Fenprof no encontro de trabalhadores das IPSS (24/set)
30 de setembro de 2026
No dia 24 de setembro, em Braga, decorreu o III Encontro Nacional dos Trabalhadores das IPSS com a participação de vários trabalhadores, dirigentes e delegados sindicais de todo o país. Foi um momento de discussão e partilha da realidade vivida em muitas IPSS, cujos diversos problemas enfrentados pelos profissionais ainda continuam sem resposta por parte da CNIS — parceiro da negociação coletiva e representante das direções das instituições —, bem como do governo, responsável pelo financiamento de todo o setor social e que peca, ano após ano, na fiscalização e imposição de regras que se traduzam em resultados positivos na mesa negocial. Foi definido o calendário de luta!
Da resolução aprovada
Na sequência do debate, os presentes foram unânimes na aprovação de uma resolução que exige a valorização imediata das carreiras e salários, num setor fundamental para o cuidado e dignidade das populações mais vulneráveis. Assim, os trabalhadores exigem:
- aumentos salariais em 15%, num valor nunca inferior a 150€;
- salário de entrada no setor fixado em 1100€;
- reposição do leque salarial existente em 2015;
- 35 horas de trabalho semanal para todos, sem perda de retribuição;
- horários regulados que permitam a conciliação da vida pessoal e familiar com a vida profissional.
Exigências da Fenprof
A Fenprof e os docentes das IPSS exigiram o fim da discriminação dos educadores de infância a exercer funções em creches, que estão impedidos de chegar ao topo da carreira sem qualquer fundamento válido; a reorganização do horário dos educadores de infância com a atribuição de uma componente letiva de 25 horas, como já acontece no ensino privado e no ensino público; diminuição da duração das carreiras; e aumentos salariais justos e dignos, que contribuam para uma carreira atrativa para os profissionais mais jovens e que permitam igualmente reter docentes com mais experiência, evitando o êxodo frequente para o ensino público que tem ocorrido nos últimos anos.
Calendário de luta
Além do caderno reivindicativo incluído na moção aprovada, os trabalhadores presentes neste Encontro definiram também o calendário de luta para os próximos meses:
- 15/out — Lançamento da Campanha Nacional dos Trabalhadores das IPSS, com uma concentração às 10h00 junto ao Centro Social de São Martinho de Aldoar, no Porto;
- 17/out — Participação na Manifestação Nacional da CGTP-IN (Lisboa, Porto e Coimbra);
- out/nov — Realização de iniciativas semanais em contacto com a população em todo o país;
- 07/nov — Marcha Nacional dos Trabalhadores das IPSS, com concentração na Estação de São Bento, no Porto.
Desfile do Dia Mundial do Professor (5/out)
O SPN apela a todos aos docentes das IPSS para a participação no grande desfile nacional que terá lugar no dia 5 de outubro, em Lisboa, assinalando o Dia Mundial dos Professores. Esta será uma iniciativa de convergência e afirmação da classe, que visa a valorização da profissão docente e a defesa da Escola Pública. A dignificação e valorização profissional no setor social não pode continuar a ser adiada.
Pedro Nunes (Fenprof)
17 de setembro de 2026
III Encontro de trabalhadores das IPSS (Braga, 24/set)
No dia 24 de setembro (10h30), realiza-se, no Centro de Juventude de Braga, o III Encontro Nacional dos Trabalhadores das IPSS, que será um espaço de debate, participação e construção coletiva das reivindicações dos trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), num momento em que importa continuar a lutar pela valorização do trabalho e pela melhoria das condições laborais no setor. O SPN apela à participação dos seus associados, e em particular dos delegados sindicais, neste importante momento de discussão e mobilização.
— INSCRIÇÕES —
A participação dos trabalhadores é fundamental. É a partir dos problemas sentidos nos locais de trabalho, das experiências de cada instituição e das reivindicações de quem todos os dias assegura o funcionamento das IPSS que se constroem as propostas e se reforça a intervenção sindical. As conclusões do Encontro contribuirão, por certo, para definir as prioridades e reivindicações a levar à negociação com a CNIS, dando voz aos trabalhadores e reforçando a sua capacidade de intervenção na defesa dos seus direitos.

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