ME deverá fazer mais e melhor!

Partilha

15 de setembro de 2020

ME deverá fazer mais e melhor!

Apesar da situação de contingência que o país vive, nas escolas parece que nem tudo se organiza tendo em conta essa situação de exceção. As preocupações têm chegado à Fenprof todos os dias e não apenas colocadas por professores, incluindo membros das direções das escolas, mas, também, por pais e encarregados de educação.

O ME não devia continuar a esconder os problemas, visitando escolas onde, excecionalmente, tudo parece correr bem. Deveria, isso sim, encarar os múltiplos problemas e resolvê-los. Deveria garantir as condições e colocar os recursos necessários para minimizar os riscos de contágio, aplicar os quadros legais em vigor, respeitar o trabalho de quantos, no período de férias, tudo fizeram para que as escolas pudessem abrir nas datas previstas, bem como os profissionais, os alunos e as suas famílias. 

(Confira alguns exemplos que têm chegado ao conhecimento da Fenprof)


14 de setembro de 2020

Problemas habituais, agravados pela pandemia e pela incapacidade do ME

A Fenprof apresentou esta manhã os resultados preliminares de um inquérito realizado junto das direções das escolas sobre as condições de abertura do ano letivo 2020/21. Fenprof exige correção e reforço de medidas para salvaguarda da comunidade escolar e suas famílias e para que escolas não tenham de encerrar de novo. 

(Ver resultados preliminares na e as declarações do Secretário-Geral da Fenprof)


9 de setembro de 2020

Especialistas confirmam preocupações da Fenprof

A reunião com especialistas que se realizou, no dia 7 de setembro, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, confirmou as preocupações dos professores a que a Fenprof tem vindo a dar expressão pública: as escolas ainda não reúnem as condições necessárias para abrirem em segurança e num clima de confiança. (Ver notícia)


7 de setembro de 2020

Fenprof concorda com o referencial para as escolas

Fenprof reitera necessidade de garantir ensino presencial, pelo que não desiste de exigir condições de segurança sanitária e proteção dos doentes de risco

A Fenprof reitera a sua concordância genérica com o referencial para as escolas nos casos em que surjam infeções por Covid-19 em escolas, em particular com o envolvimento da autoridade de saúde local, que deveria mesmo ser chamada a verificar as condições existentes em cada escola antes da abertura. A questão, porém, não pode ser apenas vista na perspetiva da existência de casos de Covid-19 nas escolas, é necessário prevenir e garantir que a possibilidade de aparecimento desses casos será minimizada, o que passa pelo reforço das medidas a montante.

Como tem reiterado, a Fenprof considera indispensável o regresso ao ensino presencial, acompanhando aqueles que consideram que seria catastrófico voltar ao ensino a distância. Mas para que não sejam dados passos atrás, não basta que as escolas abram e recebam os alunos, é necessário manterem-se abertas, o que impõe medidas exigentes de segurança sanitária, que o Ministério da Educação tem recusado tomar, tais como a garantia do distanciamento físico adequado e a indispensável constituição de pequenos grupos de alunos. Seria, igualmente, importante o rastreio prévio à Covid-19 e continua sem se conhecer como pretende o Ministério da Educação resolver os problemas dos milhares de docentes e trabalhadores não docentes que integram grupos de risco, qual o reforço de recursos para garantir a proteção dos alunos de risco recentemente estabelecida ou como será reforçado o número de trabalhadores não docentes das escolas, de forma a que seja dada a resposta necessária às exigências de limpeza, higienização e segurança em todo o espaço escolar.


4 de setembro de 2020

Orientações para a recuperação e consolidação das aprendizagens e para as práticas da educação física

Durante o mês de agosto, o Ministério da Educação publicou as Orientações para a recuperação e consolidação das aprendizagens ao longo do ano letivo 2020/2021 e. no ínicio de setembro, as Orientações para a realização em regime presencial das aulas práticas de Educação Física


1 de setembro de 2020

Presencial sim, mas com as condições necessárias!

A Fenprof alerta: o regresso ao ensino presencial é indispensável, mas não estão reunidas as condições necessárias de segurança

No dia em que milhares de educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário regressam às escolas e agrupamentos, a Fenprof promoveu uma Conferência de Imprensa, assinalando o início de um ano escolar extremamente exigente e complexo, não só na organização, como no funcionamento das escolas.

