Ministro perdido no labirinto que ele próprio criou (25/set)
25 de novembro de 2026
A Fenprof reuniu, no dia 25 de setembro (14h30), no ISCTE (Lisboa), dirigentes, delegados e ativistas sindicais de todo o país, num Encontro Nacional de Quadros Sindicais que constituiu um importante momento de reflexão, debate e preparação da ação reivindicativa para o novo ano de trabalho e de luta. No final, houve uma deslocação e entrega na Presidência do Conselho de Ministros de uma moção — A Escola Pública exige respostas! Os professores também! — aprovada neste fórum sindical.
No encerramento do Encontro Nacional de dirigentes, delegados e ativistas sindicais que, reuniu no ISCTE, cerca de meio milhar de docentes, o secretário-geral da Fenprof Francisco Gonçalves afirmou que, "apesar de serem medalhas para nós, as acusações do ministro da Educação não podem ficar sem resposta". Fernando Alexandre "está perdido no labirinto que ele próprio criou" e tenta, mais uma vez, transferir as suas responsabilidades para terceiros. Não foi a Fenprof que desmantelou a Administração Educativa e tomou as opções políticas que geraram todos os problemas verificados na classificação dos exames nacionais do ensino secundário no final do ano letivo 2025/2026. A Federação “como é sua obrigação, foi a voz dos professores classificadores que desesperavam em frente ao computador".
As acusações do ministro da Educação acabaram por marcar o início dos trabalhos do Encontro, com o secretário-geral José Feliciano Costa a lamentar estas declarações, que só vêm confirmar a postura que Fernando Alexandre tem demonstrado no desempenho do cargo e na execução de um programa de governo neoliberal. E assinalou três eixos de ação deste governo, que parecem ter em vista a destruição da Escola Pública: i) o novo estatuto do Diretor, que é um atropelo à gestão democrática das escolas; ii) a anunciada revisão da Lei de Bases do Sistema Educativo, cujos primeiros sinais são muito preocupantes; iii) a revisão do regime de Educação Inclusiva, que representa um retrocesso de décadas.
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24 de setembro de 2026
Encontro de Quadros — É tempo de organizar e lutar! (25/set)
O Encontro a realizar no dia 25 de setembro (14h30), no ISCTE (Lisboa) de dirigentes, delegados e ativistas sindicais de todo o país, tem como objetivos: analisar, denunciar e preparar a resposta dos educadores e dos professores às políticas educativas de um governo que está a degradar os serviços públicos, a desvalorizar os trabalhadores e a pôr em causa direitos fundamentais. E realiza-se num contexto político em que se confirmam a continuidade e o aprofundamento de opções reformistas que fragilizam as funções sociais do Estado, a Fenprof reafirma que não aceitará que sejam os docentes a pagar o preço de políticas que não servem a Educação pública, nem quem nela trabalha. A ofensiva sobre direitos e serviços públicos, designadamente na Educação, na Saúde e na Segurança Social, exige organização, mobilização e luta.
Na Educação, o governo tem acumulado problemas sem apresentar as respostas estruturais que dele se exigem. Em vez de assumir responsabilidades pelas suas opções, o Fernando Alexandre tem procurado transferi-las para as escolas e para os docentes, numa atitude que a Federação rejeita frontalmente. Não são os docentes que devem responder pelos erros, atrasos, desorganização e insuficiências de um sistema que é responsabilidade do governo assegurar e gerir, surgidos ou agravados com o desmantelamento do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) operado pelo governo, com responsabilidades diretas de Montenegro e Alexandre. É particularmente grave esta tentativa de culpabilizar quem, diariamente, mantém as escolas a funcionar apesar das dificuldades, desvalorizando o trabalho dos profissionais e desviando a atenção das opções políticas que estão na origem de muitos dos problemas que afetam a Educação.
O Encontro será, por isso, também um espaço para definir prioridades e reforçar a capacidade de intervenção sindical, debatendo as matérias que continuam a exigir respostas: valorização da profissão docente, condições de trabalho, horários, carreira, concursos e recrutamento, falta de professores, gestão das escolas e defesa da Escola Pública. A ação reivindicativa dos docentes e investigadores será enquadrada na luta mais geral dos trabalhadores da Administração Pública e na defesa de melhores condições de vida e de trabalho. A Fenprof reafirma que os direitos não se defendem com discursos, nem se conquistam por decreto — defendem-se e conquistam-se com organização, participação e luta! Estará, ainda, em destaque a defesa da Constituição da República Portuguesa e da Lei de Bases do Sistema Educativo, enquanto referências fundamentais de uma Educação pública, democrática, inclusiva e promotora da igualdade.
Este Encontro constitui, assim, um primeiro momento de mobilização dos quadros sindicais no novo ano de trabalho e de luta. E, por isso, terminará com a deslocação e entrega de uma Moção a aprovar no final deste fórum sindical, na presidência do Conselho de Ministros. Será a partir da reflexão coletiva e da participação dos docentes que serão definidas prioridades de intervenção e preparadas as respostas sindicais aos problemas que persistem e às políticas que os agravam. A Federação não aceita que se tente desviar para os professores a responsabilidade pelos problemas da Educação. Não aceita a desvalorização da profissão. E não aceitará que, em nome de falsas inevitabilidades, se continuem a fragilizar a Escola Pública e os direitos de quem nela trabalha. Por isso, considera que é tempo de responder, tempo de organizar e lutar!
15 de setembro de 2026
Encontro de Quadros Sindicais (25/set)
A Fenprof vai realizar um Encontro de Quadros Sindicais, no dia 25 de setembro, pelas 14h30, no Auditório do ISCTE, em Lisboa. Sob o lema “A escola pública exige respostas. Os professores também”, dirigentes, delegados e ativistas sindicais irão debater temas da atualidade educativa, assim como analisar o processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente, exigindo valorização da profissão, já! Os transportes serão assegurados pelo SPN, pelo que os interessados devem contactar as respetivas delegações sindicais.
