<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>ModA</title><link>https://www.spn.pt:443/Tag/moda</link><description>ModA</description><item><title>ModA, exames e insuficiências do digital</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/greve-as-atividades-das-provas-ensaio-e-moda</link><description>&lt;h6&gt;&lt;em&gt;27 de maio de 2026&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Fenprof tem vindo a alertar, de forma consistente, para os riscos de uma transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital feita &amp;agrave; pressa, sem planeamento adequado, sem investimento estrutural nas escolas e sem respeito pelas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho dos docentes. Por isso, decretou greve &amp;agrave;s provas de Monitoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Aprendizagens (ModA) e, agora, com o objetivo de esclarecer eventuais d&amp;uacute;vidas, publica a resposta a um conjunto de FAQ (perguntas frequentes).&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/71000/100/50/6/faq_greve_moda2026.pdf" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img width="60%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/5eedd666/faqModaA_b.jpg?v=638832952844153543"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;h4 style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/71000/100/50/6/faq_greve_moda2026.pdf" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Consultar as FAQ (Fenprof)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar dos sucessivos an&amp;uacute;ncios governamentais sobre a moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a realidade das escolas continua marcada pela insufici&amp;ecirc;ncia de equipamentos adequados, pela obsolesc&amp;ecirc;ncia de muitos recursos inform&amp;aacute;ticos e pela aus&amp;ecirc;ncia de meios t&amp;eacute;cnicos e humanos permanentes para a sua manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e repara&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Em muitas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, continuam a ser os pr&amp;oacute;prios docentes a assumir tarefas t&amp;eacute;cnicas que extravasam as suas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es profissionais. A estes problemas somam-se outros de natureza estrutural, como instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es degradadas, falhas de rede&amp;nbsp;&lt;em&gt;wi-fi&lt;/em&gt;&amp;nbsp;ou inoperabilidade desta, falta de computadores port&amp;aacute;teis para alunos e professores, entre muitas outras car&amp;ecirc;ncias. Estes, s&amp;atilde;o apenas alguns exemplos que ilustram a dist&amp;acirc;ncia entre a propaganda do desiderato tecnol&amp;oacute;gico e a realidade concreta vivida nas escolas p&amp;uacute;blicas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof reconhece a import&amp;acirc;ncia do digital e da inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica na Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Contudo, sempre defendeu que qualquer processo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital deve ser equilibrado, inclusivo e pedagogicamente sustentado, respeitando as necessidades dos alunos, dos professores e das comunidades educativas. A tecnologia n&amp;atilde;o pode constituir um fim em si mesma, nem servir para mascarar a insufici&amp;ecirc;ncia de investimento nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es materiais, humanas e pedag&amp;oacute;gicas das escolas, pelo que a pol&amp;iacute;tica que o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) tem vindo a promover, suscita preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es como as que constam do&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fenprof.pt/media/download/94EA8DFD2D126789DE4F6E4A088DB7B1/programa-de-acao-15-congresso-nacional-dos-professores.pdf" target="_blank"&gt;programa de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o do 15.&amp;ordm; Congresso Nacional dos Professores&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(maio, 2025), onde s&amp;atilde;o identificados m&amp;uacute;ltiplos problemas associados &amp;agrave; digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema educativo e &amp;agrave; crescente imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de exames e provas em formato digital. Foi nesse sentido que a Fenprof, em 2021, alertou para os impactos da digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, no aumento da carga laboral docente, nas desigualdades de acesso e at&amp;eacute; na sa&amp;uacute;de f&amp;iacute;sica e psicol&amp;oacute;gica da comunidade educativa. Paralelamente, tem defendido a necessidade de garantir forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o adequada para docentes, alunos e encarregados de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, integrada no hor&amp;aacute;rio de trabalho e acompanhada por t&amp;eacute;cnicos especializados nas escolas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es agravaram-se com a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o crescente de provas e exames digitais e com a l&amp;oacute;gica das chamadas provas de Monitoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Aprendizagens (ModA). A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o denunciou (fev/2025), as in&amp;uacute;meras falhas verificadas nas provas-ensaio dos 4.&amp;ordm;, 6.&amp;ordm; e 9.&amp;ordm; anos, em diversas escolas, por problemas de conectividade, insufici&amp;ecirc;ncia de equipamentos, falhas t&amp;eacute;cnicas e as perturba&amp;ccedil;&amp;otilde;es significativas no funcionamento normal das atividades letivas. Ap&amp;oacute;s meses de realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de provas-ensaio destinadas a preparar alunos e escolas para as provas ModA, o MECI parece agora querer transformar todo o sistema educativo num exerc&amp;iacute;cio permanente de experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Cansados de sucessivos ensaios, alunos e professores continuam sem respostas claras sobre procedimentos essenciais. Afinal, a &amp;uacute;nica realidade verdadeiramente monitorizada parece ser a capacidade de resist&amp;ecirc;ncia das escolas perante sucessivas experi&amp;ecirc;ncias administrativas e tecnol&amp;oacute;gicas realizadas &amp;agrave; custa da sobrecarga e do desgaste dos seus profissionais. Tome-se, a t&amp;iacute;tulo de exemplo, a prova inaugural de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Art&amp;iacute;stica do 4.