Rankings de escolas – um ritual em desgaste

Partilha

3 de fevereiro de 2018

Posição aprovada no plenário nacional de professores e educadores de 2 de fevereiro

Chegou a altura do ano em que se repete o ritual de simular que se procede, de forma pretensamente científica, à avaliação das escolas portuguesas, a partir dos resultados dos seus alunos em exames.

A tentativa de credibilização do processo que envolve a divulgação pública de rankings de escolas a partir desses resultados tem levado a que os vários órgãos de comunicação social que entram neste jogo procurem contextualizar melhor as escolas em exposição e até procurar sentidos de progressão desses resultados, ano após ano.

Trata-se de métodos que não concedem virtude ao que não a tem: esta não é a forma de avaliar escolas, de traduzir o seu rendimento efetivo, de atestar o modo como preparam os seus alunos para a vida. Os resultados dos exames são apenas um de muitos indicadores que expressam a complexa realidade em que vivem as escolas portuguesas.

Neste contexto, a Fenprof demarca-se mais uma vez desta divulgação, denunciando a forma abusiva como as escolas são catalogadas como “boas” e “más”, “melhores” e “piores”, em função do lugar relativo que ocupam no ranking.

À surpresa dos primeiros anos destas práticas, sucede a rotina da sua continuidade, a inutilidade da exibição, tão preconceituosa como falsa, das vantagens do ensino privado sobre o público, mas também a determinação acrescida daqueles que combatem soluções neoliberais para a Educação e apostam na defesa da Escola Pública como garante da democratização da educação que o futuro do nosso país exige.

A sociedade portuguesa pode contar com a Fenprof para a melhoria da qualidade da educação em Portugal.

Não desta maneira!


Foto: http://www.edxeducation.com/