &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de gest&amp;atilde;o;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;As&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;atividades de enriquecimento curricular&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;n&amp;atilde;o dever&amp;atilde;o interromper a atividade letiva e, preferencialmente, dever&amp;atilde;o desenvolver-se depois desta;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Dever&amp;aacute; ser criada uma&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;unidade administrativa local&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;que coordene ou articule territorialmente as pol&amp;iacute;ticas educativas, bem como pol&amp;iacute;ticas sociais.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;Entende a Fenprof que estas recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es dever&amp;atilde;o ser observadas pelo governo ou, n&amp;atilde;o sendo, pela Assembleia da Rep&amp;uacute;blica que, tornando-se necess&amp;aacute;rio, dever&amp;aacute; levar o Decreto-Lei aprovado a aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o parlamentar, com vista &amp;agrave; sua altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2017&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi tamb&amp;eacute;m apresentado pelo CNE o documento relativo ao &lt;strong&gt;Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em 2017&lt;/strong&gt;. O documento confirma muitas das preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Fenprof relativamente ao corpo docente: a sobrecarga de trabalho que resulta do facto de, a uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 15% de alunos ter correspondido a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quase 30% de professores; o excelente trabalho que os professores t&amp;ecirc;m desenvolvido nas escolas onde, apesar das pol&amp;iacute;ticas de corte na Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o sucesso dos alunos tem vindo a aumentar; o envelhecimento do corpo docente, um problema que, irresponsavelmente, os governos t&amp;ecirc;m vindo a ignorar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acresce ao problema do envelhecimento a falta de candidatos aos cursos para a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de professores. Se tivermos em conta que,&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;at&amp;eacute; 2023, reunir&amp;atilde;o os requisitos legais para se aposentarem cerca de 11.000 docentes&lt;/strong&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e que esse n&amp;uacute;mero ir&amp;aacute; crescer ano ap&amp;oacute;s ano (995 em 2019 e 3.515 em 2023), &amp;eacute; de admitir que, em breve, Portugal se debater&amp;aacute; com falta de professores, como j&amp;aacute; acontece em outros pa&amp;iacute;ses europeus.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na origem desta falta de candidatos aos cursos para a doc&amp;ecirc;ncia est&amp;atilde;o as pol&amp;iacute;ticas e as pr&amp;aacute;ticas que t&amp;ecirc;m vindo a ser desenvolvidas pelos governos em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos professores. Desemprego, precariedade, regime negativo de coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es, carreiras desvalorizadas e permanentes afrontas e desrespeito pelos docentes, que continuam bem presentes nas pol&amp;iacute;ticas do atual governo e nas pr&amp;aacute;ticas da atual equipa do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, afastam muitos jovens dos cursos de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, apesar de, na maioria dos casos, admitirem que gostariam de optar por esta profiss&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 21 Nov 2018 19:56:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/municipalizacao-fenprof-congratula-se-com-recomendacoes-do-cne</guid></item><item><title>2018 — Seminário sobre cidadania e flexibilidade em Amarante</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/amarante-promove-seminario-sobre-cidadania-flexibilidade-curricular-e-inclusao</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;10 de novembro de 2018&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;INSCRI&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES ENCERRADAS POR LIMITE DE CAPACIDADE DA SALA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o de&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.spn.pt/Pasta/amarante" target="_blank"&gt;Amarante&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Inscri&amp;ccedil;&amp;otilde;es abertas&amp;nbsp;a todos os&amp;nbsp;professores&amp;nbsp;com prioridade ao s&amp;oacute;cios&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;A&amp;ccedil;&amp;atilde;o acreditada ao abrigo do despacho 5741/2015,&amp;nbsp;de 29 de maio (4 horas).