&amp;ordm; ano de escolaridade, de car&amp;aacute;cter obrigat&amp;oacute;rio. Do respetivo manual de procedimentos pode-se facilmente depreender que, perante a insufici&amp;ecirc;ncia de recursos das escolas, caber&amp;aacute; &amp;agrave;s fam&amp;iacute;lias assumir a responsabilidade de assegurar a aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos materiais necess&amp;aacute;rios &amp;agrave; realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas, constantes de uma extensa lista. Ora, num pa&amp;iacute;s marcado por profundas assimetrias socioecon&amp;oacute;micas, n&amp;atilde;o &amp;eacute; aceit&amp;aacute;vel que o acesso pleno &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, direito constitucionalmente consagrado, fique condicionado pela capacidade financeira das fam&amp;iacute;lias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adensam estas preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es as recentes declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es do ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ao afirmar que a digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o permitir&amp;aacute; eliminar o chamado &amp;ldquo;efeito do professor&amp;rdquo; na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reduzir alegados enviesamentos, o ministro desvaloriza o profissionalismo dos docentes e refor&amp;ccedil;a uma vis&amp;atilde;o tecnocr&amp;aacute;tica da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Acresce a insist&amp;ecirc;ncia na recolha massiva de dados estat&amp;iacute;sticos sobre os resultados da avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das aprendizagens, numa l&amp;oacute;gica j&amp;aacute; evidente no processo de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Aprendizagens Essenciais. A este prop&amp;oacute;sito, num recente artigo de opini&amp;atilde;o sobre as Aprendizagens Essenciais, Ant&amp;oacute;nio Teodoro e Elsa Estrela falavam numa&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&amp;ldquo;tend&amp;ecirc;ncia para reduzir a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o a processos de aprendizagem mensur&amp;aacute;veis. O foco desloca-se do que se ensina e por que para como se aprende e com que resultados. O problema n&amp;atilde;o est&amp;aacute; em valorizar a aprendizagem, mas em esvaziar a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sua dimens&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, &amp;eacute;tica e pol&amp;iacute;tica. Quando tudo se torna &amp;ldquo;aprendizagem&amp;rdquo;, perde-se a linguagem da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o enquanto forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sujeito&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora, a Fenprof rejeita liminarmente esta tend&amp;ecirc;ncia. A Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o exige tempo, reflex&amp;atilde;o e rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es humanas significativas- n&amp;atilde;o se compadece com l&amp;oacute;gicas gestion&amp;aacute;rias de inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o empresarial. A escola n&amp;atilde;o se pode transformar numa mera m&amp;aacute;quina de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de indicadores de compet&amp;ecirc;ncias mensur&amp;aacute;veis. Se esse dia chegar, poder&amp;aacute; continuar a ser muitas coisas, mas deixar&amp;aacute; de ser verdadeiramente uma escola. Mas o MECI afirmou que assegurava os meios necess&amp;aacute;rios para garantir a seguran&amp;ccedil;a e a fiabilidade do processo de digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que, mantendo procedimentos organizativos e administrativos pouco claros e frequentemente omissos com o argumento da seguran&amp;ccedil;a, que faz recair sobre os professores o maior grau de responsabilidade pelos mesmos, como sublinha a Norma 02/JNE/2026 da DGE, que vem refor&amp;ccedil;ar este ano os procedimentos de digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, preenchimento e confer&amp;ecirc;ncia de provas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Persistem, por isso, v&amp;aacute;rias quest&amp;otilde;es leg&amp;iacute;timas: quem proceder&amp;aacute; &amp;agrave; digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas? Onde ser&amp;aacute; realizado esse processo? Que garantias existem quanto &amp;agrave; confidencialidade e integridade dos exames? Como ser&amp;aacute; assegurada a correta leitura e classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos itens de sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o em situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de rasura ou erro dos alunos? Como ser&amp;atilde;o distribu&amp;iacute;das as respostas pelos professores classificadores? Que mecanismos existir&amp;atilde;o para detetar falhas t&amp;eacute;cnicas ou erros de digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o? S&amp;atilde;o perguntas fundamentais que continuam sem resposta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; ainda motivo de inquieta&amp;ccedil;&amp;atilde;o que o Despacho Normativo n.&amp;ordm; 1/2026, que aprova o Regulamento do J&amp;uacute;ri Nacional de Exames, tenha aberto portas &amp;agrave; distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aos docentes do MECI, de servi&amp;ccedil;o relacionado com os exames, diretamente por organismo da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Indireta do Estado e n&amp;atilde;o por ced&amp;ecirc;ncia deste: no ponto 3 do Artigo 5.&amp;ordm; &amp;eacute; referido que &amp;ldquo;os respons&amp;aacute;veis dos agrupamentos do JNE s&amp;atilde;o coadjuvados pelos professores considerados necess&amp;aacute;rios ao funcionamento dos servi&amp;ccedil;os, a nomear por despacho do Presidente do Conselho Diretivo do EduQA, I. P.", disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que desregula o quadro dos v&amp;iacute;nculos laborais tal como os conhecemos. Tamb&amp;eacute;m a inclus&amp;atilde;o, no exame nacional de Matem&amp;aacute;tica A do 12.&amp;ordm; ano, de conte&amp;uacute;dos correspondentes a diferentes vers&amp;otilde;es das Aprendizagens Essenciais, incluindo mat&amp;eacute;rias que n&amp;atilde;o foram lecionadas &amp;agrave; maioria dos alunos, evidencia a instabilidade e a incoer&amp;ecirc;ncia que continuam a marcar as op&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Minist&amp;eacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o considera que a moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica da Escola P&amp;uacute;blica n&amp;atilde;o pode ser conduzida numa l&amp;oacute;gica de experimentalismo permanente, assente mais no fasc&amp;iacute;nio tecnol&amp;oacute;gico do que numa avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o rigorosa da pedagogia e das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas das escolas. O deslumbramento acr&amp;iacute;tico pelo digital e pela intelig&amp;ecirc;ncia artificial, particularmente evidente no discurso do atual ministro, n&amp;atilde;o pode substituir o investimento efetivo na Escola P&amp;uacute;blica, nem servir para secundarizar o papel insubstitu&amp;iacute;vel dos professores, das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es pedag&amp;oacute;gicas e das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es humanas indispens&amp;aacute;veis a uma educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva, democr&amp;aacute;tica e de qualidade para todos. E para concluir, al&amp;eacute;m da cr&amp;iacute;tica ao foco no digital, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o reitera as suas bem conhecidas reservas pedag&amp;oacute;gicas relativamente &amp;agrave; excessiva centralidade da avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o externa dos alunos e da cultura de exame, tal como ficou evidente no programa de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprovado no seu 15.