<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>ciclos de ensino</title><link>https://www.spn.pt:443/Tag/ciclos-de-ensino</link><description>ciclos de ensino</description><item><title>Fenprof pronuncia-se sobre as aprendizagens essenciais</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/reorganizacao-dos-ciclos-de-ensino</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;28 de abril de 2026&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Termina hoje (28/abr) a consulta p&amp;uacute;blica das aprendizagens essenciais das disciplinas dos ensinos b&amp;aacute;sico e secund&amp;aacute;rio, promovido pelo Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI). A Fenprof enviou a &lt;a href="/Media/Default/Info/69000/700/50/2/Fenprof%20—%20Parececer%20sobre%20as%20aprendizagens%20essenciais.pdf" target="_blank"&gt;sua aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o global &amp;agrave;s propostas apresentadas&lt;/a&gt;. Sem pretender desempenhar um papel que compete &amp;agrave;s associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es profissionais e cient&amp;iacute;ficas, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode deixar de fazer algumas considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es globais &amp;agrave;s propostas em discuss&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, tendo em conta o conte&amp;uacute;do e o contexto atual, particularmente no que concerne ao programa, declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es e medidas tomadas pelo MECI.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em s&amp;iacute;ntese, para a Fenprof &amp;ldquo;o que est&amp;aacute; em causa configura uma inflex&amp;atilde;o relevante no paradigma curricular: passa-se de um modelo aberto, que reconhecia os seus pr&amp;oacute;prios limites e criava espa&amp;ccedil;o efetivo para o exerc&amp;iacute;cio da autonomia pedag&amp;oacute;gica, para um modelo mais prescritivo, fortemente orientado para a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, assente numa intensifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pr&amp;aacute;ticas e com refor&amp;ccedil;ada capacidade de regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o trabalho docente&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;ldquo;esta mudan&amp;ccedil;a n&amp;atilde;o &amp;eacute; neutra: a centralidade atribu&amp;iacute;da &amp;agrave; avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o tende a estreitar o curr&amp;iacute;culo e a induzir pr&amp;aacute;ticas de ensino mais instrumentais; a aposta numa digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o precoce, sem evid&amp;ecirc;ncia consolidada dos seus benef&amp;iacute;cios, pode comprometer processos de aprendizagem fundamentais e condicionar o desenvolvimento cognitivo; e o refor&amp;ccedil;o dos mecanismos de controlo colide com a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de respostas pedag&amp;oacute;gicas contextualizadas. Sem um debate p&amp;uacute;blico consistente, sem investimento nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho nas escolas e sem garantias efetivas de autonomia pedag&amp;oacute;gica, esta evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o arrisca n&amp;atilde;o s&amp;oacute; n&amp;atilde;o resolver problemas estruturais, como aprofund&amp;aacute;-los, afastando-se de uma melhoria sustentada da qualidade da Escola P&amp;uacute;blica&amp;rdquo;, conclui o parecer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof regista, ainda, a inexist&amp;ecirc;ncia de orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es espec&amp;iacute;ficas para o grupo de recrutamento 360 - L&amp;iacute;ngua Gestual Portuguesa: &amp;ldquo;uma omiss&amp;atilde;o que suscita interroga&amp;ccedil;&amp;otilde;es quanto ao lugar atribu&amp;iacute;do a esta disciplina no quadro das pol&amp;iacute;ticas educativas nacionais, sobretudo num contexto em que se afirma a import&amp;acirc;ncia da inclus&amp;atilde;o, da diversidade lingu&amp;iacute;stica e do direito &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de equidade&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/69000/700/50/2/ciclosdeensino.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/f6ba5054/ciclosdeensino.jpg?v=639129962526469501"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;foto: freepik, download gratuito&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;31 de mar&amp;ccedil;o de 2026&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o curricular s&amp;oacute; com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Finalmente, o governo divulgou a revis&amp;atilde;o das aprendizagens essenciais, enquanto se multiplicam an&amp;uacute;ncios de inten&amp;ccedil;&amp;otilde;es no dom&amp;iacute;nio da reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o curricular. Sem que seja conhecida qualquer avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) afirma que esta revis&amp;atilde;o integra a experi&amp;ecirc;ncia da sua implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas escolas, algo que, contudo, n&amp;atilde;o &amp;eacute; devidamente explicitado. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais uma vez, num processo que n&amp;atilde;o envolveu os docentes na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das atuais aprendizagens essenciais, surgem novos documentos curriculares. Simultaneamente, o governo assumiu a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de rever a matriz curricular. Ora, por um lado, as aprendizagens essenciais avan&amp;ccedil;aram em projetos-piloto sem uma discuss&amp;atilde;o alargada e participada e, por outro lado, n&amp;atilde;o assentam numa matriz curricular devidamente estruturada com a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara da carga hor&amp;aacute;ria de cada disciplina. Pretende-se agora &amp;ldquo;flexibilizar as cargas letivas obrigat&amp;oacute;rias nos v&amp;aacute;rios n&amp;iacute;veis de escolaridade&amp;rdquo;, precisamente num contexto marcado pela escassez de professores?