Valença - Cordão humano contra violência escolar

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22 de outubro de 2019

Comunidade escolar mobiliza-se para combater a violência escolar

Mais de uma centena de professores, assistentes operacionais, pais e encarregados de educação manifestaram-se no dia 22 de outubro contra a violência escolar.

A Fenprof condena todo e qualquer ato de violência dentro do espaço escolar, considera que as instâncias judiciais adequadas deverão julgar e decidir em conformidade com os atos praticados, regista a dualidade de atuação do Ministério da Educação e alerta para os riscos da falta de professores qualificados.

No caso da agressão por parte do professor, "a Fenprof não pode deixar de registar a reação célere do Ministério da Educação a esta situação e a total inoperância em muitos outros casos, em que as vítimas de agressão são professores ou auxiliares de ação educativa. Ainda hoje teve lugar em Valença um cordão humano de solidariedade com os dois professores e a funcionária agredidos na semana passada, sem que os responsáveis do ME tenham vindo a público condenar esse como outros atos de agressão igualmente inaceitáveis." (extrato do comunicado de imprensa da Fenprof, emitido no dia 22 de outubro)

 

Fotografias recolhidas do google.com

O que disse a comunicação social

SIC Notícias – Cordão humano contra a violência escolar em Valença
Altominho.tv – Comunidade escolar de Valença organiza cordão humano contra a violência
CMTV – Tensão à porta de escola em Valença após agressões a professores e auxiliares
Rádio Vale do Minho – Valença: tensão à porta da escola: cordão humano termina em troca acesa de palavras
Diário do Minho – Tensão no “cordão humano” em Valença contra agressões a profissionais de educação
Rádio Alto Minho – Cordão humano à porta de escola de Valença protesta contra violência
Minho Vale Mais – Cordão humano de repúdio face à agressão ocorrida em Escola de Valença
Porto Canal – Pai agride professores e funcionários e leva centenas de pessoas a protestarem contra violência em Valença
Jornal de Notícias – Duas manifestações opostas contra violência em escola de Valença
RTP – Cordão humano em Valença contra agressões a profissionais de educação
Público – Mais de 100 pessoas formam cordão humano contra violência em escola de Valença
Observador – Mais de 100 pessoas formam cordão humano contra violência em escola de Valença
CMTV – Escola de Valença organiza cordão humano após agressão a professores e auxiliares
Rádio Vale do Minho – P. Coura: professores formaram cordão humano em solidariedade com colegas de Valença


18 de outubro de 2019

Não é admissível, nem tolerável, a violência no espaço escolar 

Dia 22 de outubro, às 10 horas, a comunidade escolar realizará um cordão humano de repúdio pela situação

Face à agressão ocorrida na EB23/S de Valença, a Direção do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) manifesta inteira solidariedade aos professores agredidos, assim como às assistentes operacionais, considera intolerável a violência de que os profissionais da educação são alvo no exercício da sua atividade profissional e reafirma que urge tomar medidas que ponham cobro a estas ocorrências e garantam a imprescindível segurança no espaço escolar.

Mais um caso de violência no espaço escolar. Ocorreu no dia 17 de outubro, na Escola EB23/S de Valença (Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho), onde dois professores e duas assistentes operacionais foram agredidos pelo pai de uma aluna, no exterior do estabelecimento de ensino, e tiveram de receber tratamento no Centro de Saúde de Valença. Os agredidos apresentaram queixa no posto da GNR local.

Entretanto, como forma de manifestar o repúdio pela situação criada, a comunidade escolar decidiu realizar um cordão humano, a ter lugar no dia 22 de outubro (terça-feira), pelas 10 horas, ao qual o SPN se associará.

Lamentavelmente, a violência continua a marcar o dia-a-dia de muitas escolas e o quotidiano profissional de muitos docentes e assistentes. Neste, como em outros, a Direção do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) reafirma que nada justifica ou desculpabiliza a agressão a um professor ou assistente operacional de uma escola. Este é um crime público, perpetrado num espaço onde devem prevalecer relações de respeito mútuo, de civilidade, de hospitalidade.

Não é suposto, nem admissível, que quem trabalha numa escola esteja sujeito a agressões no exercício da sua profissão, atos condenáveis a todos os níveis, designadamente pelo que representam de desvalorização e perda de autoridade dos profissionais da educação perante a sociedade. Assim, o SPN repudia mais esta agressão, considerando intolerável a violência no espaço escolar e exige medidas que ponham cobro a estas situações e garantam a imprescindível segurança dos docentes no exercício da sua atividade profissional.