&amp;ordm; Congresso, onde se afirma a necessidade de "uma verdadeira alternativa aos exames" e outras "provas que, na verdade, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o mais do que exames disfar&amp;ccedil;ados em anos de escolaridade do ensino b&amp;aacute;sico em que j&amp;aacute; tinham sido extintas". &amp;Eacute; rumo a esse horizonte que &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio caminhar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/71000/100/50/6/modaexames.jpg" target="_blank"&gt; &lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/5821e9c9/modaexames.jpg?v=639155243566487801"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;13 de abril de 2026&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Greve &amp;agrave;s atividades das provas-ensaio e ModA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Fenprof convocou greve a todas as atividades relacionadas com as provas-ensaio e com as provas de Monitoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Aprendizagem (ModA), na sequ&amp;ecirc;ncia da desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho docente e da imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de procedimentos que agravam as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho nas escolas. Estas provas acrescentam uma sobrecarga burocr&amp;aacute;tica e organizativa inaceit&amp;aacute;vel, desviando os docentes da sua fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o central, o trabalho pedag&amp;oacute;gico com os alunos, e contribuindo para a intensifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho sem o devido reconhecimento.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas provas assenta em orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es pouco claras, frequentemente alteradas, e desconsidera a realidade concreta das escolas, criando perturba&amp;ccedil;&amp;otilde;es no normal funcionamento das atividades letivas. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o reafirma a sua oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a um modelo de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o que privilegia a l&amp;oacute;gica de testagem em detrimento de uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua, formativa e contextualizada, defendendo solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es que respeitem a autonomia pedag&amp;oacute;gica das escolas e valorizem o papel dos docentes. Com esta greve, a Fenprof exige do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) um processo negocial s&amp;eacute;rio que responda aos problemas reais das escolas e dos professores e afirma que continuar&amp;aacute; a intervir e a lutar por condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho dignas, pelo respeito pela profiss&amp;atilde;o docente e por uma Escola P&amp;uacute;blica de qualidade.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 22:31:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/greve-as-atividades-das-provas-ensaio-e-moda</guid></item><item><title>2025 — ModA: Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes!</title><link>https://www.spn.pt:443/Artigo/professores-classificadores-solidarios-a-forca</link><description>&lt;h6&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6 style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="https://www.fenprof.pt/realizacao-e-correcao-das-provas-moda-abrangidas-pelos-pre-avisos-de-greve" target="_blank"&gt;Todos os pr&amp;eacute;-avisos de greve.&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6 style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;02 de junho de 2025&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Perante a evidente perturba&amp;ccedil;&amp;atilde;o do funcionamento das escolas, a aus&amp;ecirc;ncia de equidade na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a injusti&amp;ccedil;a para com os alunos e a falta de credibilidade dos resultados obtidos, coloca-se a quest&amp;atilde;o central &amp;mdash; porque insiste o MECI em manter a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas a todos os alunos a qualquer custo? Tudo indica que as provas ModA s&amp;atilde;o exames encapotados, cuja verdadeira finalidade ser&amp;aacute; gerar dados estat&amp;iacute;sticos para alimentar&amp;nbsp;&lt;/em&gt;rankings&lt;em&gt;. Porque esta inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; inadmiss&amp;iacute;vel, a Fenprof manter&amp;aacute; a greve &amp;agrave;s tarefas relacionadas com as provas, enquanto se mantiver esta imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o injusta e pedagogicamente desastrosa e os professores e as escolas continuarem a suportar as consequ&amp;ecirc;ncias de decis&amp;otilde;es erradas e da teimosia da tutela.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pormenorizando nos problemas que marcaram a segunda semana, cujos constrangimentos incidiram nas provas orais de Ingl&amp;ecirc;s no 1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico (1.&amp;ordm; CEB), destacam-se os seguintes aspetos:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;a suspens&amp;atilde;o das aulas de Ingl&amp;ecirc;s do 1.&amp;ordm; CEB, e de algumas noutros ciclos, devido ao destacamento dos docentes para a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conte&amp;uacute;dos ainda n&amp;atilde;o lecionados, uma vez que o ano letivo do 1.&amp;ordm; CEB decorre at&amp;eacute; ao final de junho;um processo moroso e excessivamente burocratizado de entrada e sa&amp;iacute;da de alunos e uso de credenciais, nunca ensaiado antes, que provocou ansiedade nas crian&amp;ccedil;as;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a inclus&amp;atilde;o de componentes na prova 45 que colidem com as pr&amp;aacute;ticas pedag&amp;oacute;gicas recomendadas para alunos Young Learners (n&amp;iacute;vel A1);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o indiferenciada a alunos com necessidades espec&amp;iacute;ficas, ignorando por completo os apoios ou adapta&amp;ccedil;&amp;otilde;es que deveriam estar previstos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a exist&amp;ecirc;ncia de muitos alunos que est&amp;atilde;o a ser sujeitos a estas provas sem nunca terem tido aulas regulares de Ingl&amp;ecirc;s, devido &amp;agrave; cr&amp;oacute;nica falta de professores nesta disciplina.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Esta realidade torna evidente a falta de justi&amp;ccedil;a e de sentido pedag&amp;oacute;gico na aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas ModA. Como &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel submeter crian&amp;ccedil;as a uma prova de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Ingl&amp;ecirc;s quando, em muitos casos, n&amp;atilde;o tiveram um professor da disciplina durante grande parte do ano?!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O impacto as provas &amp;eacute; cada vez mais vis&amp;iacute;vel &amp;mdash; escolas desorganizadas, hor&amp;aacute;rios comprometidos, professores sobrecarregados e alunos expostos a situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es injustas e desadequadas &amp;agrave; sua idade.&amp;nbsp;Perante este cen&amp;aacute;rio, cresce, um pouco por todo o pa&amp;iacute;s, o n&amp;uacute;mero de docentes que aderem &amp;agrave; greve decretada pela Fenprof, com destaque para a Grande Lisboa (concelhos de Sintra, Oeiras, Amadora e Lisboa).