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img width="80%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/842e675f/seminário_amarante2018_a.jpg?v=636777278001076912"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Sun, 11 Nov 2018 01:31:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/amarante-promove-seminario-sobre-cidadania-flexibilidade-curricular-e-inclusao</guid></item><item><title>2018 — Parecer do SPN sobre a estratégia nacional de educação para a cidadania </title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/estrategia-nacional-de-educacao-para-a-cidadania-parecer-do-spn</link><description>&lt;h6 style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;em&gt;30 de outubro de 2018&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;em&gt; &lt;img width="30%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/c34ad769/SPN_vectorial_cor.png?v=636766172889648684"&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;ESTRAT&amp;Eacute;GIA NACIONAL DE EDUCA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O PARA A CIDADANIA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #000080;"&gt;PARECER do SPN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;1.&amp;nbsp;Introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pelo Despacho n.&amp;ordm; 6172/2016, de 10 de maio, foi criado pelo Governo o &amp;ldquo;Grupo de Trabalho de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania&amp;rdquo;, com a &amp;ldquo;miss&amp;atilde;o de conceber uma Estrat&amp;eacute;gia de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania, a implementar nas escolas do ensino p&amp;uacute;blico, com o objetivo de incluir nas sa&amp;iacute;das curriculares, em todos os graus de ensino, um conjunto de compet&amp;ecirc;ncias e conhecimentos em mat&amp;eacute;ria de cidadania.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aquele grupo de trabalho, constitu&amp;iacute;do por uma equipa de representantes de m&amp;uacute;ltiplos departamentos governamentais, um representante da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Munic&amp;iacute;pios e &amp;ldquo;peritos/as na &amp;aacute;rea da cidadania e educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; apresentou, tendo como base &amp;ldquo;a proposta elaborada e apresentada ao Governo em janeiro de 2017 pelo Grupo de Trabalho de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania (GTEC)&amp;rdquo; uma &amp;ldquo;Estrat&amp;eacute;gia Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania (ENEC)&amp;rdquo;, apresentada aqui&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span&gt;&lt;a href="http://www.dge.mec.pt/estrategia-nacional-de-educacao-para-cidadania" target="_blank"&gt;http://www.dge.mec.pt/estrategia-nacional-de-educacao-para-cidadania&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, e que constitui o documento curricular de refer&amp;ecirc;ncia para a componente curricular de &amp;ldquo;Cidadania e Desenvolvimento&amp;rdquo;, a implementar obrigatoriamente em toda a escolaridade obrigat&amp;oacute;ria, conforme o obriga o Decreto-Lei n.&amp;ordm; 55/2018, de 6 de julho (documento legal definidor dos curr&amp;iacute;culos dos ensino b&amp;aacute;sico e secund&amp;aacute;rio).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;2. A &amp;ldquo;Cidadania e Desenvolvimento&amp;rdquo; no Decreto-Lei n.&amp;ordm; 55/2018&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Logo no seu pre&amp;acirc;mbulo, o novo documento normativo definidor do curr&amp;iacute;culo do ensino b&amp;aacute;sico e secund&amp;aacute;rio prescreve que a reforma em curso se constitui como um desafio &amp;agrave;s &amp;ldquo;escolas, conferindo-lhes autonomia para, em di&amp;aacute;logo com os alunos, as fam&amp;iacute;lias e com a comunidade, poderem [&amp;hellip;] Implementar a componente de Cidadania e Desenvolvimento, enquanto &amp;aacute;rea de trabalho presente nas diferentes ofertas educativas e formativas, com vista ao exerc&amp;iacute;cio da cidadania ativa, de participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica, em contextos interculturais de partilha e colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de confronto de ideias sobre mat&amp;eacute;rias da atualidade&amp;rdquo;. J&amp;aacute; na componente normativa mais articuladora do mesmo Decreto-Lei, mas ainda numa fase de &amp;ldquo;clarifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; conceptual, define-se a &amp;ldquo;Estrat&amp;eacute;gia Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania&amp;rdquo; como uma &amp;ldquo;estrat&amp;eacute;gia que visa o desenvolvimento de compet&amp;ecirc;ncias para uma cultura de democracia e aprendizagens com impacto na atitude c&amp;iacute;vica individual, no relacionamento interpessoal e no relacionamento social e intercultural, atrav&amp;eacute;s da componente de Cidadania e Desenvolvimento (Artigo 3.&amp;ordm;, al&amp;iacute;nea g).