Resultados da consulta revelam que os educadores e professores estão com os seus Sindicatos

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5 de juho de 2018

Em apenas 4 dias, responderam ao questionário 50.738 professores

Docentes ratificam e apoiam a estratégia dos seus sindicatos

Em conferência de imprensa, realizada hoje, as organizações sindicais apresentaram as conclusões da consulta aos educadores e professores que provam que os professores estão na luta apoiando a estratégia dos seus sindicatos e as ações em curso. Assim, conclui-se, é ratificada a estratégia negocial e de luta das 10 organizações sindicais.

Sobre a negociação

  • Os educadores e professores consideram que nenhuma negociação pode retirar o tempo de serviço a recuperar e consagrado em lei (9 anos 4 meses e dois dias) – 96,4% dos inquiridos não aceitam ser privados de um quarto da sua vida profissional.
  • 93,8% reafirmaram a disponibilidade para negociar a recuperação através do faseamento da recuperação do seu tempo de serviço.
  • Para um número elevadíssimo de docentes (81,2%), o tempo de serviço a recuperar deve ter reflexo na aposentação.

Sobre a luta

  • 67,9% afirmaram que, face à existência de uma convocatória para retomar as negociações, a greve deveria ser suspensa;
  • os restantes, aproximadamente 1/3, defenderam que a greve se deveria manter até 13 de julho.

Porém, a convocatória da reunião de negociação surgiu já no terceiro dia da consulta – 90% dos educadores e professores já tinham respondido. Após o conhecimento do conteúdo da convocatória – em que o governo faz saber que não abre mão dos limites estabelecidos por si (2A, 9M, 18D) – começaram a chegar, de imediato, inúmeras mensagens às caixas de correio dos Sindicatos do tipo: “Mudei o meu ponto de vista e entendo que a greve deve ir até ao dia da reunião com o ME”.

Face às respostas manifestadas, as organizações sindicais entendem:

  • prolongar a greve até 11 de julho e, se da reunião nada resultar, prossegui-la até ao dia 13 de julho;
  • convidar os educadores e professores para, em protesto, estarem presentes no dia 11, em frente ao ME, a partir das 15.00 horas;
  • convocar, para o dia 13, concentrações de docentes em todas as capitais de distrito, onde será posta à discussão a forma de prosseguimento da luta logo a partir do início do próximo ano letivo.

Uma certeza ficou – os educadores e professores estão na disposição de voltar à luta logo no início do próximo ano letivo. É o que se conclui das respostas. Assim:

  • no dia 17 de setembro, será promovido um dia D em todas as escolas/agrupamentos do país para que, durante a manhã, prossiga o debate com tomadas de posição;
  • no dia 5 de Outubro, os professores estarão na rua numa Grande Manifestação;
  • nessa semana realizar-se-ão diversas ações que poderão incluir greve ou greves.
  • as organizações sindicais avançarão com uma ação contra o Estado português nos tribunais europeus.
Confira a conferência de imprensa

Cabe, agora, ao Ministério da Educação apresentar, finalmente, no dia 11, uma proposta que seja negociável.

Os sindicatos foram os últimos a apresentar propostas que viabilizariam a resolução do problema.

Está do lado do governo avançar com alternativas viáveis.

(ver notícia)

4 de julho de 2018

Organizações sindicais de professores promovem conferência de imprensa

Divulgação dos resultados da consulta, ação e luta imediatas e no início do próximo ano letivo

5 de julho  |  12 horas  |   Hotel Olissippo Marquês de Sá (Lisboa)

 

A luta dos professores continua fortíssima.

Há três semanas que ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE, SIPPEB, e SPLIU mantêm uma greve que inviabilizou a quase totalidade das reuniões de avaliação que se deveriam ter realizado. Esta enorme luta dos professores – só possível porque é forte a razão que os move e firme a determinação que colocam na concretização dos seus justos objetivos – prevaleceu sobre as pressões e ameaças a que têm sido sujeitos. As organizações sindicais de professores saúdam, por isso, os educadores e professores que são os protagonistas de uma luta que está muito viva.

Da parte do governo nada de novo:

  • mantém a sua aparente incompreensão face à justeza das reivindicações dos professores;
  • continua a desvalorizar o trabalho dos professores, a ponto de pretender apagar 1/4 da sua vida profissional;
  • tenta manipular a opinião pública a ponto de afirmar que – como fez o primeiro-ministro – ou se resolvem os problemas das populações ou se trata da carreira dos professores;
  • convoca reuniões, mas condiciona o seu conteúdo, como é o caso do ministro da Educação, ao convocar as organizações sindicais para dia 11 de julho;
  • continua a desrespeitar o compromisso que assumiu em novembro, a Lei do Orçamento do Estado e a Assembleia da República, que aprovou a Resolução n.º 1/2018, que recomenda ao governo a contagem de todo o tempo de serviço cumprido durante o congelamento.

As organizações sindicais de professores decidiram avançar com uma consulta aos professores, através da qual esperam reforçar as posições que têm assumido em sede negocial e saber quais as perspetivas para a continuação da luta e a sua disponibilidade para se manterem envolvidos. A consulta decorreu nos últimos 4 dias, online e nas escolas, sendo muitos milhares os que deram o seu contributo, decisivo para que os sindicatos definam a estratégia negocial e de luta para o futuro.

É, pois, com o objetivo de:

  1. divulgar os resultados da consulta;
  2. tornar pública a sua posição face à reunião convocada pelo ME para dia 11 de julho;
  3. anunciar as ações a desenvolver ainda no presente ano letivo;
  4. informar sobre as ações e lutas com que se iniciará o ano letivo 2018/2019;

que as organizações sindicais de professores que estão unidas em plataforma de convergência na ação promovem uma

Conferência de Imprensa  |  5 de julho  |  12 horas | no Hotel Olissippo Marquês de Sá - Lisboa

 As organizações sindicais de educadores e professores


29 de junho de 2018

A consulta aos professores

O secretário-geral da Fenprof esclareceu que os 9 Anos, 4 Meses e 2 Dias não estão a ser questionados pelos sindicatos.  O que se pretende é que os professores confirmem ao ME que não abdicam de nenhuma parte de todo o tempo de serviço que cumpriram.

Esta consulta é o processo normal de auscultação dos professores que, dados os constrangimentos temporais, terá que ser feita de uma forma um pouco diferente das habituaus consultas que os sindicatos fazem aos professores, uma vez que não há tempo para a realização de plenários em todas as escolas do país.


28 de junho de 2018

A consulta aos professores

As organizações sindicais irão consultar os professores, tanto em relação a alguns aspetos da negociação, como da luta, designadamente em relação à forma de a concretizar logo no início do ano letivo, caso o governo não apresente propostas ou, as que apresente, não correspondam aos justos anseios dos professores. A consulta será feita:

  • durante o fim de semana junto dos associados (via eletrónica)
  • segunda e terça-feira nas escolas.

Anexos

CONSULTA AOS PROFESSORES (.pdf) CONSULTA AOS PROFESSORES (.docx)