&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;26 de maio de 2025&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Provas ModA n&amp;atilde;o podem prolongar ano letivo!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tal como a Fenprof previra, as Provas de Monotoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Aprendizagens (ModA), a decorrer entre 19 de maio e 7 de junho, revelam-se contraproducentes e perturbadoras da vida das escolas. E n&amp;atilde;o pode o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) pensar que servem para prolongar as atividades no final do ano letivo, como forma de repor aulas que n&amp;atilde;o aconteceram em virtude da realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;strong&gt;Prolongamento do ano letivo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A realidade veio provar que as&amp;nbsp;provas ModA s&amp;atilde;o fator de forte perturba&amp;ccedil;&amp;atilde;o no funcionamento das escolas, al&amp;eacute;m de acrescentarem aos docentes uma enorme sobrecarga de trabalho, j&amp;aacute; de si sujeitos a hor&amp;aacute;rios que ultrapassam, em muito, os limites legalmente estabelecidos. Obrigam, ainda, &amp;agrave; suspens&amp;atilde;o&amp;nbsp;de muitas atividades, incluindo letivas, para garantir a sua realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sobre toda a desorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que as provas ModA introduziram nas escolas, vem, agora, o MECI informar as escolas de que as aulas n&amp;atilde;o dadas devido &amp;agrave; realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas ter&amp;atilde;o de ser compensadas, o que poder&amp;aacute; implicar, em muitas escolas, o prolongamento do ano letivo para al&amp;eacute;m do limite previsto no calend&amp;aacute;rio escolar e a eventual sobreposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;o letivo, corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o de provas, conselhos de turma e servi&amp;ccedil;o de exames. O MECI prepara-se, assim, para introduzir ainda mais perturba&amp;ccedil;&amp;atilde;o e imprevisibilidade no funcionamento das escolas, sobrecarregando os docentes e adiando as atividades relacionadas com a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o o que interferir&amp;aacute;, por certo, com as f&amp;eacute;rias de alguns docentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;strong&gt;A Fenprof contesta, ainda, o prolongamento for&amp;ccedil;ado das aulas para os alunos que considera contraindicado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recorde-se que este calend&amp;aacute;rio escolar &amp;eacute; plurianual&amp;nbsp;e foi imposto sem o processo negocial que seria obrigat&amp;oacute;rio, dada a natureza da mat&amp;eacute;ria e as implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho nas escolas e da vida profissional e pessoal dos seus trabalhadores. Esta forma de agir, com remendo sobre remendo e sem qualquer ausculta&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos envolvidos no processo, denota a falta de preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tutela na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um projeto consistente de funcionamento da Escola P&amp;uacute;blica e a falta de respeito pelos docentes e demais trabalhadores das escolas. Se j&amp;aacute; havia raz&amp;otilde;es para p&amp;ocirc;r em causa as provas ModA, a desorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que elas provocam na vida das escolas &amp;eacute; mais um motivo para que elas sejam repensadas e, se se pretende promover um processo de aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema e das aprendizagens dos alunos, ent&amp;atilde;o, h&amp;aacute; que encontrar um modelo completamente diferente. Se tal n&amp;atilde;o acontecer, o ano letivo ter&amp;aacute; in&amp;iacute;cio em data prevista, mas o final passar&amp;aacute; a ser&amp;nbsp;&lt;em&gt;&amp;agrave; la carte&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;23 de maio de 2025&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;A Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma moda!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Terminada&amp;nbsp;a primeira semana de aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Provas de Monitoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Aprendizagens (ModA), dirigidas aos alunos dos 4.&amp;ordm; e 6.&amp;ordm; anos de escolaridade. Do levantamento efetuado pela Fenprof, junto das escolas, sobressai uma constata&amp;ccedil;&amp;atilde;o preocupante: desde que as provas se realizem, tudo parece estar bem.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em jeito de balan&amp;ccedil;o, dir-se-&amp;aacute; que pouco importa se:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;os professores s&amp;atilde;o ainda mais sobrecarregados;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;h&amp;aacute; aulas e outras atividades anuladas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;as provas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o aplicadas em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de igualdade;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;n&amp;atilde;o ocorrem simultaneamente;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o prevista n&amp;atilde;o &amp;eacute; respeitada;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;os equipamentos n&amp;atilde;o funcionam;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;o sinal de rede &amp;eacute; insuficiente.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A meio da semana, a Fenprof alertou para os in&amp;uacute;meros abusos, sobrecargas e ilegalidades impostos pela administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa nos hor&amp;aacute;rios e nas tarefas atribu&amp;iacute;das aos docentes. Infelizmente, sucessivas equipas ministeriais t&amp;ecirc;m optado por ignorar a desregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o instalada, permitindo a press&amp;atilde;o crescente sobre os profissionais. Estas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;ecirc;m um objetivo claro: desvalorizar e embaratecer o trabalho docente, independentemente das consequ&amp;ecirc;ncias para a qualidade da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As provas ModA representam mais uma etapa neste caminho que conduz ao desgaste, ao cansa&amp;ccedil;o e &amp;agrave; perda de dignidade profissional. A greve &amp;agrave;s tarefas relacionadas com estas provas junta-se &amp;agrave;s que constam de pr&amp;eacute;-avisos abrangendo o sobretrabalho, a componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento e o servi&amp;ccedil;o extraordin&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Resultados do levantamento em 175 escolas (114 do 1.&amp;ordm; CEB):&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;em&amp;nbsp;30% das escolas do 1.