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estabelece-se que &amp;ldquo;A componente de curr&amp;iacute;culo de Cidadania e Desenvolvimento, integrando as matrizes de todas as ofertas educativas e formativas: a) Constitui -se como uma &amp;aacute;rea de &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;trabalho transversal&lt;/span&gt;, de &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o disciplinar&lt;/span&gt;, com &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;abordagem de natureza interdisciplinar&lt;/span&gt;&amp;rdquo; (artigo 15.&amp;ordm;, n.&amp;ordm;3, al&amp;iacute;nea a, &lt;em&gt;sublinhado nosso&lt;/em&gt;). Quer isto dizer que CD &amp;eacute; uma &amp;aacute;rea curricular transversal (que atravessa todo o curr&amp;iacute;culo), que essa transversalidade se articula disciplinarmente (organizando-se atrav&amp;eacute;s de uma disciplina, portanto) e que a sua abordagem tem&amp;aacute;tica &amp;eacute; de natureza interdisciplinar, i.e., convocando saberes disciplinares m&amp;uacute;ltiplos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqui se estabelece a primeira ambival&amp;ecirc;ncia da CD, que se institui, em particular nos 2.&amp;ordm; e 3.&amp;ordm; ciclos do ensino b&amp;aacute;sico, como uma componente do curr&amp;iacute;culo simultaneamente transversal e disciplinar, com a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da disciplina de CD nas respetivas matrizes curriculares, ainda que sem tempo curricular diretamente adscrito, o que implica a necessidade de ratear o tempo curricular por mais uma disciplina ou responsabilidade docentes, com a implica&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;ria da sua diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o em algumas delas.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; assim em todos os n&amp;iacute;veis de ensino. A presen&amp;ccedil;a de CD no curr&amp;iacute;culo do 1.&amp;ordm; ciclo materializa-se atrav&amp;eacute;s de &amp;ldquo;componentes de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o curricular transversal&amp;rdquo;. O mesmo acontece, ali&amp;aacute;s, para o Ensino Secund&amp;aacute;rio, onde a transversalidade &amp;eacute; regra, com op&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de componentes curriculares disciplinares aut&amp;oacute;nomas, a pr&amp;aacute;tica de coadjuva&amp;ccedil;&amp;atilde;o no &amp;acirc;mbito de uma disciplina ou o funcionamento em justaposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o com outra disciplina, desde que com recurso &amp;agrave; nova possibilidade de disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 0 a 25% do tempo curricular de cada disciplina para eventual afeta&amp;ccedil;&amp;atilde;o a outra ou outras disciplinas, quer dizer, desde que retirando tempo ao curr&amp;iacute;culo de outras disciplinas da matriz curricular base, para afetar a CD.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em s&amp;iacute;ntese: a CD ser&amp;aacute; transversal no primeiro ciclo, disciplinar no 2.&amp;ordm; e 3.&amp;ordm; ciclos (embora num &amp;ldquo;horizonte de transversalidade&amp;rdquo;) e transversal no ensino secund&amp;aacute;rio, embora tamb&amp;eacute;m a&amp;iacute; podendo ser de natureza disciplinar, desde que afetando tempo de outras componentes curriculares, at&amp;eacute; ao limite de 25%.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quanto &amp;agrave; natureza da avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o/classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a disciplina de CD dever&amp;aacute; ser avaliada/classificada, nos 2.&amp;ordm; e 3.&amp;ordm; ciclos do ensino b&amp;aacute;sico, como as outras disciplinas, formativamente (de modo continuado) e sumativamente (no fim de cada per&amp;iacute;odo letivo, que pode ser trimestral ou semestral), embora no ensino secund&amp;aacute;rio, quando disciplinarizada, j&amp;aacute; n&amp;atilde;o se exija esse tipo de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o/classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o sumativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No plano da organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas escolas, o documento em an&amp;aacute;lise prescreve que a abordagem curricular da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania se deve fazer a dois n&amp;iacute;veis: ao n&amp;iacute;vel de cada turma e ao n&amp;iacute;vel global da escola. Cada turma dever&amp;aacute;, no &amp;acirc;mbito do seu Plano Curricular, &amp;ldquo;definir os dom&amp;iacute;nios a trabalhar e [d]as compet&amp;ecirc;ncias a desenvolver ao longo do ano&amp;rdquo;, &amp;ldquo;enquadrados na Estrat&amp;eacute;gica de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania da Escola&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;3. An&amp;aacute;lise e cr&amp;iacute;tica&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- O SPN considera que uma &lt;strong&gt;Estrat&amp;eacute;gia Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania &lt;/strong&gt;&amp;eacute; um instrumento importante para a concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Perfil dos alunos &amp;agrave; sa&amp;iacute;da da Escolaridade Obrigat&amp;oacute;ria e da pr&amp;oacute;pria LBSE, quando preconiza &amp;ldquo;a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o integral dos indiv&amp;iacute;duos, nas suas dimens&amp;otilde;es human&amp;iacute;stica, liter&amp;aacute;ria, art&amp;iacute;stica, f&amp;iacute;sica e desportiva, cient&amp;iacute;fica e tecnol&amp;oacute;gica, inter-relacionando o saber e o saber fazer, a teoria e a pr&amp;aacute;tica, e promovendo a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cidad&amp;atilde;os cr&amp;iacute;ticos, civicamente respons&amp;aacute;veis e democraticamente intervenientes na vida comunit&amp;aacute;ria.