Questionário sobre E@D (até 11/mai) — Resultados preliminares

Partilha

7 de maio de 2020

Questionário sobre E@D — Resultados preliminares

Mais de 4 mil educadores e professores já responderam ao questionário lançado pela Fenprof e acusam Ministério da Educação de falta de apoio

Relativamente ao designado ensino a distância, a Fenprof lançou, há uma semana, um questionário destinado a conhecer a opinião dos docentes, bem como as principais dificuldades com que se confrontam e eventuais propostas de superação.

A recolha dos questionários decorre até 11 de maio, mas a participação dos professores está a ser muito expressiva, encaminhando-se, já, para as 4.000 respostas. Sem prejuízo da divulgação posterior dos resultados definitivos, há, contudo, linhas gerais que já se percebem, tendo em conta a opção dos professores nas suas respostas. Assim, estes:

  • Consideram que o E@D agrava as desigualdades (94% manifestam essa opinião), com 93% a considerarem necessário, na organização do próximo ano letivo, ter em conta os défices deste ano;
  • Aquele agravamento, que põe em causa a natureza da própria Escola Pública, também resulta do facto de a quase 56% dos professores não ter sido possível, até agora, contactar com todos os alunos/crianças, totalmente ou no âmbito das atividades síncronas;
  • Os professores também manifestam grande preocupação em relação aos alunos/crianças com necessidades educativas especiais. Cerca de 60% dos docentes consideram que o apoio que está a ser prestado fica aquém do adequado, o que decorre da impossibilidade de trabalhar diretamente com os alunos/as crianças. Confirma-se, assim, a necessidade de ser preparada uma resposta de apoio reforçado a estes alunos logo que eles regressem às escolas, alguns ainda este ano e a maioria no início do próximo ano letivo;
  • Sobre o recurso à televisão, 54% consideram que, na atual situação, este é um recurso positivo, identificando, contudo, insuficiências e dificuldades que resultam de desajustamento entre os conteúdos apresentados e as aprendizagens já realizadas ou por realizar, problema que é agravado pelo facto de os conteúdos das aulas apresentadas não serem do conhecimento dos professores com o tempo necessário para uma adequada preparação da atividade com os alunos;

Duas últimas notas relativamente à perceção dos docentes sobre o grau de exigência do E@D comparando com o presencial, bem como o apoio que têm sentido na sua atividade:

  • Quanto ao grau de exigência, 66% dos professores considerou o E@D mais exigente e só 20% considerou menos exigente; os restantes professores dizem ser um grau de exigência semelhante ao que já tinham;
  • Relativamente ao apoio que têm sentido, os professores afirmam ser o Ministério da Educação quem lhes dá menos apoio. Só 19% refere sentir apoio do ME, contrastando com os 65% que dizem ser apoiados pelas escolas e 57% pelos pais e encarregados de educação.

22 de abril de 2020

Teletrabalho e ensino a distância

Fenprof lança questionário sobre as condições de exercício da profissão

>> CLIQUE AQUI PARA ACEDER <<

Para melhor acompanhar os docentes nesta nova situação e conhecer as dificuldades por que estão a passar, bem como a avaliação que fazem, designadamente, do apoio que têm tido, a Fenprof divulga um QUESTIONÁRIO, com o qual pretende fazer um levantamento da opinião e da situação dos docentes em relação a esta nova realidade. A divulgação dos resultados acontecerá no início de maio.


 


Este ano letivo é completamente atípico e estranho, pois com a pandemia que afeta o mundo, o nosso país foi obrigado a dar respostas excecionais para este tempo invulgar.

O encerramento de escolas era uma inevitabilidade, indispensável para travar o contágio e evitar que o número de mortes atingisse valores ainda mais trágicos, como em outros países, sendo essa a razão por que a Fenprof, depois de participar, em 7 de abril, na reunião, promovida por Presidência da República, Assembleia da República e Governo, com epidemiologistas e especialistas de saúde pública, apresentou ao Ministério da Educação, em 8 de abril, propostas que, de uma forma geral, convergem com as medidas que foram anunciadas no dia 9 e integram o DL n.º 14-G/2020, de 13 de abril.

É claro que o encerramento de escolas colocou os docentes perante novas exigências, obrigando-os a desenvolver competências até agora menos necessárias e a fazer um grande esforço para garantir que todos os alunos continuem a contar com um apoio e acompanhamento que, bem sabemos, não será possível garantir com a mesma adequação. Não é igual trabalhar-se com os alunos a distância ou com todos presentes em salas de aula, fisicamente identificadas como tal.

É natural que, perante uma situação inédita, como esta, muito do que está a ser feito necessitará de ser ajustado ou mesmo alterado. A Fenprof, neste tempo estranho, continuará a intervir junto do Ministério da Educação (como já fez em relação à avaliação do desempenho, formação contínua, observação de aulas e progressão nas carreiras, para garantir que não haverá penalizações), apresentando propostas para melhorar as condições de trabalho dos professores.

Nesse sentido, a Federação, com recurso ao correio eletrónico e aos sites dos sindicatos e da Fenprof, bem como às redes sociais, disponibiliza um questionário no qual é solicitado aos docentes que respondam e façam chegar as suas opiniões, preocupações e sugestões sobre o trabalho desenvolvido a distância, as quais constituirão a base das posições e propostas que a Fenprof apresentará ao Ministério da Educação.

No questionário enviado aos docentes, a Fenprof entendeu dever referir, ainda, que, embora o ME tenha celebrado um protocolo com a empresa Thumb Media, parceira em Portugal da YouTube, incentivando os professores a gravarem as suas aulas, pondo-as a circular naquela rede, não só manifesta sérias reservas em relação a esse tipo de procedimento, pelas mais variadas razões, que vão dos direitos de imagem à apropriação indevida de trabalho intelectual, como quanto à eventual utilização abusiva das gravações, no todo ou em parte, que, como já se conhece, introduzem um novo fator perturbador.

Anexos

Professores em trabalho a distância (tablet)