&amp;ordm; CEB, a greve de professores impediu a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;muitos agrupamentos de escolas&amp;nbsp; reagendaram ou emitiram&amp;nbsp;novas convocat&amp;oacute;rias&amp;nbsp;por&amp;nbsp;falta de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;foram feitas convocat&amp;oacute;rias massivas, sem distinguir&amp;nbsp;entre vigilantes efetivos e suplentes e sem atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;via de turma ou sala;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;verificaram-se press&amp;otilde;es e convoca&amp;ccedil;&amp;otilde;es informais para garantir a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;em&amp;nbsp;32,5% das escolas houve suspens&amp;atilde;o de aulas e outras atividades para viabilizar a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;os problemas t&amp;eacute;cnicos foram recorrentes: c&amp;oacute;digos de acesso inv&amp;aacute;lidos, computadores inoperacionais e falhas de rede;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;em casos extremos, as provas foram aplicadas em corredores por inexist&amp;ecirc;ncia de rede nas salas de aula.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alunos com Necessidades Espec&amp;iacute;ficas: uma discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o inaceit&amp;aacute;vel&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Particularmente grave &amp;eacute; a falta de adapta&amp;ccedil;&amp;otilde;es para os alunos com Necessidades Espec&amp;iacute;ficas (NE). Alunos com dislexia, por exemplo, n&amp;atilde;o tiveram acesso a ferramentas essenciais, como:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;destaque de assuntos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;sublinhados nas partes importantes dos textos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;anota&amp;ccedil;&amp;otilde;es adaptadas, que mesmo o formato digital permitiria.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Apesar de a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o prever uma educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva, a realidade demonstra uma total aus&amp;ecirc;ncia de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o e equidade. Nos pr&amp;oacute;prios guias de apoio das provas ModA n&amp;atilde;o est&amp;aacute; prevista qualquer toler&amp;acirc;ncia regulamentar para estes alunos, revelando uma falha inaceit&amp;aacute;vel em termos de justi&amp;ccedil;a e inclus&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conclus&amp;atilde;o: o que j&amp;aacute; se sabe antes do fim&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Faltando ainda duas semanas de provas, corre&amp;ccedil;&amp;otilde;es e classifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, &amp;eacute; j&amp;aacute; clara:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;a sobrecarga sobre os docentes;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a perturba&amp;ccedil;&amp;atilde;o do funcionamento normal das escolas num momento crucial do ano;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a falta de equidade na aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a falta de credibilidade dos resultados que delas resultar&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof reafirma:&amp;nbsp;a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode ser gerida como uma moda ou uma opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o estat&amp;iacute;stica mal concebida. O respeito pelos alunos e pelos professores exige mais &amp;mdash; muito mais &amp;mdash; do que aquilo que o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem vindo a oferecer.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/64000/500/50/3/FAQ_greve_provas%20ModA%202025.pdf" target="_blank"&gt;&lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/5eedd666/faqModaA_b.jpg?v=638832952844153543"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;20 de maio de 2025&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre a greve &amp;agrave;s provas ModA (a partir de 19/mai)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;De 19 de maio a 6 de junho, decorrem as Provas de Monitoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Aprendizagens (ModA). Com o prop&amp;oacute;sito de garantir aos professores prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o contra uma acrescida sobrecarga de trabalho e evitar mais perturba&amp;ccedil;&amp;otilde;es no funcionamento&amp;nbsp;das escolas, a Fenprof convocou greve a todas as tarefas relacionadas com aquelas provas, designadamente &amp;agrave;s de secretariado, vigil&amp;acirc;ncia e classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas ModA.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde h&amp;aacute; anos, a Fenprof tem combatido os m&amp;uacute;ltiplos abusos, sobrecargas e ilegalidades que a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa promove nos hor&amp;aacute;rios de trabalho dos docentes e com as tarefas que lhes s&amp;atilde;o acrescentadas. As equipas ministeriais, ao contr&amp;aacute;rio do que seria justo e necess&amp;aacute;rio, t&amp;ecirc;m feito vista grossa &amp;agrave; desregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a permitir a press&amp;atilde;o e o desgaste dos docentes, ou n&amp;atilde;o se trate de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es que visam, independentemente das consequ&amp;ecirc;ncias, o embaratecimento do trabalho dos professores e educadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As provas ModA s&amp;atilde;o a mais recente etapa deste percurso que leva ao cansa&amp;ccedil;o e &amp;agrave; exaust&amp;atilde;o, que compromete a qualidade do trabalho e a dignidade com que ele deve ser feito. A greve &amp;agrave;s tarefas das provas ModA junta-se &amp;agrave; que vem constando de pr&amp;eacute;-avisos que abrangem o sobretrabalho, a componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento e o servi&amp;ccedil;o extraordin&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar de serem poucas as provas realizadas no primeiro dia (19/mai), foram chegando aos Sindicatos que constituem a Fenprof relatos de v&amp;aacute;rios abusos e ilegalidades, estando estes a reunir informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para efetuar um balan&amp;ccedil;o da primeira semana de realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas provas e, caso se justifique, proceder a eventuais den&amp;uacute;ncias ou queixas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Do levantamento realizado,&amp;nbsp;&amp;eacute; poss&amp;iacute;vel afirmar&amp;nbsp;a exist&amp;ecirc;ncia de escolas onde:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;as provas n&amp;atilde;o foram aplicadas por greve de professores;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;houve reagendamento de provas com novas convocat&amp;oacute;rias;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;foram publicadas convocat&amp;oacute;rias massivas de professores, sem distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre vigilantes efetivos e suplentes, nem pr&amp;eacute;via atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o espec&amp;iacute;fica de turma ou sala por professor;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;existiram press&amp;otilde;es para garantir a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas e convoca&amp;ccedil;&amp;otilde;es informais;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;foram suspensas outras atividades, incluindo aulas, para garantir a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;ocorreram problemas com os c&amp;oacute;digos de acesso &amp;agrave;s provas, impedindo alunos de as realizarem;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;os computadores e/ou a rede n&amp;atilde;o funcionaram adequadamente, pondo em causa a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de igualdade entre todos os alunos do pa&amp;iacute;s e a pr&amp;oacute;pria credibilidade dos resultados.