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acresce, ainda, a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de promover uma reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o curricular atrav&amp;eacute;s da fus&amp;atilde;o de ciclos. Trata-se de uma proposta recorrente, cujos objetivos permanecem pouco claros, levantando s&amp;eacute;rias d&amp;uacute;vidas quanto &amp;agrave; sua natureza: estaremos perante uma reflex&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica e curricular consistente, ou, pelo contr&amp;aacute;rio, uma medida condicionada por crit&amp;eacute;rios economicistas e pela falta de professores? Importa sublinhar que qualquer altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o na estrutura dos ciclos de ensino implicar&amp;aacute;, inevitavelmente, a revis&amp;atilde;o da Lei de Bases do Sistema Educativo, um processo que encerra riscos significativos, sobretudo face &amp;agrave;s op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas da agenda neoliberal do governo e &amp;agrave;s suas consequ&amp;ecirc;ncias nefastas para a Escola P&amp;uacute;blica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof reafirma que o futuro da Escola P&amp;uacute;blica e da profiss&amp;atilde;o docente n&amp;atilde;o pode ser decidido sem a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva dos professores. &amp;Eacute; indispens&amp;aacute;vel um debate s&amp;eacute;rio, transparente e amplamente participado, que valorize o conhecimento e a experi&amp;ecirc;ncia de quem todos os dias constr&amp;oacute;i a Escola P&amp;uacute;blica. Esse debate &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio, urgente e inadi&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/69000/700/50/2/reformacurricular.jpg" target="_blank"&gt; &lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/f6ba5054/reformacurricular.jpg?v=639105964153219426"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h6 style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Foto: Freepik, download gratuito&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;29 de janeiro de 2026&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ciclos exige envolvimento dos professores!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Est&amp;aacute; em curso um debate sobre a reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ciclos de ensino que exige a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o envolvimento de toda a comunidade educativa, da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;-escolar ao ensino superior. Para a Fenprof n&amp;atilde;o se trata de uma discuss&amp;atilde;o meramente t&amp;eacute;cnica ou neutra: O que est&amp;aacute; em causa &amp;eacute; o futuro da Escola P&amp;uacute;blica, a coer&amp;ecirc;ncia pedag&amp;oacute;gica do sistema educativo, a garantia do direito &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com qualidade e&amp;nbsp;equidade&amp;nbsp;e o papel do Estado na sua responsabilidade indeclin&amp;aacute;vel.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O an&amp;uacute;ncio recente da inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) e do governo de avan&amp;ccedil;ar com uma reformula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema educativo, j&amp;aacute; em 2027, surge sem o efetivo envolvimento da comunidade educativa, sem uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o rigorosa das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es existentes e sem um debate p&amp;uacute;blico esclarecido sobre as consequ&amp;ecirc;ncias pedag&amp;oacute;gicas, organizacionais e sociais de uma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o desta natureza. Sob argumentos de &amp;ldquo;moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; ou &amp;ldquo;flexibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, podem estar a ser equacionadas solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es que fragilizam percursos educativos, aprofundam desigualdades e desestruturam modelos pedag&amp;oacute;gicos consolidados, com impactos diretos na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das escolas e nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho docente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Do ponto de vista laboral e profissional, a reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ciclos pode traduzir-se em maior instabilidade, polival&amp;ecirc;ncia for&amp;ccedil;ada, desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o espec&amp;iacute;fica, mobilidade acrescida e precariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho docente. Assiste-se ao s&amp;eacute;rio risco de, assim, utilizar esta reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o como resposta errada &amp;agrave; falta de professores &amp;mdash; um problema estrutural que resulta de anos de desinvestimento, desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carreira e degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho &amp;mdash;, n&amp;atilde;o tendo por base os crit&amp;eacute;rios pedag&amp;oacute;gicos e de melhoria do sistema educativo que deveriam estar por detr&amp;aacute;s da proposta. Em vez de resolver as causas, o MECI/governo adapta o sistema &amp;agrave; escassez, com preju&amp;iacute;zo para a qualidade do ensino e para os direitos dos profissionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante este cen&amp;aacute;rio, a Fenprof alerta para o facto de os professores n&amp;atilde;o poderem ser meros espetadores. T&amp;ecirc;m o direito, e o dever, de intervir no debate p&amp;uacute;blico, de exigir participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva nos processos de decis&amp;atilde;o e de recusar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es impostas sem di&amp;aacute;logo. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sublinha, ainda, que qualquer altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ciclos de ensino implicar&amp;aacute;, necessariamente, uma revis&amp;atilde;o da Lei de Bases do Sistema Educativo, processo que encerra riscos significativos face &amp;agrave; agenda neoliberal do governo e &amp;agrave;s suas consequ&amp;ecirc;ncias para a Escola P&amp;uacute;blica. O futuro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da profiss&amp;atilde;o docente n&amp;atilde;o pode ser decidido &amp;agrave; margem de quem nela trabalha todos os dias. O debate alargado &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio, urgente e inadi&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 29 Jan 2026 20:20:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/reorganizacao-dos-ciclos-de-ensino</guid></item></channel></rss>