&amp;rdquo; Contudo, n&amp;atilde;o basta definir pol&amp;iacute;ticas, &amp;eacute; imprescind&amp;iacute;vel criar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que elas se concretizem, nomeadamente garantindo o envolvimento dos professores e educadores em todas as fases do processo, adequando a matriz organizativa da escola &amp;agrave;s finalidades a atingir e disponibilizando os recursos necess&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Neste quadro, a primeira nota a real&amp;ccedil;ar no documento orientador titulado &amp;ldquo;Estrat&amp;eacute;gia Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Para a Cidadania&amp;rdquo; &amp;eacute; o seu &lt;strong&gt;desfasamento relativamente ao atual modelo de gest&amp;atilde;o das escolas b&amp;aacute;sicas e secund&amp;aacute;rias&lt;/strong&gt;. Prescreve-se que a disciplina de CD deve estar &amp;ldquo;integrada nas pol&amp;iacute;ticas e pr&amp;aacute;ticas da escola democr&amp;aacute;tica envolvendo toda a comunidade escolar&amp;rdquo;, como se o car&amp;aacute;ter tecnocr&amp;aacute;tico do atual modelo, com a concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poderes num Diretor, se pudesse compaginar com l&amp;oacute;gicas democr&amp;aacute;ticas de natureza participativa e direta por parte de professores, alunos e restantes membros da comunidade escolar. As crian&amp;ccedil;as e os jovens s&amp;atilde;o socializados &amp;ndash; ou n&amp;atilde;o &amp;ndash; para os valores da democracia, da cidadania, do di&amp;aacute;logo, da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, atrav&amp;eacute;s da viv&amp;ecirc;ncia numa organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o onde est&amp;atilde;o cada vez mais anos da sua vida. O SPN reafirma que a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da escola p&amp;uacute;blica enquanto espa&amp;ccedil;o de aprendizagem da vida em sociedade exige a democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do governo das escolas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Uma outra quest&amp;atilde;o que nos parece relevante prende-se com a &lt;strong&gt;defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos dom&amp;iacute;nios da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania&lt;/strong&gt;. Na economia global dos &amp;ldquo;dom&amp;iacute;nios curriculares&amp;rdquo;, parece prevalecer (embora n&amp;atilde;o de modo exclusivo e permitindo, pela sua abertura sem&amp;acirc;ntica, leituras, interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e aprofundamentos variados) uma &amp;ldquo;vis&amp;atilde;o&amp;rdquo; e uma conce&amp;ccedil;&amp;atilde;o individualistas, em que a cidadania &amp;eacute; vista como uma ag&amp;ecirc;ncia sobretudo singular (promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sa&amp;uacute;de, alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, exerc&amp;iacute;cio f&amp;iacute;sico, literacia financeira e educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o consumo, seguran&amp;ccedil;a rodovi&amp;aacute;ria, risco, empreendedorismo, bem-estar animal, voluntariado&amp;hellip;), n&amp;atilde;o expressando a totalidade das dimens&amp;otilde;es coletiva e associativa da vida c&amp;iacute;vica essenciais &amp;agrave; constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma democracia robusta e capazes de dar voz &amp;agrave; fonte da soberania pol&amp;iacute;tica, o povo (termo nunca referido no referencial), nas suas mais diversas matizes e nos seus universos mais particulares ou mais globais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bem entendido, como referido, a abertura dos temas em presen&amp;ccedil;a permite que sejam interpretados de modo muito variado. No entanto, a aus&amp;ecirc;ncia de &amp;ldquo;dom&amp;iacute;nios curriculares&amp;rdquo; relativos &amp;agrave;s amea&amp;ccedil;as e &amp;agrave; constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da democracia, aos conflitos sociais, aos conflitos identit&amp;aacute;rios, &amp;agrave;s transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es politicas e econ&amp;oacute;micas internacionais, &amp;agrave; constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da uni&amp;atilde;o europeia e &amp;agrave; pr&amp;oacute;pria constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da democracia portuguesa e suas genealogias, constitui uma lacuna, sobretudo ao n&amp;iacute;vel do ensino secund&amp;aacute;rio (mas n&amp;atilde;o s&amp;oacute;), que, podendo (e devendo) embora ser enriquecida com a autonomia profissional dos professores e das escolas, n&amp;atilde;o deixa de parecer apontar para um referencial curricular de pendor liberal, apostando essencialmente numa mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o individualista, competitiva e despolitizada dos cidad&amp;atilde;os.