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof n&amp;atilde;o deixar&amp;aacute; de recorrer a quem de direito para combater os abusos e as ilegalidades cometidos e apela aos professores para que os denunciem atrav&amp;eacute;s do endere&amp;ccedil;o de correio eletr&amp;oacute;nico&amp;nbsp;&lt;a href="mailto:fenprof@fenprof.pt" target="_blank"&gt;fenprof@fenprof.pt&lt;/a&gt;. Dever&amp;atilde;o, igualmente,&amp;nbsp;consultar as&amp;nbsp;&lt;a href="/Media/Default/Info/64000/500/50/3/FAQ_greve_provas%20ModA%202025.pdf" target="_blank"&gt;FAQ espec&amp;iacute;ficas&lt;/a&gt; para melhor se inteirarem dos contornos desta greve.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/64000/500/50/3/FAQ_greve_provas%20ModA%202025.pdf" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/64000/500/50/3/FAQ_greve_provas%20ModA%202025.pdf" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;12 de maio de 2024&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;A greve das provas ModA&amp;nbsp; (a partir de 19/mai)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Fenprof sempre assumiu uma postura muito cr&amp;iacute;tica das provas finais de ciclo e denuncia a sua imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sobretudo pela forma como a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o as encara, conferindo-lhes car&amp;aacute;ter de exame. E porque basta de atentados &amp;agrave; dignidade dos professores, a Fenprof decidiu integrar a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas de Monitoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Aprendizagem (ModA) nas atividades contempladas nos pelos pr&amp;eacute;-avisos de greve ao sobretrabalho, a partir do dia 16 de maio.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No in&amp;iacute;cio de 2025, a senda atentat&amp;oacute;ria da dignidade docente e das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o conheceu mais um lament&amp;aacute;vel desenvolvimento, com uma descabida e abusiva interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do J&amp;uacute;ri Nacional de Exames, no &amp;acirc;mbito da realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das designadas provas-ensaio, realizadas no m&amp;ecirc;s de fevereiro, como suposta prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a posterior realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas de final de ciclo (4.&amp;ordm;, 6.&amp;ordm; e 9.&amp;ordm; anos de escolaridade), a que foi dado um evidente cariz de exame, tendo as escolas de constituir &amp;ldquo;secretariado de exames&amp;rdquo; e indicar vigilantes e classificadores. Estas provas serviram, ainda, de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o para uma novidade a introduzir em 2024/2025, a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas de ModA, em substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas de aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que se realizam entre os dias 19 de maio e 6 de junho, e a aplicar em todos os agrupamentos de escolas. &amp;Agrave; semelhan&amp;ccedil;a das provas-ensaio, estas provas realizar-se-&amp;atilde;o de acordo com um calend&amp;aacute;rio flex&amp;iacute;vel, que possibilita a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o das datas espec&amp;iacute;ficas para as disciplinas abrangidas por cada escola ou agrupamento disciplina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof, que sempre assumiu uma forte cr&amp;iacute;tica &amp;agrave;s provas finais de ciclo, n&amp;atilde;o pode deixar de condenar a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas provas adicionais, sobretudo pela forma como a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa as imp&amp;otilde;e, designadamente pela sua generaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas tamb&amp;eacute;m pelas perturba&amp;ccedil;&amp;otilde;es que tais provas introduzem na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho nas escolas e dos professores envolvidos. O desinteresse e a ina&amp;ccedil;&amp;atilde;o, at&amp;eacute; agora revelados pela tutela, e o comprometimento da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa com as pr&amp;aacute;ticas em crise obrigam a prosseguir com processos de luta, de exig&amp;ecirc;ncia e de salvaguarda dos docentes.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;12 de fevereiro de 2025&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Provas ModA &amp;mdash; Problemas t&amp;eacute;cnicos refor&amp;ccedil;am d&amp;uacute;vidas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas-ensaio (ModA) est&amp;aacute; longe de ser um sucesso, apesar do otimismo demonstrado pelo secret&amp;aacute;rio de Estado Adjunto e da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Os relatos que chegam de muitas escolas revelam um cen&amp;aacute;rio com dificuldades t&amp;eacute;cnicas e operacionais que comprometem a fiabilidade do processo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;S&amp;atilde;o muitos e de diversa &amp;iacute;ndole os problemas que se podem encontrar: h&amp;aacute; alunos que s&amp;atilde;o obrigados a mudar de sala, porque os computadores n&amp;atilde;o funcionam ou est&amp;atilde;o bloqueados; auscultadores avariados ou que funcionam com um som muito baixo, impedindo a audi&amp;ccedil;&amp;atilde;o adequada dos &amp;aacute;udios, sem possibilidade de repeti&amp;ccedil;&amp;atilde;o; nem todas as salas t&amp;ecirc;m&amp;nbsp;&lt;em&gt;routers&lt;/em&gt;, cuja instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o deveria estar a ser feita de forma gradual, mas que est&amp;aacute; longe de terminada; se existem salas onde &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio desligar o ar condicionado&amp;nbsp;para que os computadores funcionem, pois&amp;nbsp;a rede el&amp;eacute;trica n&amp;atilde;o suporta o uso simult&amp;acirc;neo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas tamb&amp;eacute;m os h&amp;aacute; de outro tipo, como a exist&amp;ecirc;ncia de muitos alunos que ainda n&amp;atilde;o receberam os computadores do &lt;em&gt;Kit Escola Digital&lt;/em&gt;, seja porque n&amp;atilde;o lhes foram atribu&amp;iacute;dos, seja porque os pais recusaram receb&amp;ecirc;-los por n&amp;atilde;o estarem dispon&amp;iacute;veis para assumir os riscos da ced&amp;ecirc;ncia desse equipamento. Para agravar a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, muitos dos equipamentos perderam a garantia e, quando avariam, v&amp;atilde;o ficando amontoados pelas escolas, sem manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, porque n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m capacidade de assegurar, transformando-se em lixo tecnol&amp;oacute;gico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para al&amp;eacute;m das quest&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicas, h&amp;aacute; outra fundamental: estas provas v&amp;atilde;o avaliar verdadeiramente as compet&amp;ecirc;ncias cient&amp;iacute;ficas dos alunos ou apenas