Intervenção Precoce — AR recomenda criação de grupo de recrutamento

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14 de março de 2020

Intervenção Precoce — AR recomenda criação de grupo de recrutamento

Assembleia da República recomenda ao governo criação de grupo de recrutamento, apenas com o voto contra do PS. É uma questão de (des)respeito pelas crianças e suas famílias

A Fenprof defende há muito a criação de um grupo de recrutamento específico para a área da Intervenção Precoce (IP).

Em abril de 2019 apresentou na Assembleia da República, em parceria com a APEI, APD, CGTP-IN e CNOD, mais de 4 mil assinaturas a exigir a criação do grupo de recrutamento da Intervenção Precoce.

Em maio de 2019 uma delegação integrando elementos de diversas das estruturas proponentes esteve presente na Comissão de Educação e Ciência para defender e fundamentar os termos da Petição apresentada. Nessa altura, todos os grupos parlamentares que se pronunciaram (PSD, BE, PCP, CDS) manifestaram concordância com a iniciativa, reconhecendo importância à atividade dos docentes que trabalham na intervenção precoce e, por essa razão, com a criação deste novo grupo de recrutamento específico para IP. O PS alegou não ter ainda a avaliação que considerava necessária para se pronunciar sobre a eventual criação deste grupo.

No dia 11 de março de 2020, a Fenprof voltou à Assembleia da República, desta vez para assistir à discussão de 3 projetos de resolução (BEPCP e PAN), apresentados na sequência da Petição, recomendando a criação do grupo de recrutamento de Intervenção Precoce.

13 de março, os projetos de resolução são aprovados, com todos os partidos com expressão parlamentar a votar favoravelmente o PS a votar contra.

Depois da aprovação dos 3 projetos de resolução, a Fenprof exige que o Ministério da Educação respeite as recomendações e que, finalmente, crie o grupo de recrutamento da IP.


04 de abril de 2019

Fenprof entrega Petição em defesa da criação do grupo de recrutamento de Intervenção Precoce

A Fenprof e a CNOD entregaram, no dia 4 de abril, a petição em que é reclamada a criação do grupo de recrutamento de Intervenção Precoce e que foi promovida em parceria com a APEI – Associação de Profissionais de Educação de Infância, APD – Associação Portuguesa de Deficientes, CGTP-IN e CNOD – Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes. 

No texto da Petição, que reuniu 4065 assinaturas, é lembrado que a Intervenção Precoce é uma ação preventiva e reabilitativa no âmbito da Educação, Saúde e Ação Social e que quem trabalha na Intervenção Precoce (IP) dá apoio a crianças dos 0 aos 6 anos de idade e às respetivas famílias, muitas vezes nos próprios domicílios. Naturalmente que para trabalho tão específico é fundamental uma formação especializada nesta área. 

Atualmente, muitos docentes que trabalham na Intervenção Precoce,por não haver um grupo de recrutamento, não têm qualquer especialização ou formação adequada, sendo convidados para a atividade ou, à falta de alternativa, esta poderá ser atribuída a qualquer docente do grupo 910 (Educação Especial), ainda que a sua especialização não seja neste domínio. A criação deste grupo de recrutamento foi sempre rejeitada pelo Ministério da Educação, desconhecendo-se o motivo dessa posição, até porque a medida reclamada não acarreta qualquer despesa acrescida ao erário público.

Em final de Legislatura, esta Petição permitirá à Assembleia da República aprovar a criação deste grupo de recrutamento que é extremamente importante, como se afirma antes, para as crianças e as suas famílias.


27 de março de 2019

Petição pela Criação do Grupo de Recrutamento de Intervenção Precoce

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A Intervenção Precoce é uma ação preventiva e reabilitativa no âmbito da Educação, Saúde e Ação Social. Quem trabalha na Intervenção Precoce (IP) dá apoio a crianças dos 0 aos 6 anos de idade e às respetivas famílias. Para um trabalho tão específico é fundamental uma formação especializada nesta área.

Atualmente, os docentes que dão apoio a estas crianças e às suas famílias podem não ter qualquer especialização ou formação adequada e podem ser de qualquer nível de ensino. As colocações destes docentes, nalgumas zonas/regiões do país, são feitas através de convites ou na sequência de colocação num dos grupos de recrutamento da Educação Especial (grupo 910). Em relação aos convites, qualquer docente do quadro pode, por sua conveniência, disponibilizar-se para trabalhar na IP. Em relação às colocações no grupo de recrutamento 910 (onde se integra também a IP, mas os docentes são especializados na área cognitivo-motora), muitos docentes desconhecem que poderão ser colocados a trabalhar com crianças tão novas e, muitas vezes, nos seus domicílios.

Por estas razões, há muito que se defende a criação de um grupo de recrutamento específico para a IP, que respeite as crianças e famílias apoiadas e também o trabalho dos docentes. A criação deste grupo não impõe despesas acrescidas, porque os docentes colocados (do quadro ou contratados) são de outros grupos de recrutamento e já se encontram a exercer atividade.

Face ao que antes se afirma, os peticionários defendem a criação de um grupo de recrutamento específico para a Intervenção Precoce, cujas regras de acesso e colocação sejam as aplicáveis aos grupos de recrutamento já existentes. Qualquer cidadão pode assinar (docentes, não docentes, familiares, amigos,...).

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Imagem de entrada: Association des Parents d’Élèves

Anexos

BE (Projeto 105-XIV) PCP (Projeto 173-XIV) PAN (Projeto 207-XIV) Peticao - intervenção precoce