O caminho da poupança

07 de abril de 2026

Os défices de literacia financeira, empreendedorismo e numeracia dos portugueses atormentam o nosso ministro da Educação. Contudo, Fernando Alexandre, com o saber da escola de economia e gestão, não esmorece no empreendimento e combate, com denodo, tão nefasto mal. Desde os fins de maio de 1926 que de Braga não saía cruzada assim.

Primeiro foi a iliteracia financeira dos mais pobres, ora sanada, por certo, com as novas aprendizagens essenciais do quarto ano, onde a criançada adquirirá, com o cálculo das taxas de juro, ensinamentos preciosos para o novel desiderato da poupança. Agora, são os seis mil milhões de euros gastos pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), a maior parte em salários. O número de funcionários da Escola Pública é cinco vezes o do Pingo Doce, afirmou o ministro na Assembleia da República, informação já validada pelo Polígrafo. Como pode existir diferença assim entre a escola e a mercearia?

Poupança, já! Está no bom caminho o MECI: carreiras docentes embaratecidas, habilitações abaixadas, mais computadores e IA com fartura e, já agora, menos Saramago.

Francisco Gonçalves

07/abr  O caminho da poupança

31/mar — Docência não se improvisa

24/mar — As lições de literacia financeira e empreendedorismo

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03/mar  Educação sem docentes?

24/fev  O presente que leva o futuro a regressar ao passado

17/fev  O preço do desinvestimento

10/fev  A arte de procrastinar

03/fev — Desvalorização e o custo para uma geração

28/jan — A utilidade dos óculos de Penafiel

20/jan — Entre o discurso e o sumário

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