Requalificação igual a despedimento

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Caros colegas,

Está marcada para a próxima quinta-feira, 27 de Junho, uma Greve Geral de 24h que é um sinal necessário de resistência e indignação.

O ensino superior não é de todo uma ilha neste país cujo Governo, amparado pela troika, empobrece e espalha o medo, obriga milhares de portugueses a emigrar, desmantela e aliena serviços públicos, quer despedir milhares de funcionários públicos:

incluindo nós, investigadores e professores do Ensino Superior público; nós, os que somos convidados ou equiparados, nós, os de carreira; nós que somos doutorados e temos agregação; nós que trabalhamos em pequenas escolas do interior do país, nós que trabalhamos em grandes centros de investigação e nas instituições centrais.

Basta pensar na soma de cortes (nas dotações do OE ou da Acção Social), “requalificação”, 40 horas, despacho das vagas, diminuição de horas de contacto de disciplinas.

Aderir à Greve Geral é uma forma de mostrarmos ao Governo que não aceitamos a destruição do património de conhecimento e desenvolvimento que conseguimos construir, ao longo de décadas, no ensino superior e na ciência. É uma forma de mostrarmos que, perante o falhanço das suas políticas, perante a perda de soberania a que nos sujeitou, é tempo de ser demitido e de se devolver a voz aos portugueses.

Ao contrário do que nos dizem, temos tudo a ganhar fazendo greve no dia 27 de Junho. Só mudando de política, Portugal tem futuro.

Apelamos a todos os Colegas que no próximo dia 27 de Junho participem em piquetes de esclarecimento sobre a greve ou em outras iniciativas que venham a ter lugar nas vossas instituições organizadas conjuntamente pela FENPROF e pelo SNESup, bem como nas manifestações convocadas para todas as capitais de distrito e outras cidades.

Saudações académicas e sindicais,

O Departamento de Ensino Superior e Investigação da FENPROF

25.06.2013