Trinta propostas para lutar contra o sexismo e violência sexuais na escola.

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Sindicato dos Professores do Norte / FENPROF

Trinta propostas para lutar contra o sexismo e violência sexuais na escola.

 

PARIS, 8 de Outubro (AFP) ? O Ministro da Educação Nacional, Jack Lang, deve apresentar Terça-feira e aprovar as conclusões e propostas de um relatório sobre a prevenção e o tratamento do sexismo e das violências sexuais que lhe entregou Nicole Belloubet-Frier, reitora da Academia de Toulouse.

Encomendado pelo Ministro na passada primavera, este relatório foi publicado Segunda-feira pelo Ministério da Educação Nacional. Após um estudo da situação real, este relatório formula trinta propostas para lutar, simultaneamente, contra a imagem discriminatória transmitida pela sociedade e pela escola, contra as desigualdades de tratamento e contra as violências sexuais.

Assim, a reitora propõe que "a noção de respeito e de igualdade" esteja no centro de toda a actividade educativa. Pede uma revisão dos programas, desde a primária, a fim de erradicar todo o sexismo. Preconiza igualmente uma revisão dos programas de educação sexual no secundário, para que sejam mais "educativos" e menos "puramente biológicos". Propõe também que os regulamentos internos dos estabelecimentos de ensino tenham em conta as noções de igualdade e de respeito. Pede ainda que a paridade seja respeitada nas eleições dos delegados dos alunos.

A Sr.ª Belloubet-Frier insiste igualmente no desenvolvimento de módulos de formação para todos os futuros professores sobre o respeito da igualdade entre rapazes e raparigas, com especial relevo para a "neutralidade" a adoptar nos processos de orientação das alunas, para evitar recusa na escolha de profissões com futuro, mas com conotações supostamente masculinas.

No que diz respeito às violências sexuais que poderiam afectar as raparigas na escola, preconiza medidas de prevenção, tais como a indicação de todos os sinais reveladores de violência e mesmo a confirmação de "situações de dúvida".

Finalmente, e para além da obrigação de assinalar actos violentos às autoridades administrativas e judiciais, propõe que, em caso de acontecimentos graves, convidados exteriores (pessoal judicial, médicos ou psicólogos) possam expor a situação e suas consequências.