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- No plano da &lt;strong&gt;operacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente curricular da CD&lt;/strong&gt;, a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o concreta da disciplinariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de CD nos 2.&amp;ordm; e 3.&amp;ordm; ciclos levar&amp;aacute;, em muitos dos casos, a um processo de reatribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tempo letivo da &amp;aacute;rea curricular de Ci&amp;ecirc;ncias Sociais e Humanas, com a implica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carga letiva das disciplinas de Hist&amp;oacute;ria e Geografa (elas pr&amp;oacute;prias decisivas para uma educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o c&amp;iacute;vica s&amp;oacute;lida e democraticamente comprometida) ou, noutros casos, atrav&amp;eacute;s de uma justaposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o/sobreposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a disciplina de TIC ou a afeta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de responsabilidades docentes no &amp;acirc;mbito da Dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Turma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A adequa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; CD de um regime de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tipo sumativo (de 1 a 5), no final de cada per&amp;iacute;odo, afigura-se igualmente question&amp;aacute;vel, j&amp;aacute; que se trata de uma &amp;lsquo;disciplina&amp;rsquo; que, tendo sobretudo natureza interdisciplinar, pr&amp;aacute;tica e experiencial, obriga a aferir e refletir sobre comportamentos, valores, expectativas, possibilidades e conflitos que toda a aprendizagem e experi&amp;ecirc;ncia c&amp;iacute;vica, e tamb&amp;eacute;m das crian&amp;ccedil;as e jovens, comporta. A n&amp;atilde;o ser que se vise medir o conhecimento e dom&amp;iacute;nio proposicional de conceitos e ideias (o que transformaria a CD numa disciplina diferente do que se prescreve na &amp;ldquo;Estrat&amp;eacute;gia de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania&amp;rdquo;, onde se refere expressamente que CD assenta numa &amp;ldquo;Conce&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o abstrata de cidadania&amp;rdquo;), a classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos alunos de 1 a 5 revela-se problem&amp;aacute;tica. Ali&amp;aacute;s, n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; por acaso que se aplica um crit&amp;eacute;rio diferente &amp;ndash; avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o sumativa - no ensino secund&amp;aacute;rio, caso a escola opte por ter CD como uma disciplina aut&amp;oacute;noma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quanto &amp;agrave; presen&amp;ccedil;a da componente curricular de CD no ensino secund&amp;aacute;rio, e dada a sua natureza puramente transversal, sem cr&amp;eacute;dito hor&amp;aacute;rio suplementar para as escolas visando o seu desenvolvimento, n&amp;atilde;o ir&amp;atilde;o as boas inten&amp;ccedil;&amp;otilde;es do projeto ficar-se por a&amp;iacute; mesmo, dada a crescente exiguidade do tempo curricular dispon&amp;iacute;vel face aos crescentes desafios pedag&amp;oacute;gicos, e muito particularmente naqueles anos de escolaridade em que a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos alunos e professores e concentram, no essencial, na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o externa?&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- De salientar ainda que a Estrat&amp;eacute;gia Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania recomenda &amp;ldquo;que o desenvolvimento em cada escola da Estrat&amp;eacute;gia de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania possa constituir uma das vertentes da &lt;strong&gt;sua avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o externa&lt;/strong&gt;&amp;rdquo; (sublinhado do documento), o que quer dizer que, a consumar-se esta recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o no novo referencial, em vias de conclus&amp;atilde;o, de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o externa das escolas, o desenvolvimento da Estrat&amp;eacute;gia de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania acabar&amp;aacute; por, mesmo sem recursos e com todas as debilidades apontadas, ter implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es na configura&amp;ccedil;&amp;atilde;o da organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o interna das escolas e na sua imagem externa, com repercuss&amp;otilde;es diretas nas suas, e dos professores, l&amp;oacute;gicas pedag&amp;oacute;gicas e de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Regista-se a recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que cada escola tenha um &lt;strong&gt;docente coordenador da &amp;ldquo;Estrat&amp;eacute;gia de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania na Escola&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;, membro do Conselho Pedag&amp;oacute;gico, capaz de fazer a articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os professores da disciplina, o Projeto Educativo da Escola/Agrupamento, os v&amp;aacute;rios parceiros internos e externos e a Equipa Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania, bem assim como a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;ldquo;apresentar um relat&amp;oacute;rio anual que deve incluir as necessidades de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua de docentes neste dom&amp;iacute;nio&amp;rdquo;, docente de que se chega a desenhar um apertado perfil pessoal e profissional. No entanto, contra o que seria de esperar tendo em conta a exig&amp;ecirc;ncia daquele lugar de coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em nenhum momento &amp;eacute; referida a possibilidade de a essas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es ser afetado tempo letivo espec&amp;iacute;fico para que possam ser cabalmente desenvolvidas, como se os professores fossem, cada vez mais, investidos de todos os poderes, todo o tempo e todas as capacidades, sem a devida pondera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tempo necess&amp;aacute;rio para o desenvolvimento das suas atividades, mais uma vez os sobrecarregando de tarefas e fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, como se o seu hor&amp;aacute;rio de trabalho fosse desmedidamente el&amp;aacute;stico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Apesar de ser proposto o lan&amp;ccedil;amento de um &lt;strong&gt;programa de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o a desenvolver atrav&amp;eacute;s dos CFAEs&lt;/strong&gt;, quer para docentes, quer para n&amp;atilde;o docentes, sugerindo-se ainda que a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania passe a constituir uma componente da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial de professores, na verdade &amp;eacute; que ciclo de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; previsto para Cidadania e Desenvolvimento e lan&amp;ccedil;ado pela DGE para o in&amp;iacute;cio do ano letivo, operacionalizado pelos Centros de Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Escolas, apenas abrange um docente por Agrupamento de Escolas (o docente que ir&amp;aacute; coordenar o projeto), n&amp;atilde;o estando prevista qualquer outra forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os professores que, em cada escola, operacionalizar&amp;atilde;o efetivamente a disciplina ou co campo disciplinar de Cidadania e Desenvolvimento junto dos alunos, o que pode constituir um s&amp;eacute;rio constrangimento ao seu desenvolvimento.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;4. Conclus&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4.1. Tem-se como positivo o lan&amp;ccedil;amento da uma &lt;strong&gt;Estrat&amp;eacute;gia Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Cidadania&lt;/strong&gt;, colmatando uma necessidade e um vazio estrat&amp;eacute;gico da escola portuguesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4.2. Considera-se, contudo, negativo:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;A introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de (mais) uma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o com implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es profundas na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica e no funcionamento das escolas, sem o imprescind&amp;iacute;vel e atempado envolvimento dos professores e educadores nesse processo.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;O n&amp;atilde;o reconhecimento da necessidade de altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do atual regime de autonomia e gest&amp;atilde;o das escolas, como se uma escola burocr&amp;aacute;tica e autorit&amp;aacute;ria pudesse conviver com a autonomia, o trabalho cooperativo, as solidariedades e as complementaridades inerentes &amp;agrave; concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de facto e n&amp;atilde;o apenas no papel, de uma &amp;aacute;rea de Cidadania e Desenvolvimento.