a sua capacidade de lidar com as dificuldades impostas pelos equipamentos? As diferen&amp;ccedil;as individuais no dom&amp;iacute;nio das ferramentas digitais podem distorcer significativamente os resultados, tornando as provas menos fi&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As escolas t&amp;ecirc;m um parque inform&amp;aacute;tico com dezenas&amp;nbsp;de computadores e outros equipamentos avariados e n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m t&amp;eacute;cnicos para a sua manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Trata-se de um sistema que vai funcionando assente na&amp;nbsp;dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e no abuso do sobretrabalho de professores e funcion&amp;aacute;rios. Neste contexto, os problemas verificados nas provas ModA s&amp;atilde;o um alerta, pois demonstram que est&amp;atilde;o criadas as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que os resultados finais sejam tudo menos fi&amp;aacute;veis e representativos da realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes da sua aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a Fenprof havia denunciado a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas provas adicionais a meio do ano letivo e a forma como a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa pretendia implement&amp;aacute;-las. Face a mais uma frente em que o MECI n&amp;atilde;o tem em conta a sobrecarga existente e a necessidade de adequar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, a Fenprof entregou pr&amp;eacute;-avisos de greve abrangendo todas as atividades associadas &amp;agrave;s provas-ensaio, incluindo secretariado de exames, vigil&amp;acirc;ncia e classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas provas sem a garantia das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicas e pedag&amp;oacute;gicas m&amp;iacute;nimas &amp;eacute;, manifestamente, critic&amp;aacute;vel e representa mais um fator de sobrecarga injustificada para alunos e professores.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/64000/500/50/3/still-life-books-versus-technology_23-2150062920.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/5eedd666/still-life-books-versus-technology_23-2150062920.jpg?v=638739399828403696"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Foto: freepik, download gratuito&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;07 de fevereiro de 2025&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;Provas-ensaio &amp;mdash; Fenprof entrega pr&amp;eacute;-avisos de greve&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os professores convocados para as provas-ensaio (secretariado, vigil&amp;acirc;ncia e classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o) poder&amp;atilde;o fazer greve, a partir de 10 de fevereiro. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;Eacute; a resposta da Fenprof a mais este atentado perpetrado pela Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Educativa &amp;agrave; dignidade do exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o docente que vem sofrendo crescentes abusos que sobrecarregam, sistematicamente, os hor&amp;aacute;rios de trabalho. Assim, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entregou pr&amp;eacute;-avisos de greve que abrangem todas as atividades (secretariado de exames, vigil&amp;acirc;ncia e classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o) relacionadas com estas provas-ensaio.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As provas-ensaio que o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) promove a partir de 10/fev, n&amp;atilde;o merecem o acordo da Fenprof, por v&amp;aacute;rios motivos. Desde logo por se destinarem a ensaiar um novo modelo de provas de aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que, na verdade, pelo seu formato, s&amp;atilde;o a recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas de final de ciclo que vigoraram no mandato de Nuno Crato e que, na verdade, mais n&amp;atilde;o eram do que verdadeiros exames nos 4.&amp;ordm;, 6.&amp;ordm; e 9.&amp;ordm; anos de escolaridade. Destas, mantiveram-se as de 9.&amp;ordm; ano, que o ministro Tiago Brand&amp;atilde;o Rodrigues (assim como, mais tarde, Jo&amp;atilde;o Costa), nunca teve &amp;nbsp;coragem de eliminar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se d&amp;uacute;vidas existissem sobre o objetivo do governo, bastaria reler o que, a esse prop&amp;oacute;sito, refere o programa do atual governo no ponto 7.1.6., que, para al&amp;eacute;m de explicitar que s&amp;atilde;o aplicadas no final de cada ciclo do ensino b&amp;aacute;sico ter&amp;atilde;o os seus resultados publicados a n&amp;iacute;vel nacional, o que faz supor a posterior divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de&amp;nbsp;rankings,&amp;nbsp;o que parece merecer o apoio dos respons&amp;aacute;veis da Confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o (CNEF) e, em nome de uma alegada transpar&amp;ecirc;ncia, dos respons&amp;aacute;veis do MECI.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas provas-ensaio vieram confirmar que a senda atentat&amp;oacute;ria da dignidade docente e das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o continua viva.&amp;nbsp;Prova disso foi o envio &amp;agrave;s escolas de um documento do J&amp;uacute;ri Nacional de Exames (JNE), designado &amp;ldquo;Guia para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas-ensaio&amp;rdquo;, a que &amp;eacute; dado um evidente cariz de exame, tendo as escolas de constituir &amp;ldquo;secretariado de exames&amp;rdquo; e indicar vigilantes e classificadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof condena a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas provas adicionais, a meio do ano letivo, e denuncia a forma como a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa pretende lev&amp;aacute;-las a cabo, uma vez que, no ponto 9.4 do citado guia, consta esta p&amp;eacute;rola: &amp;ldquo;A classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos itens das provas-ensaio compete &amp;agrave;&amp;nbsp;bolsa solid&amp;aacute;ria de professores classificadores, organizada em cada agrupamento do JNE e&amp;nbsp;constitu&amp;iacute;da pelos professores previamente indicados pelos diretores&amp;nbsp;dos agrupamentos de escolas, escolas n&amp;atilde;o agrupadas e estabelecimentos do ensino particular e cooperativo e que estejam a lecionar o ano de escolaridade em que se aplica a prova-ensaio&amp;rdquo; [destaques nossos].&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;31 de janeiro de 2025&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;Provas de ensaio inclu&amp;iacute;das na greve ao sobretrabalho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas de ensaio passam a estar abrangidas pelos pr&amp;eacute;-avisos de greve ao sobretrabalho. &amp;Eacute; esta a resposta da Fenprof ao mais recente atentado da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa &amp;agrave; dignidade do exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o docente, atrav&amp;eacute;s do J&amp;uacute;ri Nacional de Exames. Assim, a Fenprof alargou o &amp;acirc;mbito dos pr&amp;eacute;-avisos de greve ao sobretrabalho, horas extraordin&amp;aacute;rias e componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento, de modo a que estes abranjam igualmente a&amp;nbsp;realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o das designadas provas-ensaio, bem como outras eventuais tarefas diretamente decorrentes das mesmas.