Investimento na Secundária Artística Soares dos Reis não contempla professores

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Na próxima segunda-feira, 15 de Setembro, vão ser inauguradas as novas instalações da Escola Secundária Artística Soares dos Reis, no Porto. A "nova" escola passará a dispor de instalações e equipamentos ao nível das melhores das suas congéneres europeias. É um investimento significativo, sem dúvida, mas "esqueceu" os professores.

Criada oficialmente em Janeiro de 1884, como Escola de Desenho Industrial de Faria de Guimarães, do Bonfim, em 1948, com a publicação do Estatuto do Ensino Técnico Profissional, passou a designar-se Escola de Artes Decorativas de Soares dos Reis, ministrando cursos especializados de índole artística. Em Outubro de 1986, a publicação da Lei de Bases do Sistema Educativo possibilitou a criação de estabelecimentos especializados, dando início ao processo que conduziria à aprovação do Estatuto de Escola Especializada de Ensino Artístico e à elaboração de programas, projecto pedagógico, equipamentos e organização de espaços que visavam a transformação da frequência para Cursos Complementares de nível secundário.

Como Escola Especializada de Ensino Artístico, a Soares dos Reis está vocacionada para o ensino e a prática das artes visuais, oferecendo, para além de um curso geral de artes visuais, cursos de características técnico-artísticas. Estes cursos, dirigidos para o nível de estudos secundários, são orientados por uma equipa de professores com formação e preparação pedagógica específica na área das artes e por docentes de Técnicas Especiais nas diversas áreas tecnológicas, constituindo um valioso património para a qualidade de ensino da Soares dos Reis, sem os quais não teria sido possível a esta Escola manter um ensino de qualidade na vertente teórico-prática e de ligação com o mundo artístico e profissional. Sem estes professores de Técnicas Especiais, também não seria possível dar resposta às necessidades de formação dos alunos, possibilitando-lhes a inserção no mundo do trabalho.

Foram precisamente estes professores de Técnicas Especiais os "esquecidos" pelo Ministério da Educação. Com efeito, na sua maioria, continuam a viver uma situação de grande instabilidade profissional, não lhes sendo dada a possibilidade de uma carreira profissional, para além do facto de terem visto reduzidos de forma substancial os seus vencimentos. Há casos em que a redução no vencimento foi, desde o ano lectivo de 2007/2008, de cerca de 50%. Um dos professores nesta situação conta neste momento com 18 anos de serviço prestado nesta escola.

 

12.Setembro.2008

A Direcção do SPN