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;O pendor excessivamente individualista, liberal e competitivo do referencial curricular, constitu&amp;iacute;do por uma diversidade de elementos desarticulados, em detrimento de &amp;ldquo;dom&amp;iacute;nios curriculares&amp;rdquo; relevantes sobe a dimens&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica da CD, ao n&amp;iacute;vel dos direitos fundamentais e de como podem ser exercidos, da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o c&amp;iacute;vica, do associativismo, do viver em democracia.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;A exist&amp;ecirc;ncia de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es incongruentes e n&amp;atilde;o fundamentadas quer quanto &amp;agrave; disciplinariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Cidadania e Desenvolvimento e &amp;agrave; sua express&amp;atilde;o no tempo curricular letivo, quer quanto &amp;agrave; submiss&amp;atilde;o a um regime de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tipo sumativo.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;A aus&amp;ecirc;ncia de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e recursos para o desenvolvimento desta estrat&amp;eacute;gia, nomeadamente ao n&amp;iacute;vel do refor&amp;ccedil;o de horas para tarefas de coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o, trabalho cooperativo e iniciativas de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, entre outras, sem aumentar a carga hor&amp;aacute;ria dos professores, j&amp;aacute; hoje incomport&amp;aacute;vel. Nesta como noutras &amp;aacute;reas, ignorar a imprescindibilidade um conjunto de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es m&amp;iacute;nimas para a concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das decis&amp;otilde;es tomadas arrisca-se a comprometer de forma decisiva o desenvolvimento e o potencial das mudan&amp;ccedil;as pretendidas.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;Dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o do SPN&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;30 de outubro de 2018&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 31 Oct 2018 21:14:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/estrategia-nacional-de-educacao-para-a-cidadania-parecer-do-spn</guid></item><item><title>2018 — Seminário sobre flexibilidade curricular, na Póvoa de Varzim</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/delegacao-da-povoa-de-varzim-promove-seminario</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;18 de outubro de 2018&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;img width="20%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/92bdc9fc/PV_25%20anos.jpg?v=638669799467270133" style="float: left;"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;table width="844" height="38"&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;
&lt;h6 style="text-align: left;"&gt;Iniciativa no &amp;acirc;mbito das comemora&amp;ccedil;&amp;otilde;es do 25.&amp;ordm; anivers&amp;aacute;rio da Delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o da P&amp;oacute;voa de Varzim&lt;/h6&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;INSCRI&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES&amp;nbsp;ONLINE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Inscri&amp;ccedil;&amp;otilde;es na&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.spn.pt/Pasta/povoa-de-varzim" target="_blank"&gt;Delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;da P&amp;oacute;voa de Varzim&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Nota:&amp;nbsp;&amp;nbsp;A&amp;ccedil;&amp;atilde;o acreditada ao abrigo do despacho 5741/2015, de 29 de maio (4 horas)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp; &lt;img width="80%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/967225ab/seminário_Póvoa_2.jpg?v=636755880060082188"&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class="tag-box tag-box-v3"&gt;
&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;script&gt;// &lt;![CDATA[
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// ]]&gt;&lt;/script&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Thu, 18 Oct 2018 22:45:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/delegacao-da-povoa-de-varzim-promove-seminario</guid></item><item><title>2018 — ME reduz avaliação de alunos a mero ato administrativo</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/me-reduz-avaliacao-de-alunos-a-mero-ato-administrativo</link><description>&lt;h6&gt;&lt;span style="color: #808080;"&gt;&lt;em&gt;6 de agosto de 2018&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;strong&gt;Reduzir o conselho de turma de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos alunos a mero ato administrativo &amp;eacute; um grav&amp;iacute;ssimo erro cometido por quem governa a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Portugal.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, atrav&amp;eacute;s da &lt;strong&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/22000/0/0/4/Portaria-n.