A Fenprof no encontro dos trabalhadores das IPSS (15/jan)
15 de janeiro de 2026
O II Encontro de Trabalhadores das IPSS afirmou-se como um momento fundamental de reflexão, debate e afirmação coletiva, onde estiveram em destaque as condições de trabalho, a valorização profissional e o futuro da profissão neste setor. Tornou-se evidente a urgência de dar resposta a problemas persistentes, como os baixos salários, a inexistência de carreiras estruturadas, a sobrecarga de horários e a precariedade laboral, realidades que comprometem diretamente a qualidade do trabalho desenvolvido pelos profissionais destas instituições.
Pedro Nunes, coordenador da Fenprof para o Ensino Particular e Cooperativo e para o setor social, na sua intervenção, sublinhou a necessidade de uma negociação séria e efetiva do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT), que reconheça o papel central dos docentes nas IPSS. Na proposta apresentada, a Federação reivindica, entre outros aspetos, a criação de uma carreira docente digna, a valorização remuneratória com progressões regulares, a clarificação dos horários de trabalho, a estabilidade de emprego e a consagração de direitos profissionais equivalentes aos dos restantes docentes do sistema educativo. Exige, ainda, a eliminação de uma norma que continua a discriminar negativamente, de forma inaceitável e sem qualquer justificação, os educadores de infância que exercem funções em creche, relativamente a outros educadores com igual formação e idêntico conteúdo funcional.
12 de janeiro de 2026
II Encontro Nacional dos Trabalhadores das IPSS (15/jan)
No dia 15 de janeiro, decorrerá em Coimbra o II Encontro Nacional dos Trabalhadores das IPSS, no qual a Fenprof participará enquanto organização representante dos docentes deste setor e membro da Comissão Negociadora Sindical do CCT correspondente. Esta iniciativa, que terá lugar no Instituto Português do Desporto e Juventude, tem como objetivo debater e refletir sobre a situação atual dos trabalhadores das IPSS, nomeadamente as questões relacionadas com os direitos e condições de trabalho, salários e carreiras, negociação coletiva, combate à precariedade, doenças profissionais e profissões de desgaste rápido, e saúde e bem-estar laboral.
A abertura dos trabalhos terá início às 10h30, com uma intervenção da coordenadora do CESP para este setor, Ana Rodrigues, seguindo-se, antes do período de almoço, uma sessão com intervenções dos diversos sindicatos que integram a mesa negocial. Às 14 horas, Ana Pires, responsável pelo departamento de ação reivindicativa e contratação coletiva da CGTP-IN, fará uma intervenção, seguida da continuação dos trabalhos com intervenções de delegados e trabalhadores deste setor. O encerramento dos trabalhos, previsto para as 17 horas, ficará a cargo da presidente do CESP, Filipa Costa.


