Dia Internacional da Mulher — Iniciativas

8 de março de 2020

Dia Internacional da Mulher 

Comemorar o Dia Internacional da Mulher é valorizar o caminho feito na promoção da igualdade de direitos entre mulheres e homens, mas é também chamar a atenção para o muito que falta fazer.

Se pensarmos que, em Portugal, só com o 25 de Abril, a igualdade entre mulheres e homens foi consagrada na lei portuguesa, que só a partir daí o direito ao voto foi estendido a todas as mulheres... que só então as mulheres puderem aceder à magistratura, ao serviço diplomático e a certas posições na administração local..., facilmente constatamos que foram muitos os avanços conseguidos nas últimos 46 anos.

Mas, da consagração da igualdade na lei à sua concretização na vida real vai uma grande distância e por isso, reconhecendo esses avanços, também é muito fácil constatar que as mulheres continuam a ser vítimas de desigualdades e discriminações — na vida familiar, no trabalho e no espaço público.

Em Portugal, apesar do aumento progressivo das qualificações das mulheres relativamente aos homens, a desigualdade de remuneração base média entre homens e mulheres no setor privado é ainda uma característica estrutural do país. Para além disso, as mulheres têm uma jornada de trabalho mais comprida do que a dos homens (incluindo aqui o trabalho oculto ou invisível), são mais atingidas pelo desemprego e pela precariedade e têm menor poder social.

Embora algumas mulheres tenham alcançado posições de destaque e de chefia nas suas profissões, a esfera pública e o poder institucional ainda mantêm como norma a dominação masculina — basta recordar que, apesar das mulheres constituírem a maioria da população, são uma minoria no governo, na Assembleia da República, nas direções dos partidos políticos, e mesmo nas direções dos sindicatos e das confederações sindicais, sobretudo nos cargos de maior destaque.  A recente eleição de uma mulher para secretária geral da CGTP deve ser assinalada pela sua dimensão simbólica, mas não deixa de ser a exceção que confirma a regra.

Em síntese, há felizmente muitos avanços a registar, mas há também ainda muito caminho a fazer. Por isso, enquanto sindicato de professores (uma profissão esmagadoramente feminina) queremos hoje reafirmar essencialmente duas coisas:

1.ª — A importância da educação na eliminação de preconceitos e de estereótipos de género. A educação tem o poder de transformar a vida das pessoas. Dado a caráter estruturante da escola na construção de uma cidadania democrática, a promoção da igualdade é uma questão central na educação, contrariando lógicas de sexismo, racismo e homofobia. 

2.ª — A importância da luta do movimento sindical e de muitas outras organizações, por um mundo mais justo e mais igualitário, um mundo onde os direitos das mulheres, e os direitos humanos em geral, sejam efetivamente garantidos e respeitados.

Um combate que não pode ser descurado e que tem de continuar a ser travado por mulheres e homens empenhados na transformação da sociedade e no progresso da humanidade.


20 de fevereiro de 2020

Dia Internacional da Mulher — Iniciativas

[Clicar nas fotos]

SPN — Iniciativa central (Porto)


SPN — Mirandela (13/mar) — Sessão CANCELADA


MDM — Manifestação Nacional de Mulheres, em Lisboa (8/mar)


CGTP-IN — Semana da Igualdade (2 a 6/mar)

Tags

Partilha