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A&amp;nbsp;senda atentat&amp;oacute;ria da dignidade docente e das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o conheceu mais um lament&amp;aacute;vel desenvolvimento, com o envio para os agrupamentos de escolas e escolas n&amp;atilde;o agrupadas de um documento emanado do J&amp;uacute;ri Nacional de Exames, um &amp;ldquo;Guia para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas-ensaio&amp;rdquo;, a realizar entre os dias 10 e 28 de fevereiro, que visar&amp;atilde;o uma suposta prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a posterior realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas de final de ciclo (4.&amp;ordm;, 6.&amp;ordm; e 9.&amp;ordm; anos) e a que &amp;eacute; dado um evidente cariz de exame, tendo as escolas de constituir &amp;ldquo;secretariado de exames&amp;rdquo; e indicar vigilantes e classificadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fenprof, que sempre assumiu uma forte cr&amp;iacute;tica &amp;agrave;s provas finais de ciclo, n&amp;atilde;o pode deixar de condenar a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas provas adicionais, a meio do ano letivo, sobretudo pela forma como a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa pretende lev&amp;aacute;-las a cabo, atrav&amp;eacute;s de &amp;ldquo;volunt&amp;aacute;rios [&amp;hellip;] previamente indicados pelos diretores&amp;rdquo;.&amp;nbsp;Ora, pretender impor obrigatoriamente, por designa&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior, uma suposta&amp;nbsp;&lt;em&gt;solidariedade&lt;/em&gt;&amp;nbsp;constitui um completo absurdo e, acima de tudo, um desrespeito inadmiss&amp;iacute;vel pela dignidade dos professores.&lt;/p&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h6&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h6&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;em&gt;24 de janeiro de 2025&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;h4&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Professores classificadores solid&amp;aacute;rios &amp;agrave; for&amp;ccedil;a!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de provas-ensaio no&amp;nbsp;&lt;span&gt;4.&amp;ordm;, 6.&amp;ordm; e 9.&amp;ordm; anos&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&amp;mdash;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; das quais a Fenprof discorda profundamente &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&amp;mdash;,&lt;strong&gt;&lt;em&gt; que constam no programa do governo, ter&amp;aacute; como classificadores uma &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;ldquo;bolsa solid&amp;aacute;ria de professores [&amp;hellip;] previamente indicados pelos diretores&amp;rdquo;. &lt;em&gt;Ora, por se tratar de uma atividade que nada tem de solid&amp;aacute;rio e tem tudo de trabalho for&amp;ccedil;ado, a Fenprof ir&amp;aacute; acrescentar esta atividade &amp;agrave; lista das que integram os pr&amp;eacute;-avisos di&amp;aacute;rios da greve ao sobretrabalho.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI), concretizando um dos aspetos que consta no programa do governo, vai avan&amp;ccedil;ar com a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de provas de final de ciclo (4.&amp;ordm;, 6.&amp;ordm; e 9.&amp;ordm; anos). Assim, durante o m&amp;ecirc;s de fevereiro, realizar-se-&amp;atilde;o provas-ensaio &amp;agrave;s quais &amp;eacute; dado um cariz de exame, com o J&amp;uacute;ri Nacional de Exames (JNE) a enviar &amp;agrave;s escolas as normas de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e estas a terem de constituir &amp;ldquo;secretariado de exames&amp;rdquo; e indicar vigilantes e classificadores. E o mais curioso, digamos caricato, &amp;eacute; o que consta do ponto 9.4 do &amp;ldquo;Guia para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas-ensaio&amp;rdquo;, enviado pelo JNE &amp;agrave;s escolas:&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 30px;"&gt;&amp;ldquo;&lt;em&gt;A classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos itens das provas-ensaio compete &amp;agrave; bolsa solid&amp;aacute;ria de professores&amp;nbsp;classificadores, organizada em cada agrupamento do JNE e constitu&amp;iacute;da pelos&amp;nbsp;professores previamente indicados pelos diretores dos agrupamentos de escolas,&amp;nbsp;escolas n&amp;atilde;o agrupadas e estabelecimentos do ensino particular e cooperativo e que&amp;nbsp;estejam a lecionar o ano de escolaridade em que se aplica a prova-ensaio&lt;/em&gt;&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Trabalho solid&amp;aacute;rio ou trabalho for&amp;ccedil;ado?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora, estando em curso o ano letivo, o JNE, certamente com o aval do MECI, vem dizer que haver&amp;aacute; uma &amp;ldquo;bolsa solid&amp;aacute;ria de professores classificadores&amp;rdquo; que foram &amp;ldquo;previamente indicados pelos diretores&amp;rdquo;. N&amp;atilde;o se trata, portanto, de uma atividade em que os professores se apresentam voluntariamente (o que j&amp;aacute; seria critic&amp;aacute;vel), mas de uma tarefa (mais uma!) que &amp;eacute; atribu&amp;iacute;da aos docentes em cima de todo o trabalho que j&amp;aacute; t&amp;ecirc;m. Ainda assim, deveria ser considerado trabalho extraordin&amp;aacute;rio, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute;. Embora indicados pelos diretores, estes professores classificadores integrar&amp;atilde;o uma bolsa solid&amp;aacute;ria, mas&amp;hellip; solid&amp;aacute;ria com quem ou com qu&amp;ecirc;? Com as pol&amp;iacute;ticas e a obstina&amp;ccedil;&amp;atilde;o do governo em realizar provas e exames desde o 1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Face a esta verdadeira aberra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a Fenprof ir&amp;aacute;, naturalmente, acrescentar mais esta atividade que nada tem de solid&amp;aacute;rio e tem tudo de trabalho for&amp;ccedil;ado, &amp;agrave; lista de atividades que, ao longo do m&amp;ecirc;s de fevereiro, faz parte dos pr&amp;eacute;-avisos &amp;agrave; greve ao sobretrabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando se fala em respeito pelos professores, fala-se da carreira, das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, mas tamb&amp;eacute;m se fala destes abusos a que os professores continuam sujeitos, face a uma tutela que n&amp;atilde;o respeita o trabalho dos profissionais!&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/64000/500/50/3/senior-woman-paying-attention-class.jpg" target="_blank"&gt; &lt;img width="75%" height="NaN" src="/Media/Default/_Profiles/ee10172b/5eedd666/senior-woman-paying-attention-class.jpg?v=638733252762169006"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h6 style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Foto: Freepik, donwload gratuito&lt;/em&gt;&lt;/h6&gt;</description><pubDate>Fri, 24 Jan 2025 14:20:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spn.pt:443/Artigo/professores-classificadores-solidarios-a-forca</guid></item></channel></rss>