Um sinal
20 de maio de 2026
Foram milhares os educadores, professores e investigadores que, no passado sábado, desfilaram, em Lisboa, exigindo um Estatuto da Carreira Docente (ECD) valorizado e uma Escola Pública de qualidade. E afirmaram mais, cito a resolução: participar ativamente na Greve Geral do próximo dia 3 de junho, em unidade com os demais trabalhadores, contra o retrógrado pacote laboral que todos ameaça e em defesa da profissão docente, o que exige um ECD solidamente valorizado.
Há cerca de um mês, circulou, nas redes sociais, um vídeo onde Luís Montenegro afirmava: “Faz agora dois anos tínhamos os professores na rua”, “agora estão na escola a dar aulas”. Para evitar que o primeiro-ministro confunda desejo com análise, talvez fosse avisado ler o sinal enviado pelos docentes no sábado passado: não é a propaganda nem são as promessas vãs que resolvem os problemas, são medidas concretas.
A rua falou com força e vai voltar a fazê-lo a 3 de junho. O governo da AD não tem sequer maioria na Assembleia da República e esta, mesmo quando existe, é de circunstância. Que o digam Maria de Lurdes Rodrigues e João Costa.
Francisco Gonçalves

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