º-223-A-2018.pdf" target="_blank"&gt;Portaria 223-A/2018, de 3 de agosto&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, assinada pelo Secret&amp;aacute;rio de Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, comete um grav&amp;iacute;ssimo atentado contra a natureza pedag&amp;oacute;gica das reuni&amp;otilde;es de conselho de turma, bem como de conselho de docentes para efeitos de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos alunos, reduzindo-as a meros atos administrativos. Constando do n.&amp;ordm; 5 do artigo 35.&amp;ordm; da portaria, a decis&amp;atilde;o, que p&amp;otilde;e em causa a natureza profundamente pedag&amp;oacute;gica das reuni&amp;otilde;es de conselho de turma, &amp;eacute; indigna e deveria envergonhar aqueles que a tomaram.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ter&amp;aacute; esta medida sido tomada na sequ&amp;ecirc;ncia da recente greve &amp;agrave;s reuni&amp;otilde;es de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Este enquadramento desaconselharia, at&amp;eacute;, que o ME ca&amp;iacute;sse na tenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de alterar normas gerais e de outra natureza, com vista responder a um acontecimento particular. Ademais, &amp;eacute; de real&amp;ccedil;ar que nenhum outro governo, incluindo o anterior PSD/CDS, que tamb&amp;eacute;m foi confrontado com uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o semelhante, assumiu uma decis&amp;atilde;o destas. &lt;strong&gt;Quem desrespeita desta forma o ato pedag&amp;oacute;gico deveria refletir sobre se continua a reunir condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para continuar a dirigir os destinos da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Portugal democr&amp;aacute;tico&lt;/strong&gt;. &amp;Eacute; que n&amp;atilde;o basta encher a boca com li&amp;ccedil;&amp;otilde;es de pedagogia, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio demonstrar respeito pelos atos pedag&amp;oacute;gicos, o que, claramente, n&amp;atilde;o &amp;eacute; o caso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O teor desta portaria vem, ainda, confirmar o que a&amp;nbsp;Fenprof j&amp;aacute; afirmara nas duas vezes em que, por informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o enviada &amp;agrave;s escolas, a DGEstE/ME, indevidamente, tentou que as suas dire&amp;ccedil;&amp;otilde;es garantissem que as reuni&amp;otilde;es se realizassem sem a presen&amp;ccedil;a de todos os professores. Para al&amp;eacute;m da ilegalidade dessa informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ndash; que mereceu queixas da Fenprof, tanto junto da IGEC, como da PGR &amp;ndash;, provou-se, com o que aconteceu, que a atual equipa ministerial, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; perdeu os professores, como as dire&amp;ccedil;&amp;otilde;es das escolas.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;table width="715" height="693" style="height: 210px; background-color: #e7e7e7; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td style="background-color: #e6e6e6; text-align: center; vertical-align: middle;"&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Artigo 35.&amp;ordm;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Conselhos de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;[...]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;5 &amp;mdash; O funcionamento dos conselhos de docentes e de turma&amp;nbsp;obedece ao previsto no C&amp;oacute;digo do Procedimento&amp;nbsp;Administrativo.&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;em&gt;6 &amp;mdash; Quando a reuni&amp;atilde;o n&amp;atilde;o se puder realizar, por falta de qu&amp;oacute;rum ou por indisponibilidade de elementos de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, deve ser convocada nova reuni&amp;atilde;o, no prazo m&amp;aacute;ximo de 48 horas,&amp;nbsp;para a qual cada um dos docentes deve previamente disponibilizar, ao diretor da escola, os elementos de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cada aluno.&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;em&gt;7 &amp;mdash; Nas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas no n&amp;uacute;mero anterior, o&amp;nbsp;coordenador do conselho de docentes, no 1.&amp;ordm; ciclo, e o diretor de turma, nos 2.&amp;ordm; e 3.&amp;ordm; ciclos, ou quem os substitua, apresentam aos respetivos conselhos os elementos de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o previamente disponibilizados.&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;em&gt;8 &amp;mdash; O parecer e as delibera&amp;ccedil;&amp;otilde;es das reuni&amp;otilde;es dos conselhos de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o devem resultar do consenso dos professores que as integram&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;</description><pubDate>Mon, 06 Aug 2018 22:53:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/me-reduz-avaliacao-de-alunos-a-mero-ato-administrativo</guid></item></channel></rss>