O Secretário-geral da Fenprof reafirmou que o regresso ao ensino presencial é indispensável, “seria trágico para os alunos se não voltássemos ao ensino presencial”, mas alertou que, neste momento, “não estão reunidas as condições necessárias para um regresso às escolas em segurança”, e apresentou as principais preocupações da Fenprof, como;

  • a necessidade de realização de um rastreio prévio à comunidade escolar;
  • a situação dos professores que se inserem em grupos de risco;
  • a dimensão dos grupos/turma;
  • a falta de professores para fazer face aos desafios pedagógicos da recuperação de aprendizagens, bem como o apoio a alunos com necessidades educativas especiais;
  • a escassez de assistentes operacionais nas escolas para assegurarem a higienização dos espaços e o funcionamento dos estabelecimentos em segurança.

Esta conferência de imprensa realizada na EB1 Solum Sul, em Coimbra, centrou-se nas condições de segurança sanitária previstas para a abertura e o funcionamento das escolas, mas também em aspetos de natureza pedagógica e nas respostas que, a esse nível, se exigem, implicando um reforço de recursos que começa a tardar.

A Fenprof reafirmou a sua concordância com a decisão e os fundamentos do indispensável regresso ao ensino presencial. Não obstante, para que este não venha a constituir uma realidade efémera e as escolas não tenham de encerrar novamente, é necessário que se adotem, como afirma a OMS, as mesmas medidas gerais de higiene e distanciamento que vigoram na comunidade, recomendação que não está a ser adotada pelo governo de Portugal.

Também a ONU se tem pronunciado sobre o regresso às aulas presenciais, considerando-o muito importante para o futuro de uma geração e o desenvolvimento dos países, e, por esse motivo, apelando aos estados que deem prioridade na distribuição de fundos, protegendo e aumentando os orçamentos para a educação nas contas públicas dos países.

Video da conferência de imprensa (EB1 Solum Sul, em Coimbra, 1/set)


30 de julho de 2020

Fenprof apresenta «Plano para a abertura segura do ano letivo 2020/2021 em regime presencial»

Face à previsível manutenção ou, mesmo agravamento da situação epidemiológica no próximo outono, à necessidade de retornar ao ensino presencial e à insuficiência e/ou inadequação das orientações do ME, bem como à não autorização de soluções que delas diferem, ainda que as escolas nelas se revejam, a Fenprof decidiu apresentar um Plano para a Abertura Segura do ano letivo 2020/2021 em regime presencial.

O ano letivo 2019/2020, pelas condições em que decorreu a partir de 16 de março, estendendo-se por todo o 3.º período, criou défices e impôs necessidades que deverão ter resposta no próximo ano letivo.

Défices educativos, que resultam de um regime de trabalho de emergência, não presencial, que apresenta limitações inultrapassáveis, se tivermos em conta todas as dimensões da escola; necessidades, não só de superação daqueles défices, como de garantir adequadas condições de segurança sanitária para que a escola não se transforme em espaço de transmissão da Covid-19, afetando profissionais, alunos e, por via destes, as famílias.

A Fenprof considera que tudo deverá ser feito para que, desde o início do ano letivo 2020/2021, seja garantido o regresso de toda a comunidade escolar ao regime presencial, o que significa não facilitar nas condições de segurança sanitária, fundamentais para que se gere um clima de confiança junto de docentes, trabalhadores não docentes, alunos e famílias.

Conferência de imprensa na EB23 D. Filipa de Lencastre, em Lisboa (30/jul)

As orientações para a organização do ano letivo 2020/2021, emitidas pela DGEstE, e as orientações conjuntas de DGEstE, DGE e DGS para o ano letivo 2020/2021 são insuficientes face às exigências antes referidas, como, aliás, se tem ouvido de representantes da comunidade educativa. Não por falta de propostas apresentadas ao ME, mas por falta de capacidade e/ou vontade política para manter linhas de diálogo e negociação efetivas, como, também, para investir em condições que garantam a indispensável segurança sanitária e para admitir que determinadas soluções de natureza pedagógica deverão ser decididas no quadro da autonomia das escolas, bem mais propalada do que respeitada.

Face à previsível manutenção ou, mesmo agravamento da situação epidemiológica no próximo outono, à necessidade de retornar ao ensino presencial e à insuficiência e/ou inadequação das orientações do ME, bem como à não autorização de soluções que delas diferem, ainda que as escolas nelas se revejam, a Fenprof decidiu apresentar um Plano para a Abertura Segura do ano letivo 2020/2021 em regime presencial.


Ver artigo:

Novos pedidos da Fenprof para reunir com a DGS e o ME

Anexos

Levantamento junto das direções de AE/ENA – resultados preliminares SNS e DGS - Referencial escolas 2020/21 – Orientações para a recuperação DGE | DGS – Orientações para a Educação Física Fenprof - Plano para a Abertura Segura do ano letivo 2020/2021