CI — Um ano perdido e cheio de experimentalismos (30/jun)
30 de junho de 2026
O ano letivo que termina foi mais um ano perdido e de experimentalismos no Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). Esta foi a tónica da conferência de imprensa realizada pela Fenprof, em Viseu, na qual a Federação fez o balanço do ano letivo de 2025/2026 que confirmou o agravamento da falta de professores nas escolas públicas portuguesas, com implicações, também, no ensino privado.
Este foi mais um ano perdido na resolução do problema da falta de professores; na urgente valorização do Estatuto da Carreira Docente (ECD); um ano de experimentalismo na reorganização do MECI; na implementação da Reforma do Estado no que respeita à administração educativa; no novo paradigma da avaliação externa dos alunos, mais digital e mais redutora. E foi ainda um ano em que os educadores e os professores voltaram à rua, em força, porque os problemas não estão a ser resolvidos e foram criados novos problemas. Acabou o estado de graça de Fernando Alexandre. Apesar de sucessivas medidas extraordinárias, pontuais, anunciadas pelo MECI, a dimensão do problema da falta de professores aumentou e alargou-se progressivamente a todo o território nacional. Dois anos após o início de funções do atual governo, o MECI continua sem divulgar quantos alunos ficaram sem aulas por inexistência de professor colocado. A ausência deste indicador impede uma avaliação rigorosa do impacto da escassez de docentes no funcionamento das escolas e no direito dos alunos à Educação.
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26 de junho de 2026
CI — Fenprof faz o balanço do ano letivo (30/jun)
A Fenprof realiza uma conferência de imprensa (30/jun, 10h), na Escola Secundária Alves Martins (Viseu), para apresentar o balanço do ano letivo e denunciar os principais problemas que continuam sem resposta por parte do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI).
Nesta iniciativa serão abordadas as diversas dimensões que marcaram o ano letivo — profissional, reivindicativa e negocial — com destaque para:
- o prolongado bloqueio do processo negocial em matérias estruturantes para a profissão docente;
- o agravamento dos défices de recursos humanos nas escolas, com particular incidência na falta de professores;
- o processo de desmantelamento do MECI e as suas consequências para o funcionamento do sistema educativo;
- o agravamento das condições de trabalho dos profissionais da educação;
- os desafios e prioridades para o próximo ano letivo.



