Solidariedade com os docentes cubanos

21 de março de 2026

O Conselho Nacional (CN) da Fenprof (21/mar) aprovou uma declaração de apoio e solidariedade com todos os docentes, alunos e trabalhadores das instituições cubanas de educação, ensino e investigação, que atravessam um período de forte constrangimento, marcado por uma profunda crise económica e por défices energéticos que comprometem o regular funcionamento das atividades letivas, científicas e administrativas.

Em declaração aprovada pelo CN, a Fenprof expressa a “firme solidariedade para com todas as instituições cubanas, os educadores, os docentes, investigadores, estudantes e restantes trabalhadores dos diferentes níveis de ensino e educação, que enfrentam há muitos anos um conjunto de dificuldades particularmente gravosas”. Em Cuba, as instituições educativas “atravessam um período de forte constrangimento, marcado por uma profunda crise económica e por défices energéticos que comprometem o regular funcionamento das atividades letivas, científicas e administrativas”. Pode-se ler, ainda, que “a recorrência de apagões tem obrigado à suspensão de aulas e à reorganização dos calendários escolares, afetando de forma direta o direito à educação e à produção de conhecimento”. E a estas limitações acrescem “a escassez de materiais essenciais, as dificuldades na manutenção de infraestruturas, os constrangimentos ao acesso a tecnologias e a persistência de falhas de conectividade, de energia elétrica e os cortes de água, fatores que agravam as condições de trabalho e de aprendizagem”, a que se junta o “impacto severo das condições económicas sobre o corpo docente”.

A Federação sublinha que estas dificuldades têm como causa profunda o bloqueio económico imposto pelos Estados Unidos, o qual constitui o principal obstáculo ao desenvolvimento do país e ao normal funcionamento das suas instituições. E reitera, por isso, “a sua condenação deste bloqueio, que considera injusto e penalizador para o povo cubano, tal como a decisão de ter sido considerado um Estado patrocinador do terrorismo”. Não obstante este contexto adverso, a Fenprof reconhece “o papel central do sistema educativo cubano enquanto pilar social e exemplo de compromisso com uma educação pública, gratuita e de qualidade, bem como a sua relevante contribuição nas áreas científica e académica, que partilha solidariamente com o resto do mundo”.

Na declaração de apoio e de solidariedade, pode-se ler que, face à situação atual, a Fenprof:

  • reafirma a sua solidariedade com a comunidade educativa cubana;
  • exige o fim do bloqueio económico e de todas as formas de ingerência externa;
  • defende a retirada de Cuba da lista de estados patrocinadores do terrorismo;
  • apoia iniciativas de cooperação e ajuda solidária;
  • valoriza a resistência e o compromisso do povo cubano com a educação e o conhecimento.

Anexos

Solidariedade com Cuba (CN, 21.03.2026)